Parashah – VAYETZE
Por Moshe Ben Mazal em 26/nov/2009 em Parashah
28 de Novembro de 2009 / 11 de Kislev de 5770.
Parashah – VAYETZE – Gn.28:10 –32:3.
Haftarah – Os.12:13-15; 13:1-15; 14:1-10.
O sonho de Jacó – No caminho para a casa de Labão, D-us deu a Jacó um sonho maravilhoso com o fim de animá-lo e firmar sua fé para que não vacilasse nos longos e duros anos vindouros. Na visão, a escada simbolizava que existia uma comunicação entre o céu e a terra, Jacó tinha o céu aberto. D-us ouviria suas orações e o ajudaria. Os anjos subiam e desciam pela escada como mensageiros e ministros do governo de D-us sobre a terra.
O Eterno confirmou a Jacó as promessas da aliança que seu pai havia feito ao abençoá-lo. Prometeu que o acompanharia, guardaria e traria de volta à terra prometida. Estaria com ele de forma ativa e contínua. Isto não significava que o Eterno aprovaria tudo quanto Jacó fizesse, mas que o acompanharia para levar a cabo completamente seu elevado propósito nele. A revelação divina em Betel era por pura graça. Jacó falhou muitas vezes, não obstante, havia algo nele que respondia a D-us e algo que D-us podia mudar.
Ao despertar, Jacó teve medo pensando que havia chegado por casualidade à habitação terrenal de D-us e à porta do céu. Depois seu temor se converteu em surpresa, pois reconheceu, de forma reverente, a presença de D-us. Ungiu uma pedra como um ato de culto a D-us e também para deixar um monumento recordatório do local que a visão santificou. Parece que Jacó procurou negociar com o Eterno (28:20,21), mas é pouco provável que fizesse tal coisa,pois foi movido pelo temor, reverencia e gratidão. Além do mais, tudo o que foi mencionado por Jacó em 28:20,21, D-us já lhe havia prometido em termos gerais (28:15). Admirado, Jacó respondeu às promessas divinas dizendo que se D-us ia fazer tudo isto por ele, não lhe restava nada mais senão adora-lo.
Jacó na casa de Labão – Gn.29-30. Os vinte anos que Jacó passou na casa de Labão foram difíceis. Labão empregou contra Jacó a velha arma do engano que o próprio Jacó anteriormente havia utilizado. D-us usou as experiências destes anos como uma escola para disciplinar e preparar Jacó a fim de que este fosse herdeiro das promessas da aliança.
Na providência de D-us, o primeiro membro da família com que Jacó se encontrou foi a formosa Taque. Parece que a amou desde o primeiro momento de seu encontro. Dado que Jacó não tinha dinheiro para comprá-la como noiva. Pagaria seu preço com o trabalho. O grande valor que Jacó atribuía a Raquel, o trabalho de sete anos que “foram aos seus olhos como poucos dias” e a intensidade de seu amor jorram luz sobre o caráter do patriarca. Pelo fato de ser enganado por Labão, Jacó certamente compreendeu como Esaú se sentiu ao reconhecer que havia perdido a bênção que considerava caber-lhe; Jacó não protestou muito, provavelmente porque viu nisso a retribuição de D-us.Em vez de receber a amada Raquel, havia casado com leia que ra menos atraente. Depois de uma semana também Raquel lhe foi dada por esposa, mas teve de trabalhar mias outros sete anos, sem receber salário.
O casamento com as duas irmãs trouxe consigo dificuldades, ciúmes e conflitos. Tais matrimônios não foram proibidos até a promulgação da lei de Levítico 18:18. Da união polígama saíramos os pais das doze tribos de Israel, D-us demonstrou seu desagrado pelo trato que Jacó deu a Léia, fazendo Raquel estéril e Léia fecunda. À desprezada esposa deve sua origem seis das tribos e entre elas a de Judá. O que a Jacó parecia um ardil cruel, era realmente um grande meio de bênção.
A rivalidade entre Léia e Raquel explica os nomes de seus filhos, já que estes foram dados de acordo com as circunstancias ou sentimentos das mães:
Ruben significa: eis um filho
Simeão “ ouviu
Levi “ unido
Judá “ louvor
Dã “ juiz ou julgou
Naftali “ minha luta
Gade “ afortunado
Aser “ bem-aventurança ou feliz
Issacar “ galardão
Zebulom “ morada
José “ acréscimo
Benjamim “ filho da mão direita
Os últimos dois filhos foram de Raquel; Benjamim nasceu ano mais tarde na terra de Canaã (35:16-20).
Durante os quatorze anos que Jacó serviu a Labão para conseguir a Raquel, D-us abençoou a Labão por causa de seu genro. Jacó quis voltar a Canaã, porém seu sogro instou com ele para que ficasse, prometendo pagar-lhe como ele quisesse. Impressionou-o o fato de que o Eterno estava com Jacó, porém ele próprio não buscou a D-us, antes pensou em beneficiar-se da relação entre seu genro e o Eterno. Jacó pediu para si o gado anormal (ovelhas negras e cabras malhadas), pois a cor normal das ovelhas era branca e a das cabras, preta. Labão acreditou estar fazendo um ótimo negócio e agiu com astúcia e prontidão mandando para longe os animais que proporcionariam a Jacó um aumento de salário. Nos anos seguintes mudou repetidamente a forma de pagamento, mas com a ajuda do Eterno Jacó ia tomando o pagamento de seu sogro. Jacó atribuiu a um sonho divino a ciência de como fecundar o gado para produzir mais com o qual Labão lhe havia atribuído, porém é melhor considerar que D-us operou um milagre para frustrar a esperteza de Labão e abençoar a Jacó. Assim foi que Jacó prosperou grandemente a expensas de seu sogro e este minguou.
Jacó volta à terra prometida: - Gn.31.1- 32:3. Depois de passar vinte anos na casa de Labão, Jacó viu que era tempo de sair de Padã-Arã. Como Jacó prosperava, Labão e seus filhos começaram a sentir inveja. D-us interveio e ordenou a Jacó que voltasse à terra prometida. Raquel e Léia deram seu consentimento à decisão de Jacó. Lembraram-se de que Labão havia exigido quatorze anos de trabalho de trabalho de Jacó como preço de suas filhas e não havia dado a elas o dote correspondente às noivas; elas já não estimavam a Labão. Antes de partir, Raquel furtou algumas pequenas imagens familiares (terafim) pertencentes a seu pai mediante as quis esperava reclamar sua herança, segundo o costume da época. Parece que Raquel não respeitava muito os terafins pois sentou-se sobre eles havendo-os escondido debaixo da albarda de seu camelo (31:43). Jacó se esquivou clandestinamente, por temor. Preocupado principalmente com o furto dos ídolos, Labão o perseguiu, mas o Eterno advertiu-o de que não fizesse mal algum ao seu genro.
O pacto que Labão e Jacó fizeram demonstra que não confiava um no outro. Levantaram uma pedra como sinal que servisse de limite entre os dois, fizeram um montão que serviria de testemunho do pacto e invocaram a D-us para que atuasse como sentinela vigiando por um e por outro enquanto estivessem separados.
Jacó não estava em condições de voltar à terra prometida e receber as promessas do pacto de seu pai Itzak; apesar disso, D-us o abençoou no caminho. Animou-o com uma visão de anjos protetores. Jacó chamou ao lugar “Maanaim”, palavra que significa “dois acampamentos”; um era seu próprio e indefeso acampamento e o outro do eterno, que rodeava ao de Jacó com sua presença e poder. O lugar de Maanaim ficou compreendido depois no limite entre Manassés e Gade e foi uma cidade de refúgio (Js.21:38).
Shabat Shalom !
MSc. Moshe ben Mazal







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