Patriarcas, Êxodo e Assentamento
Por Malkhut em 6/out/1999 em História
Documentos achados na Mesopotâmia confirmam a descrição de sua vida nômade.
A Torá nos conta como Abraão foi convocado para ser o fundador de um novo povo em uma nova terra e portador da nova crença do Deus único.
Quando a fome açoitou o país, Jacob, seus doze filhos e respectivas famílias estabeleceram-se em Goshen, a leste do delta do Nilo, no Egito. Mais tarde, seus descendentes foram reduzidos à escravidão e sujeitos ao trabalho forçado.
Foram conduzidos à liberdade por Moisés, 400 anos depois. De acordo com a Bíblia, Moises foi escolhido por Deus para levar seu povo de volta à terra prometida aos seus antepassados. Durante os 40 anos que vagaram pelo deserto do Sinai, os israelitas receberam a lei de Moisés, incluindo os Dez Mandamentos, e tornaram-se uma nação. O êxodo deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu e tornou-se um símbolo de liberdade e independência. Todo so os anos judeus comemoram Pessach (Páscoa), Shavuot (Festa de Entrega da Lei) e Sucot (Festa dos Tabernáculos), celebrando os eventos daquela época.
Nos dois séculos seguintes, os israelitas conquistaram a maior parte do território e renunciaram à sua vida nômade para fixarem-se como agricultores e artesãos; seguiu-se uma fase de desenvolvimento social e econômico. Períodos de relativa paz pontuados por tempos de guerra durante os quais o povo reunia-se em torno de líderes conhecidos como “juízes”, elevados a essa posição por suas habilidades políticas e militares, assim como pela capacidade de inspirar confiança; eles lideravam apenas o tempo necessário para vencer o inimigo.
Posteriormente, a fraqueza inerente a esta organização tribal face à ameaça dos filisteus (um povo da Ásia Menor que conquistou uma base na costa) gerou o anseio por um chefe que mantivesse a liderança de modo permanente, com a autoridade se sucedendo por hereditariedade.







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