Rio tem congregação de não-judeus que seguem os preceitos judaicos
Por Malkhut em 28/set/2001 em Kehilah Brasil
A engenheira civil Mônica Saad Sauma celebrou na segunda-feira passada a chegada do Ano Novo judaico, o Rosh Hashaná. Só tem um detalhe: como se pode perceber pelo sobrenome, ela não tem nada de judia. Ao contrário, é descendente de libaneses maronitas. Mesmo assim, Mônica comemorou a entrada no ano 5762 num playground em Laranjeiras, ao lado de mais de 150 pessoas — como ela, não judias. Mônica reage quando dizem que não pode seguir o judaísmo:
— Sou judia. Sigo absolutamente tudo da religião.
Mônica faz parte da congregação Aron HaBrit, que abriga não-judeus, para horror dos ortodoxos.
— Para nós, judeu é qualquer um disposto a seguir os preceitos do judaísmo. Estamos abertos a qualquer pessoa, de qualquer origem étnica, com vontade de viver a religião — diz Mario Meir, nascido Mario Moreira, que dirige a congregação.
Rabino diz que movimento não tem legitimidade
É um assunto polêmico. O rabino Jacob Blumenfeld, chefe do rabinato do Rio, discorda radicalmente.
— Ele não tem legitimidade nenhuma. Não é correto. Judeu é somente quem nasce de mãe judia ou quem se converteu de acordo com a Torá.
Mario sabe que irrita os ortodoxos:
— O judaísmo tradicional é uma coisa fechada e, por isto, algumas correntes são tremendamente contrárias ao que fazemos. Mas o novo é sempre visto com desconfiança.
Até agora, as reações têm sido pequenas. Talvez porque o grupo seja pouco conhecido.
— Já mandaram ameaças por e-mail e telefonaram, dizendo que não temos o direito. Mas não tivemos nenhuma oposição oficial.
Indiferente à polêmica, o grupo não pára de crescer. Há um ano, eram 60. Hoje, já são mais de 150 — a imensa maioria não-judeus. Não é preciso sequer fazer a conversão.
— Não existe este rito para nós. É judeu a partir do momento em que vive como judeu e passa a se autodenominar judeu.
Como era de se esperar, Mônica, descendente de árabes, enfrenta oposição da família:
— Eles não gostaram nem um pouco, mas encontrei no judaísmo minha identidade.
Os avós de Mônica nasceram no Líbano e ela mesma passou quase um ano no país. Toda a família — incluindo as duas filhas da engenheira — segue a igreja maronita. Mônica diz que descobriu sua nova fé através da cabala:
— Sempre tive curiosidade sobre a cabala, mas achava que nunca poderia ter acesso. Até que vi um anúncio da congregação e decidi ter aulas sobre o assunto. Apaixonei-me.
Os integrantes do grupo seguem todos os rituais da religião judaica. Comem comida kosher, jejuam no Yom Kippur, lêem a Torá, oram três vezes ao dia, usam o quipá e celebram o shabat. No começo, se espremiam numa pequena sala de 30 metros quadrados no Largo do Machado. Com o aumento da freqüência, Mário teve que alugar outras quatro salas — numa delas, instalou uma sinagoga.
Grupo mantém um site na internet
A congregação conta também com uma loja de artigos judaicos e uma academia de cabala. As aulas são semanais e custam R$ 25. O grupo mantém um site na internet (www.academiadecabala.com.br).
— A cabala fornece as respostas para que judeus e não-judeus possam entender as regras do mundo espiritual — explica Mario, que é casado com Luciana Meir, nascida Azevedo.
Aos 30 anos, ele é professor do curso de extensão à cabala do programa de estudos judaicos da Uerj. Foi escolhido após seleção da universidade. Só depois de aprovado souberam que não era judeu.
Bisneto do escritor modernista Álvaro Moreyra, filho de um professor de mitologia e de literatura portuguesa, aos 17 anos Mario já dava aula particular de história judaica.
Ele é chamado pelo grupo de rav, que, em hebraico, significa rabino e mestre. Mario conta que o movimento teve origem em 1926, em Portugal, quando o pesquisador Barro Bastos decidiu resgatar as raízes judaicas dos cristãos novos — pessoas forçadas pela inquisição a se converter.
— Mas lá em Portugal eles não têm liderança religiosa, nem sinagoga. Não conhecemos iniciativa semelhante no mundo. Estamos resgatando as raízes judaicas do povo brasileiro, abrindo espaço para pessoas que não nasceram judias, mas têm afinidade de alma com o judaísmo.







Col ha Kavod para a posição firme sábia e coerente do Rabinato do Rio em definir o que é ser Judeu segundo a nossa eterna Torá e não segundo o caprichos de certos charlatões que se auto intitulam como judeus mas que não submetem-se ao que a Torá determina o que é correto.Todos os Judeus que sejam sinceros e de boa fé deve combater esse câncer que se alastra wm nossa comunidade destruindo lares e almas judias.Espero que todos que leiam esse recado possam dar apoio ao rabinato nessa missão.
diogo benssoussan | 11/dez/2006 | Responder
GOSTARIA DE ASSISTIR UMA SESSAO EM SUA SINAGOGAOU CONGREÇAO. POIS , TENHO GRANDE AFINIDADE TEOLOGAL QTO AO JUDAISMO.
LUCIO CORREA DE ANDRADE | 1/jun/2009 | Responder
GOSTARIA DE CONHECER MELHOR SOBRE A SINAGOGA OU MELHOR CONGREÇAO , QUE AGREGA NAO JUDEUS.
LUCIO CORREA DE ANDRADE | 1/jun/2009 | Responder
Como faço para ir a sua sinagoga,pois ja tenho bastante conhecimento dos preceitos judaicos
Nelson | 18/set/2009 | Responder
eu tenho um duvida? Minha esposa e descendente de Libanes…Eu gostaria de saber o seguinte – quem nasce no libano e judeu?
TOM MENDES | 16/out/2009 | Responder
shalom foi com muita alegria que descobri este site .Fui lider religioso cristão de uma denominação tradicionalpor 25 anos. Comecei a estudar a Tora a 6 anos e hoje estou afastado da denominação. Somos um grupo de umas 20 pessoas que se reunem em minha sala a quase um ano todos os Shabath onde estudamos as parashot. Como voces, nos denominamos judeus e vivemos como judeus mas encontramos muitas resistencias.Gostaria de saber: voces são Judeus messianicos ? Fico feliz em encontra-los e esperamos ter mais comunhão.
janio da Silva Lemos | 13/nov/2009 | Responder
amado. Eu, toda minha familia e mais umas vite pessoas desjamos de todo o nosso coração fazer a nassa teshuvá .Mas, por motivos que compreendo, é tão dificil encontrar um rabino que esteja disposto a nos ajudar. Estou procurando ajuda para isso, mas moro em uma cidade do interior mineiro que não tem uma comunidade judaica.enquanto isso nosso pequeno grupo,procura ardentemente viver como judeus. Fica o nosso apelo ao amados rabinos que nos viabilizem a entrada pois “aquele que espalhou Israel o ajuntará”.Digo isto pois sou de linhagem judaica também e só quero voltar pra casa.
janio da Silva Lemos | 13/nov/2009 | Responder
Todos os filhos de judeus que nascem em qualquer parte do mundo, por serem ensinados na cultura e na religião judaica, são considerados judeus.Os que tem parentesco distante, precisam fazer teshuvá (Conversão).
janio da Silva Lemos | 13/nov/2009 | Responder
Nada proíbe que uma pessoa adote um modo de vida judaica, só que não é judeu.
Dentro dos princípios judaico, judeu é aquele que nasceu de uma mãe judia ou converteu-se ao judaísmo.
Acredito que o melhor a ser feito é que entrem em contato com o grupo dos Bnei Anussim via e-mail – bnei_anussim@yahoogrupos.com.br -. Este grupo tem por fim de congregar todos os descendentes de judeus que passaram pelo processo da inquisição, ou que desejam converterem-se ao judaísmo.
Eles buscam o judaísmo da linha Sefarad e não são messianicos, mas Mosaicos, isto é, seguidores único e exclusivamente da Torah.
Shalom ubrachah.
Moshe Ben Mazal | 26/nov/2009 | Responder
Quando Ruth entendeu que O Eterno, Bendito seja Ele, é O Verdadeiro e único D~us, sua tomada de posição foi aceita pelo Eterno. Precisamos ser mais cautelosos: Ha Shem não precisa de defesa e nenhum ser humano merece nossa defesa neste sentido. Precisamos ser cuidadosos quanto aos nossos julgamentos, pois não temos o direito de julgarmos aqueles a quem O Eterno acolhe como seus servos. Digo com o espírito cheio de paz e não gostaria que de forma alguma esta questão traga mais guerras. Não são com armas que devemos combater distorções. Não por força, nem por violência, mas pelo Ruach Hakodesh. Haverá um dia em que toda Terra se encherá do conhecimento de Adonai.
Creio que teremos muitas surpresas no mundo vindouro. Mesmo quando percebermos erros em algumas atitudes, não devemos atacar as pessoas, mas que nosso testemunho seja capaz de atraí-las para a verdade.
Shalom a todos
debora | 5/fev/2010 | Responder