Parashah – VAYISHLACH
Por Moshe Ben Mazal em 19/nov/2010 em Parashah
Bênçãos para a Leitura na Torah.
20 de Novembro de 2010 – 13 de “Kislev” de 5771.
1° – Benção inicial:
O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.
O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.
O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.
Os presentes: Amem VeAmen!
Benção final:
O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.
Os presentes: Amem VeAmen!
2° – Estudo Semanal
08.VAYISHLACH – Bereshit (Gn.) 32:4 – 36:43
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4. Então enviou Jacó mensageiros diante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, o território de Edom, 5. tendo-lhes ordenado: Deste modo falareis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão, e com ele fiquei até agora; 6. e tenho bois e jumentos, rebanhos, servos e servas; e mando comunicar isso a meu senhor, para achar graça aos teus olhos. 7. Depois os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos ter com teu irmão Esaú; e, em verdade, vem ele para encontrar-te, e quatrocentos homens com ele. 8. Jacó teve muito medo e ficou aflito; dividiu em dois bandos o povo que estava com ele, bem como os rebanhos, os bois e os camelos; 9. pois dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará. 10. Disse mais Jacó: o D-us de meu pai Abraão, D-us de meu pai Izaque, ó Eterno, que me disseste: Volta para a tua terra, e para a tua parentela, e eu te farei bem! 11. Não sou digno da menor de todas as tuas beneficências e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; porque com o meu cajado passei este Jordão, e agora volto em dois bandos. 12. Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque eu o temo; acaso não venha ele matar-me, e a mãe com os filhos. 13. Pois tu mesmo disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar. (O 2° é chamado) 14. Passou ali aquela noite; e do que tinha tomou um presente para seu irmão Esaú: 15. duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, 16. trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos. 17. Então os entregou nas mãos dos seus servos, cada manada em separado; e disse a seus servos: Passai adiante de mim e ponde espaço entre manada e manada. 18. E ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar: De quem és, e para onde vais, e de quem são estes diante de ti? 19. Então responderás: São de teu servo Jacó, presente que envia a meu senhor, a Esaú, e eis que ele vem também atrás de nós. 20. Ordenou igualmente ao segundo, e ao terceiro, e a todos os que vinham atrás das manadas, dizendo: Desta maneira falareis a Esaú quando o achardes. 21. E direis também: Eis que o teu servo Jacó vem atrás de nós. Porque dizia: Aplacá-lo-ei com o presente, que vai adiante de mim, e depois verei a sua face; porventura ele me aceitará. 22. Foi, pois, o presente adiante dele; ele, porém, passou aquela noite no arraial. 23. Naquela mesma noite levantou-se e, tomando suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos, passou o vau de Jaboque. 24. Tomou-os, e fê-los passar o ribeiro, e fez passar tudo o que tinha. 25. Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. 26. Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele. 27. Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares. 28. Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó. 29. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com D-us e com os homens e tens prevalecido. 30. Perguntou-lhe Jacó: Dize-me, peço-te, o teu nome. Respondeu o homem: Por que perguntas pelo meu nome? E ali o abençoou. (O 3° é chamado) 31. Pelo que Jacó chamou ao lugar Peniel, dizendo: Porque tenho visto D-us face a face, e a minha vida foi preservada. 32 E nascia o sol, quando ele passou de Peniel; e coxeava de uma perna. 33. Por isso os filhos de Israel não comem até o dia de hoje o nervo do quadril, que está sobre a juntura da coxa, porquanto o homem tocou a juntura da coxa de Jacó no nervo do quadril.
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1. Levantou Jacó os olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os filhos entre Léia, e Raquel, e as duas servas. 2. Pôs as servas e seus filhos na frente, Léia e seus filhos atrás destes, e Raquel e José por últimos. 3. Mas ele mesmo passou adiante deles, e inclinou-se em terra sete vezes, até chegar perto de seu irmão. 4. Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou; e eles choraram. 5. E levantando Esaú os olhos, viu as mulheres e os meninos, e perguntou: Quem são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos que D-us bondosamente tem dado a teu servo. (O 4° é chamado) 6. Então se chegaram as servas, elas e seus filhos, e inclinaram-se. 7. Chegaram-se também Léia e seus filhos, e inclinaram-se; depois chegaram-se José e Raquel e se inclinaram. 8. Perguntou Esaú: Que queres dizer com todo este bando que tenho encontrado? Respondeu Jacó: Para achar graça aos olhos de meu senhor. 9. Mas Esaú disse: Tenho bastante, meu irmão; seja teu o que tens. 10. Replicou-lhe Jacó: Não, mas se agora tenho achado graça aos teus olhos, aceita o presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de D-us, e tu te agradaste de mim. 11. Aceita, peço-te, o meu presente, que eu te trouxe; porque D-us tem sido bondoso para comigo, e porque tenho de tudo. E insistiu com ele, e ele o aceitou. 12. Então Esaú disse: Ponhamo-nos a caminho e vamos; eu irei adiante de ti. 13. Respondeu-lhe Jacó: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros, e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forem obrigadas a caminhar demais por um só dia, todo o rebanho morrerá. 14. Passe o meu senhor adiante de seu servo; e eu seguirei, conduzindo-os calmamente, conforme o passo do gado que está diante de mim, e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor em Seir. 15. Ao que disse Esaú: Permite ao menos que eu deixe contigo alguns da minha gente. Replicou Jacó: Para que? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor. 16. Assim tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho em direção a Seir. 17. Jacó, porém, partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez barracas para o seu gado; por isso o lugar se chama Sucote. 18. Depois chegou Jacó em paz à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando veio de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade. 19. E comprou a parte do campo, em que estendera a sua tenda, dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro. 20. Então levantou ali um altar, e chamou-lhe o El-Elohei-Israel. (O 5° é chamado)
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1. Diná, filha de Léia, que esta tivera de Jacó, saiu para ver as filhas da terra. 2. Viu-a Siquém, filho de Hamor o heveu, príncipe da terra; e, tomando-a, deitou-se com ela e humilhou-a. 3. Assim se apegou a sua alma a Diná, filha de Jacó, e, amando a donzela, falou-lhe afetuosamente. 4. Então disse Siquém a Hamor seu pai: Consegue-me esta donzela por mulher. 5. Ora, Jacó ouviu que Siquém havia contaminado a Diná sua filha. Entretanto, estando seus filhos no campo com o gado, calou-se Jacó até que viessem. 6. Hamor, pai de Siquém, saiu a fim de falar com Jacó. 7. Os filhos de Jacó, pois, vieram do campo logo que souberam do caso; e entristeceram-se e iraram-se muito, porque Siquém havia cometido uma insensatez em Israel, deitando-se com a filha de Jacó, coisa que não se devia fazer. 8. Então falou Hamor com eles, dizendo: A alma de meu filho Siquém afeiçoou-se fortemente a vossa filha; dai-lha, peço-vos, por mulher. 9. Também aparentai-vos conosco; dai-nos as vossas filhas e recebei as nossas. 10. Assim habitareis conosco; a terra estará diante de vós; habitai e negociai nela, e nela adquiri propriedades. 11. Depois disse Siquém ao pai e aos irmãos dela: Ache eu graça aos vossos olhos, e darei o que me disserdes; 12. exigi de mim o que quiserdes em dote e presentes, e darei o que me pedirdes; somente dai-me a donzela por mulher. 13. Então os filhos de Jacó, respondendo, falaram enganosamente a Siquém e a Hamor, seu pai, porque Siquém havia contaminado a Diná, sua irmã, 14. e lhes disseram: Não podemos fazer isto, dar a nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso seria uma vergonha para nós. 15. Sob esta única condição consentiremos; se vos tornardes como nós, circuncidando-se todo varão entre vós; 16. então vos daremos nossas filhas a vós, e receberemos vossas filhas para nós; assim habitaremos convosco e nos tornaremos um só povo. 17. Mas se não nos ouvirdes, e não vos circuncidardes, levaremos nossa filha e nos iremos embora. 18. E suas palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho. 19. Não tardou, pois, o mancebo em fazer isso, porque se agradava da filha de Jacó. Era ele o mais honrado de toda a casa de seu pai. 20. Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade, e falaram aos homens da cidade, dizendo: 21. Estes homens são pacíficos para conosco; portanto habitem na terra e negociem nela, pois é bastante espaçosa para eles. Recebamos por mulheres as suas filhas, e lhes demos as nossas. 22. Mas sob uma única condição é que consentirão aqueles homens em habitar conosco para nos tornarmos um só povo: se todo varão entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados. 23. O seu gado, as suas aquisições, e todos os seus animais, não serão nossos? Consintamos somente com eles, e habitarão conosco. 24. E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e foi circuncidado todo varão, todos os que saíam pela porta da sua cidade. 25. Ao terceiro dia, quando os homens estavam doridos, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram na cidade com toda a segurança e mataram todo varão. 26. Mataram também ao fio da espada a Hamor e a Siquém, seu filho; e, tirando Diná da casa de Siquém, saíram. 27. Vieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade; porquanto haviam contaminado a sua irmã. 28. Tomaram-lhes os rebanhos, os bois, os jumentos, e o que havia tanto na cidade como no campo; 29. e todos os seus bens, e todos os seus pequeninos, e as suas mulheres, levaram por presa; e despojando as casas, levaram tudo o que havia nelas. 30. Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me perturbado, fazendo-me odioso aos habitantes da terra, aos cananeus e perizeus. Tendo eu pouca gente, eles se ajuntarão e me ferirão; e serei destruído, eu com minha casa. 31. Ao que responderam: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta?
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1. Depois disse D-us a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; e faze ali um altar ao D-us que te apareceu quando fugias da face de Esaú, teu irmão. 2. Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes. 3. Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao D-us que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei. 4. Entregaram, pois, a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham nas mãos, e as arrecadas que pendiam das suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém. 5. Então partiram; e o terror de D-us sobreveio às cidades que lhes estavam ao redor, de modo que não perseguiram os filhos de Jacó. 6. Assim chegou Jacó à Luz, que está na terra de Canaã (esta é Betel), ele e todo o povo que estava com ele. 7. Edificou ali um altar, e chamou ao lugar El-Betel; porque ali D-us se lhe tinha manifestado quando fugia da face de seu irmão. 8. Morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho, ao qual se chamou Alom-Bacute. 9. Apareceu D-us outra vez a Jacó, quando ele voltou de Padã-Arã, e o abençoou. 10. E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. Chamou-lhe Israel. 11. Disse-lhe mais: Eu sou D-us Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos; (O 6° é chamado) 12. a terra que dei a Abraão e a Izaque, a ti a darei; também à tua descendência depois de ti a darei. 13. E D-us subiu dele, do lugar onde lhe falara. 14. Então Jacó erigiu uma coluna no lugar onde D-us lhe falara, uma coluna de pedra; e sobre ela derramou uma libação e deitou-lhe também azeite; 15. e Jacó chamou Betel ao lugar onde D-us lhe falara. 16. Depois partiram de Betel; e, faltando ainda um trecho pequeno para chegar a Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto, e custou-lhe o dar à luz. 17. Quando ela estava nas dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho. 18. Então Raquel, ao sair-lhe a alma (porque morreu), chamou ao filho Benôni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. 19. Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata (esta é Bete-Leém). 20. E Jacó erigiu uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje. 21. Então partiu Israel, e armou a sua tenda além de Migdal-Eder. 22. Quando Israel habitava naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos de Jacó: 23. Os filhos de Léia: Rúben o primogênito de Jacó, depois Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom; 24. os filhos de Raquel: José e Benjamim; 25. os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali; 26. os filhos de Zilpa, serva de Léia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã. 27. Jacó veio a seu pai Izaque, a Manre, a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Izaque. 28. Foram os dias de Izaque cento e oitenta anos; 29. e, exalando o espírito, morreu e foi congregado ao seu povo, velho e cheio de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.
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1. Estas são as gerações de Esaú (este é Edom): 2. Esaú tomou dentre as filhas de Canaã suas mulheres: Ada, filha de Elom o heteu, e Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão o heveu, 3. e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote. 4. Ada teve de Esaú a Elifaz, e Basemate teve a Reuel; e Aolíbama teve a Jeús, Jalão e Corá; estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã. 6. Depois Esaú tomou suas mulheres, seus filhos, suas filhas e todas as almas de sua casa, seu gado, todos os seus animais e todos os seus bens, que havia adquirido na terra de Canaã, e foi-se para outra terra, apartando-se de seu irmão Jacó. 7. Porque os seus bens eram abundantes demais para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado. 8. Portanto Esaú habitou no monte de Seir; Esaú é Edom. 9. Estas, pois, são as gerações de Esaú, pai dos edomeus, no monte de Seir: 10. Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú. 11. E os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gatã e Quenaz. 12. Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque. São esses os filhos de Ada, mulher de Esaú. 13. Foram estes os filhos de Reuel: Naate e Zerá, Sama e Mizá. Foram esses os filhos de Basemate, mulher de Esaú. 14. Estes foram os filhos de Aolíbama, filha de Ana, filha de Zibeão, mulher de Esaú: ela teve de Esaú Jeús, Jalão e Corá. 15. São estes os chefes dos filhos de Esaú: dos filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú, os chefes Temã, Omar, Zefô, Quenaz, 16. Corá, Gatã e Amaleque. São esses os chefes que nasceram a Elifaz na terra de Edom; esses são os filhos de Ada. 17. Estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: os chefes Naate, Zerá, Sama e Mizá; esses são os chefes que nasceram a Reuel na terra de Edom; esses são os filhos de Basemate, mulher de Esaú. 18. Estes são os filhos de Aolíbama, mulher de Esaú: os chefes Jeús, Jalão e Corá; esses são os chefes que nasceram a líbama, filha de Ana, mulher de Esaú. 19. Esses são os filhos de Esaú, e esses seus príncipes: ele é Edom. (O 7° é chamado) 20. São estes os filhos de Seir, o horeu, moradores da terra: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás, 21. Disom, Eser e Disã; esses são os chefes dos horeus, filhos de Seir, na terra de Edom. 22. Os filhos de Lotã foram: Hori e Hemã; e a irmã de Lotã era Timna. 23. Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onão. 24. Estes são os filhos de Zibeão: Aías e Anás; este é o Anás que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai. 25. São estes os filhos de Ana: Disom e Aolíbama, filha de Ana. 26. São estes os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã. 27. Estes são os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã. 28. Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã. 29. Estes são os chefes dos horeus: Lotã, Sobal, Zibeão, Anás, 30. Disom, Eser e Disã; esses são os chefes dos horeus que governaram na terra de Seir. 31. São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que reinasse rei algum sobre os filhos de Israel. 32. Reinou, pois, em Edom Belá, filho de Beor; e o nome da sua cidade era Dinabá. 33. Morreu Belá; e Jobabe, filho de Zerá de Bozra, reinou em seu lugar. 34. Morreu Jobabe; e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar. 35. Morreu Husão; e em seu lugar reinou Hadade, filho de Bedade, que feriu a Midiã no campo de Moabe; e o nome da sua cidade era Avite. 36. Morreu Hadade; e Sâmela de Masreca reinou em seu lugar. 37. Morreu Sâmela; e Saul de Reobote junto ao rio reinou em seu lugar. 38. Morreu Saul; e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar. 39. Morreu Baal-Hanã, filho de Acbor; e Hadar reinou em seu lugar; e o nome da sua cidade era Paú; e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe. (Maftir) 40. Estes são os nomes dos chefes dos filhos de Esaú, segundo as suas famílias, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: os chefes Timna, Alva, Jetete, 41. Aolíbama, Elá, Pinom, 42. Quenaz, Temã, Mibzar, 43. Magdiel e Irão; esses são os chefes de Edom, segundo as suas habitações, na terra da sua possessão. Este é Esaú, pai dos edomeus.
3° Reflexão:
Jacó envia mensageiros a Esaú: Ao aproximar-se Yakov de sua terra natal, enviou mensageiros a Esaú, quando do retorno, inquietou-se ao saber que Esaú estava vindo a seu encontro com 400 homens (supõe-se que vinham armados). A esta altura não havia como fugir, pois se assim fizesse, poria em risco a vida de seus filhos e esposas que faziam parte da comitiva. Como estratégia contra possível ataque preocupou-se em montar uma defesa, dividindo o grupo em dois, evitando assim uma destruição em massa. Ainda dentro da estratégia, enviou mensagens amistosas e a seguir presentes com o fim de aplacar a ira de seu irmão Esaú. Mesmo assim não recebeu nenhum retorno, nem mesmo uma palavra sequer, este silêncio fez Jacó compreender que a recepção não seria tão agradável. Sempre ele tinha ganho no grito, mas desta vez entendeu a dificuldade e então orou, derramando seu coração, onde inclusive “relembrou” as promessas de D-us para com ele, com um porém, não reconheceu a real causa de suas dificuldades. Yakov queria livrar-se de seu irmão, mas o principal inimigo, sem dúvida alguma era ele mesmo, pois Yakov havia semeado engano e erguido seus muitos “muros” nas suas atitudes num passado não muito distante. Agora ao que tudo parece, estava preso em seus próprios obstáculos, mas D-us tinha um plano para despir o espírito egoísta e carnal de Yakov, para que pudesse entrar na Eretz (terra) prometida.
O plano Divino era um encontro entre Yakov e um anjo, para uma luta no vale de Jaboque. Yakov estava convicto que seria uma luta fácil, pois confiava na sua astúcia, na força bruta e principalmente nas armas físicas, mas esta luta era diferente, não alcançava seu ponto objetivo para por um fim, pois era uma luta espitual. Num dado momento houve um ataque “surpresa” dar parte do anjo, pondo Yakov fora de combate, ficara coxo. Vendo a situação perdida, atira-se aos braços de D-us para pedir uma bênção. Em forma de confissão, assume que foi um enganador, um suplantador. Yakov submetesse a D-us e recebe a vitória.
O Anjo do Eterno dá-lhe um novo nome, ISRAEL, que significa uma mudança de personalidade (Gn.17:5). De suplantador agora passa a ser “o que luta com D-us” (não contra D-us). Israel significa a forma como venceu. Já não existia mais o enganador que lutava astutamente contra tudo e contra todos, agora era um bravo que pela fé lutava com D-us e sempre obtinha vitórias.
O nome Israel, passou a ser “marca” de todos os descendentes de Yakov, ou seja, todos são chamados de “israelitas” e ISRAEL a nação da aliança.
O toque da espada do anjo deixou-o coxo, como símbolo do fim do velho Yakov, cheio de defeitos. Israel é o homem com espírito e coração quebrantado e contrito (Sl.51:17). Agora sim Jacó encontrava-se apto para possuir Canaã, estava agora preparado para entrar em Canaã.
Observando a história, vamos verificar que na cultura antiga, uma pessoa com um defeito físico era respeitada e até mesmo, poupada a vida. Acredito que o Eterno tenha propiciado o coxear em Yakov, no sentido de levar Esaú a relevar os fatos passados, praticado por Yakov e assim esquecer toda mágoa, toda desavença. Quando lemos sobre o encontro dos dois, especialmente o abraço e as lágrimas roladas, entendemos que a paz e a harmonia voltou a reinar entre eles.
Pelo texto notamos que Yakov foi prudentemente quando rejeitou a companhia dos homens de Esaú, e isto reforça pela atitude de Yakov ter mudado o rumo da cainhada. Algo importante de observar é que embora os irmãos tenham apagado os rancores, eles eram duas pessoas completamente diferentes, quer no caráter como no espírito, um era servo de D-us, o outro criatura de D-us. Esta diferença é a razão para que ambos ficassem cada um no seu devido lugar.
Jacó e sua família na terra prometida: Sabemos que Yakov tinha prometido a D-us que voltaria a Betel (Gn.28:21) porém foi somente até Siquém, pois ai adquiriu uma porção de terra próximo a da cidade Cananéia, fixando-se confortavelmente por quase dois lustros, Certamente em agradecimento a D-us pelo regresso a Canaã, tenha sido a razão de ter edificado um altar ao Eterno. Convém lembrar que o fato de erguer um altar, não representa deixar de cumprir a promessa feita ao Eterno de regressar a Betel.
Aconteceu algo horrível a Yakov, pois a sua filha Dinah foi violentada e pela cultura Cananéia, Simeão e Levi, seus filhos se transformaram em pessoas cruéis, más e vingativas. Um fato estranho que nos chama a atenção foi Yakov ter concordado com a união de seus filhos com as filhas do cananeus. A razão desta estranheza é que eles como povo escolhido e adorador do D-us vivo, não podiam se misturar com povos pagãos. Deviam permanecer separados, visto que era o povo escolhido de D-us. Certamente pelo fato de Yakov não ter pleno domínio sobre a família, tenha sido a razão dos desmandos que vinham acontecendo tanto nas atuações como na firmeza de seu falar.
A soma dos acontecimentos desagradáveis com a família de Yakov, mais o temor pela vida dos filhos Simeão e Levi pelos atos praticados, entendeu Yakov que era o momento de atender a voz de D-us no sentido de voltar a Betel. Isto posto, logo Yakov respondeu ao mandado Divino no sentido de por ordem à família, começando por extirpar o culto à idolatria, colares usados como forma de posição sociocultural e/ou amuletos e figuras de deuses pagãos. Yakov finalmente tinha entendido que não era possível servir a duas correntes divinas antagônicas, havia chegado a hora de por um fim ao paganismo. Tomada esta decisão, posição e posto em prática, D-us inicia seu “trabalho” de compensação, atemorisa os cananeus no sentido de proteger Yakov e sua família da vingança, já em Betel, Yakov edifica um altar, com isto, agradou a D-us que o confirmou seu novo nome, Israel, bem como as promessas anteriormente feitas.
Vemos Yakov indo para Hebrom, sendo que no caminho ocorre a morte de sua esposa amada, Raquel, quando no nascimento de Benjamim, que é sepultada em Efrata, Belém. Retoma a viagem e por fim, após uma para demorada, termina chegando à casa de seu velho pai, Itzak.
A parte final do texto da presente parashah descreve a genealogia de Esaú que sempre se fez presente na história de Israel de forma hostil, ou seja, o povo edomita seu histórico inimigo. Esta hostilidade ainda pode-se identificar após alguns milênios, na figura do rei Herodes.
A importância de Yakov: Deste resumo, podemos tirar alguns pontos a observar nas seguintes questões:
a – A magnitude da graça Divina que cumpriu com as promessas feitas a Yakov, pois apesar dos pesares, cujo fim maior é sem dúvida a escolha dele para dar continuidade entre outras, o concerto Abrâmico.
b – O ensinamento advindo da luta com o anjo em Peniel no vale do Jaboque, que a vitória espiritual é ganha quando temos propósitos num coração contrito e humilhado, reconhecendo nossa insignificância e nos colocamos nas mãos de D-us, como o Grande Comandante.
c – Podemos ver e entender que D-us usa como vasos, homens tal como eles são, para levar em frente o propósito Divino. Observamos que D-us sempre teve que Se “desdobrar” frente ao material disponível (o homem) para levar cada obra ao ponto final de forma boa e apreciável. Um dos maiores exemplos é o de ter usado Yakov, o usurpador com seus mil defeitos a categoria de um grande servo.
d – Algo muito importante que temos que ter sempre em mente, é a questão da lei da semeadura – aquilo que plantares, certamente colherás –. Yakov enganou uma pessoa que lhe amava, pois aproveitou-se da cegueira, da idade (velho) e da questão da falta de respeito e honra para seu pai Itzchak. Teve como retorno a mesma moeda, pois foi enganado por seu sogro Labão e pior ainda, de forma cruel pelos filhos que sumiram com José (texto da próxima parashah).
Que cada um plante boas árvores, para admirarmos belas flores e alimentar a todos com bons frutos.
Shabat Shalom!
Moshe ben Mazal







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