Tres Israelenses na Bienal de São Paulo

A 27ª edição da Bienal de São Paulo conta com a participação de três artistas israelenses: Miki Kratsman, Yael Bartana e Aya Ben Ron. Através de fotografias e vídeos, os três apresentam seu olhar sobre Israel e as peculiaridades que cercam o país, em sintonia com o tema da mostra, “Como Viver Junto”. Nascido em Buenos Aires em 1959, Miki Kratsman imigrou para Israel em 1971 e atualmente vive e trabalha em Tel Aviv. Fotografa para o jornal Haaretz e para a revista Haair. Seu trabalho é voltado particularmente para o cotidiano da vida em Israel em conflito constante com os palestinos.

Miki traz à bienal 44 fotografias dividas em cinco séries: Ofakim, Panoramas, Gush Katif, Portraits e sua série atual. “Procuro, em meu trabalho, retratar ‘o outro’, não somente como crítico, mas também para mostrar seu infortúnio e, talvez, suscitar perguntas, conscientização e compaixão. Nesses últimos 14 anos venho enfatizando a realidade cotidiana da ocupação. (…) Quanto à realidade, não enxergo uma ligação muito forte entre ela e a fotografia. Diante de fotos, todo mundo sempre tem sua própria interpretação, e existem algumas coisas que a imagem não consegue transmitir. Acredito que a fotografia é uma espécie de interpretação e instrumento para a crítica. É como um texto escrito”, comenta sobre seu trabalho.

Ao longo de sua trajetória, recebeu importantes distinções: Prêmio Enrique Calvin do Museu de Israel (1997), Prêmio do Ministro de Cultura e Educação de Israel (2001) e o British Multi Exposure Grant (Subvenção para exposições múltiplas do Reino Unido, 2001). O artista destaca ainda mostras no Brugge Cultural Center, em 2006, no Martin Grupius Bau Museum, em Berlim, no Tel-Aviv Museum of Art e na Maison Robert Doisneau, em Paris. Também participou da Bienal de Veneza, em 2003.

Yael Bartana, nascida em 1970, em Afula, cidade no norte de Israel, divide-se entre Tel Aviv e Amsterdã. Na maior parte de seu trabalho em vídeo e fotografia, observa a vida e os rituais cotidianos em Israel, mas em sua última produção tornou-se mais difícil distingüir eventos reais e os estabelecidos pela artista. Yael traz à bienal o Filme/Vídeo + Instalação – Low Relief II (instalação – 4 projeções com som); Wild Seeds (instalação – duas projeções de vídeo e som); Andromeda’s Tree (projeção de vídeo traseira). A artista destaca mostras individuais na Allet Gelink Gallery, em Amsterdã, no Fridericianum, em Kassel, e na Kunstverein Hamburg. Também participou da 9ª Bienal de Istambul.

Aya Ben Ron nasceu em 1967, em Haifa, e hoje vive e trabalha em Tel-Aviv. Seu trabalho é voltado para um pensamento social, e não político, e busca entender como a sociedade lida com a falência da democracia, com o crescimento do nacionalismo e suas implicações sobre o indivíduo. Aya participa da bienal com um projeto gráfico de sua autoria que estará no livro 27ª Bienal de São Paulo – Como Viver Junto, imagens e projetos de artistas especialmente desenvolvidos para a publicação e textos dos curadores e colaboradores, a ser lançado em novembro. Para ela, existe hoje o reconhecimento ou um sentimento profundo e crescente de que o movimento social democrático não conseguiu mostrar-se relevante em Israel, na Europa e em outros lugares. A artista destaca as seguintes mostras individuais: Still Under Treatment, na Chelouche Gallery, em Tel-Aviv; Hanging & Guernica, em The Israeli Center for Digital Art, em Holon e Hanging, no The Welcome Trust building, em Londres. É representada pela Chelouche Gallery, de Tel-Aviv.

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Serviço:
27ª Bienal de São Paulo – Tema: “Como Viver Junto”
Visitação: de 07 de outubro a 17 de dezembro de 2006
Parque do Ibirapuera – Portão 03 – Entrada Franca

Fonte: Pletz.com


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