Parashah – VAIERÁ

Bênçãos para a Leitura na Torah.

23 de Outubro de 2010 – 15 de “Cheshvan” de 5771.

1° – Benção inicial:

O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.

O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.

O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.

Os presentes: Amem VeAmen!

Benção final:

O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.

Os presentes: Amem VeAmen!

2° – Estudo Semanal

04.VAIERÁ – Bereshit (Gn.) 18:1 – 22:24

18
1. Depois apareceu o Eterno a Abraão junto aos carvalhos de Manre, estando ele sentado à porta da tenda, no maior calor do dia. 2. Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra, 3. e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos Teus olhos, rogo-Te que não passes de Teu servo. 4. Eia, traga-se um pouco d’água, e lavai os pés e recostai-vos debaixo da árvore; 5. e trarei um bocado de pão; refazei as vossas forças, e depois passareis adiante; porquanto por isso chegastes até o vosso servo. Responderam-lhe: Faze assim como disseste. 6. Abraão, pois, apressou-se em ir ter com Sara na tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos. 7. Em seguida correu ao gado, apanhou um bezerro tenro e bom e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo. 8. Então tomou queijo fresco, e leite, e o bezerro que mandara preparar, e pôs tudo diante deles, ficando em pé ao lado deles debaixo da árvore, enquanto comiam. 9. Perguntaram-lhe eles: Onde está Sara, tua mulher? Ele respondeu: Está ali na tenda. 10. E um deles lhe disse: certamente tornarei a ti no ano vindouro; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara estava escutando à porta da tenda, que estava atrás dele. 11. Ora, Abraão e Sara eram já velhos, e avançados em idade; e a Sara havia cessado o incômodo das mulheres. 12. Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? 13. Perguntou o Eterno a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou velha, darei à luz um filho? 14. Há, porventura, alguma coisa difícil ao Eterno? Ao tempo determinado, no ano vindouro, tornarei a ti, e Sara terá um filho. (O 2° é chamado)

 15. Então Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto ela teve medo. Ao que ele respondeu: Não é assim; porque te riste. 16. E levantaram-se aqueles homens dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, para os encaminhar. 17. E disse o Eterno: Ocultarei eu a Abraão o que faço, 18. visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e por meio dele serão benditas todas as nações da terra? 19. Porque Eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Eterno, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Eterno faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado. 20. Disse mais o Eterno: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, 21. descerei agora, e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não, sabê-lo-ei. 22. Então os homens, virando os seus rostos dali, foram-se em direção a Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante do Eterno. 23. E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio? 24. Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que ali estão? 25. Longe de Ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de Ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? 26. Então disse o Eterno: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles. 27. Tornou-lhe Abraão, dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Eterno, ainda que sou pó e cinza. 26. Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade por causa dos cinco? Respondeu ele: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. 29. Continuou Abraão ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? Mais uma vez assentiu: Por causa dos quarenta não o farei. 30. Disse Abraão: Ora, não se ire o Eterno, se eu ainda falar. Se porventura se acharem ali trinta? De novo assentiu: Não o farei, se achar ali trinta. 31. Tornou Abraão: Eis que outra vez me a atrevi a falar ao Eterno. Se porventura se acharem ali vinte? Respondeu-lhe: Por causa dos vinte não a destruirei. 32. Disse ainda Abraão: Ora, não se ire o Eterno, pois só mais esta vez falarei. Se porventura se acharem ali dez? Ainda assentiu o Eterno: Por causa dos dez não a destruirei. 33. E foi-se o Eterno, logo que acabou de falar com Abraão; e Abraão voltou para o seu lugar. (O 3° é chamado)

19
1. À tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-se com o rosto em terra, 2. e disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os pés; de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. Responderam eles: Não; antes na praça passaremos a noite. 3. Entretanto, Ló insistiu muito com eles, pelo que foram com ele e entraram em sua casa; e ele lhes deu um banquete, assando-lhes pães ázimos, e eles comeram. 4. Mas antes que se deitassem, cercaram a casa os homens da cidade, isto é, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; 5. e, chamando a Ló, perguntaram-lhe: Onde estão os homens que entraram esta noite em tua casa? Traze-os cá fora a nós, para que os conheçamos. 6. Então Ló saiu-lhes à porta, fechando-a atrás de si, 7. e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não procedais tão perversamente; 8. eis aqui, tenho duas filhas que ainda não conheceram varão; eu vo-las trarei para fora, e lhes fareis como bem vos parecer: somente nada façais a estes homens, porquanto entraram debaixo da sombra do meu telhado. 9. Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Esse indivíduo, como estrangeiro veio aqui habitar, e quer se arvorar em juiz! Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, isto é, sobre Ló, e aproximavam-se para arrombar a porta. 10. Aqueles homens, porém, estendendo as mãos, fizeram Ló entrar para dentro da casa, e fecharam a porta; 11. e feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, tanto pequenos como grandes, de maneira que cansaram de procurar a porta. 12. Então disseram os homens a Ló: Tens mais alguém aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens na cidade, tira-os para fora deste lugar; 13. porque nós vamos destruir este lugar, porquanto o seu clamor se tem avolumado diante do Eterno, e o Eterno nos enviou a destruí-lo. 14. Tendo saído Ló, falou com seus genros, que haviam de casar com suas filhas, e disse-lhes: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Eterno há de destruir a cidade. Mas ele pareceu aos seus genros como quem estava zombando. 15. E ao amanhecer os anjos apertavam com Ló, dizendo: levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo da cidade. 16. Ele, porém, se demorava; pelo que os homens pegaram-lhe pela mão a ele, à sua mulher, e às suas filhas, sendo-lhe misericordioso o Eterno. Assim o tiraram e o puseram fora da cidade. 17. Quando os tinham tirado para fora, disse um deles: Escapa-te, salva tua vida; não olhes para trás de ti, nem te detenhas em toda esta planície; escapa-te lá para o monte, para que não pereças. 18. Respondeu-lhe Ló: Ah, assim não, meu Senhor! 19. Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e tens engrandecido a tua misericórdia que a mim me fizeste, salvando-me a vida; mas eu não posso escapar-me para o monte; não seja caso me apanhe antes este mal, e eu morra. 20. Eis ali perto aquela cidade, para a qual eu posso fugir, e é pequena. Permite que eu me escape para lá (porventura não é pequena?), e viverá a minha alma. (O 4° é chamado)

21. Disse-lhe: Quanto a isso também te hei atendido, para não subverter a cidade de que acabas de falar. 22. Apressa-te, escapa-te para lá; porque nada poderei fazer enquanto não tiveres ali chegado. Por isso se chamou o nome da cidade Tzoar. 23. Tinha saído o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Tzoar. 24. Então o Eterno, da sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25. E subverteu aquelas cidades e toda a planície, e todos os moradores das cidades, e o que nascia da terra. 26. Mas a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida em uma estátua de sal. 27. E Abraão levantou-se de madrugada, e foi ao lugar onde estivera em pé diante do Eterno; 28. e, contemplando Sodoma e Gomorra e toda a terra da planície, viu que subia da terra fumaça como a de uma fornalha. 29. Ora, aconteceu que, destruindo D-us as cidades da planície, lembrou-se de Abraão, e tirou Ló do meio da destruição, ao subverter aquelas cidades em que Ló habitara. 30. E subiu Ló de Tzoar, e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele; porque temia habitar em Tzoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas filhas. 31. Então a primogênita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra; 32. vem, demos a nosso pai vinho a beber, e deitemo-nos com ele, para que conservemos a descendência de nosso pai. 33. Deram, pois, a seu pai vinho a beber naquela noite; e, entrando a primogênita, deitou-se com seu pai; e não percebeu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. 34. No dia seguinte disse a primogênita à menor: Eis que eu ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe vinho a beber também esta noite; e então, entrando tu, deita-te com ele, para que conservemos a descendência de nosso pai. 35. Tornaram, pois, a dar a seu pai vinho a beber também naquela noite; e, levantando-se a menor, deitou-se com ele; e não percebeu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. 36. Assim as duas filhas de Ló conceberam de seu pai. 37. A primogênita deu a luz a um filho, e chamou-lhe Moabe; este é o pai dos moabitas de hoje. 38. A menor também deu à luz um filho, e chamou-lhe Ben-Ami; este é o pai dos amonitas de hoje.

20
1. Partiu Abraão dali para a terra do Negebe, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar. 2. E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã; enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara. 3. D-us, porém, veio a Abimeleque, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Eis que estás para morrer por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido. 4. Ora, Abimeleque ainda não se havia chegado a ela: perguntou, pois: Eterno, matarás porventura também uma nação justa? 5. Não me disse ele mesmo: É minha irmã? E ela mesma me disse: Ele é meu irmão; na sinceridade do meu coração e na inocência das minhas mãos fiz isto. 6. Ao que D-us lhe respondeu em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la; 7. agora, pois, restitui a mulher a seu marido, porque ele é profeta, e intercederá por ti, e viverás; se, porém, não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu. 8. Levantou-se Abimeleque de manhã cedo e, chamando a todos os seus servos, falou-lhes aos ouvidos todas estas palavras; e os homens temeram muito. 9. Então chamou Abimeleque a Abraão e lhe perguntou: Que é que nos fizeste? E em que pequei contra ti, para trazeres sobre mim o sobre o meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste o que não se deve fazer. 10. Perguntou mais Abimeleque a Abraão: Com que intenção fizeste isto? 11. Respondeu Abraão: Porque pensei: Certamente não há temor de D-us neste lugar; matar-me-ão por causa da minha mulher. 12. Além disso ela é realmente minha irmã, filha de meu pai, ainda que não de minha mãe; e veio a ser minha mulher. 13. Quando D-us me fez sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse a ela: Esta é a graça que me farás: em todo lugar aonde formos, dize de mim: Ele é meu irmão. 14. Então tomou Abimeleque ovelhas e bois, e servos e servas, e os deu a Abraão; e lhe restituiu Sara, sua mulher; 15. e disse-lhe Abimeleque: Eis que a minha terra está diante de ti; habita onde bem te parecer. 16. E a Sara disse: Eis que tenho dado a teu irmão mil moedas de prata; isso te seja por véu dos olhos a todos os que estão contigo; e perante todos estás reabilitada. 17. Orou Abraão a D-us, e D-us sarou Abimeleque, e a sua mulher e as suas servas; de maneira que tiveram filhos; 18. porque o Eterno havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.

21
1. O Eterno visitou a Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido. 2. Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que D-us lhe falara; 3. e, Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Izaque. 4. E Abraão circuncidou a seu filho Izaque, quando tinha oito dias, conforme D-us lhe ordenara. (O 5° é chamado)

5. Ora, Abraão tinha cem anos, quando lhe nasceu Izaque, seu filho. 6. Pelo que disse Sara: D-us preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá comigo. 7. E acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de amamentar filhos? no entanto lhe dei um filho na sua velhice. 8. cresceu o menino, e foi desmamado; e Abraão fez um grande banquete no dia em que Izaque foi desmamado. 9. Ora, Sara viu brincando o filho de Agar a egípcia, que esta dera à luz a Abraão. 10. Pelo que disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não será herdeiro com meu filho, com Izaque. 11. Pareceu isto bem duro aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. 12. D-us, porém, disse a Abraão: Não pareça isso duro aos teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Izaque será chamada a tua descendência. 13. Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto ele é da tua linhagem. 14. Então se levantou Abraão de manhã cedo e, tomando pão e um odre de água, os deu a Agar, pondo-os sobre o ombro dela; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Beer-Seba. 15. E consumida a água do odre, Agar deitou o menino debaixo de um dos arbustos, 16. e foi assentar-se em frente dele, a boa distância, como a de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. Assim sentada em frente dele, levantou a sua voz e chorou. 17. Mas D-us ouviu a voz do menino; e o anjo de D-us, bradando a Agar desde o céu, disse-lhe: Que tens, Agar? não temas, porque D-us ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. 18. Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande nação. 19. E abriu-lhe D-us os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino. 20. D-us estava com o menino, que cresceu e, morando no deserto, tornou-se flecheiro. 21. Ele habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe uma mulher da terra do Egito. (O 6° é chamado)

22. Naquele mesmo tempo Abimeleque, com Ficol, o chefe do seu exército, falou a Abraão, dizendo: D-us é contigo em tudo o que fazes; 23. agora pois, jura-me aqui por D-us que não te haverás falsamente comigo, nem com meu filho, nem com o filho do meu filho; mas segundo a beneficência que te fiz, me farás a mim, e à terra onde peregrinaste. 24. Respondeu Abraão: Eu jurarei. 25. Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque, por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque haviam tomado à força. 26. Respondeu-lhe Abimeleque: Não sei quem fez isso; nem tu mo fizeste saber, nem tampouco ouvi eu falar nisso, senão hoje. 27. Tomou, pois, Abraão ovelhas e bois, e os deu a Abimeleque; assim fizeram entre, si um pacto. 28. Pôs Abraão, porém, à parte sete cordeiras do rebanho. 29. E perguntou Abimeleque a Abraão: Que significam estas sete cordeiras que puseste à parte? 30. Respondeu Abraão: Estas sete cordeiras receberás da minha mão para que me sirvam de testemunho de que eu cavei este poço. 31. Pelo que chamou aquele lugar Beer-Seba, porque ali os dois juraram. 32. Assim fizeram uma pacto em Beer-Seba. Depois se levantaram Abimeleque e Ficol, o chefe do seu exército, e tornaram para a terra dos filisteus. 33. Abraão plantou uma tamargueira em Beer-Seba, e invocou ali o nome do Eterno, o D-us eterno. 34. E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias. (O 7° é chamado)

22
1. Sucedeu, depois destas coisas, que D-us provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. 2. Prosseguiu D-us: Toma agora teu filho; o teu único filho, Izaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar. 3. Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Izaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que D-us lhe dissera. 4. Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe. 5. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós. 6. Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Izaque, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos. 7. Então disse Izaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Izaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8. Respondeu Abraão: D-us proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. 9. Havendo eles chegado ao lugar que D-us lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Izaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. 10. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho. 11. Mas o anjo do Eterno lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. 12. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a D-us, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. 13. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. 14. Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se diz até o dia de hoje: No monte do Eterno se proverá. 15. Então o anjo do Eterno bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu, 16. e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Eterno, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho, 17. que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; 18. e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz. 19. Então voltou Abraão aos seus moços e, levantando-se, foram juntos a Beer-Seba; e Abraão habitou em Beer-Seba. (Maftir) 20. Depois destas coisas anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca tem dado à luz filhos a Naor, teu irmão: 21. Uz o seu primogênito, e Buz seu irmão, e Quemuel, pai de Arão, 22. e Quesede, Hazo, Pildas, Jidlafe e Betuel. 23. E Betuel gerou a Rebeca. Esses oito deu à luz Milca a Naor, irmão de Abraão. 24. E a sua concubina, que se chamava Reumá, também deu à luz a Teba, Gaão, Taás e Maacá.

3° Reflexão

Temos vários tópicos nesta parashah, vejamos:

No primeiro momento D-us aparece materializado a Abrão e como ponto alto, demonstra sua onipresença e onisciências, quando enquanto fala com Abrão vê Sara a suas costas sorrindo e lhe chama a atenção e como chave de ouro encerra este encontro, quando lhe diz que ela conceberá e terão um filho.

No seguinte momento, quando D-us fala a Abrão sobre o destino de Sodoma e Gomorra, Abrão o suplica pelos justos que vivam nelas, a seguir o Eterno envia dois anjos para Sodoma e Gomorra, que se encontram com Ló e por fim concordam pernoitar. Durante a noite, homens com intenções perversas procuram Ló no sentido de que lhe entregue os viajantes para eles os  “conhecerem”, o que frontalmente lhes é negado, então eles investem contra Ló mas os anjos lhes turvam as vistas e assim perambulam sem encontrarem a porta.

Na manhã seguinte os anjos falam a Ló da destruição de Sodoma e Gomorra e retiram Ló, sua mulher e as duas filhas para que não sejam também exterminadas. E assim acontece Sodoma e Gomorra são destruídas e a família de Ló parcialmente salva.

No prazo determinado, cumpre-se a promessa e Sara dá a luz o pequeno Izaque, Abrão o circuncidou no oitavo dia.

Por fim temos a provação de Abrão, pois D-us pediu seu único filho em sacrifício, todo envolvimento está no texto, porém o destaque de toda a parashah é quando D-us testa a fé de Abrão e na sua convicção Abrão responde ao questionamento de Izaque: Onde está o cordeiro, a resposta foi O Eterno proverá!

É sobre esta resposta que eu quero compartilhar contigo. Inicio com a pergunta que somente tu tens condições de responder: No momento mais horrendo de tua vida, podes convicto dizeres O Eterno proverá?

Se sim, certamente vives uma vida em santidade, vives dentro dos ditames do Eterno. És uma pessoa que pode realmente dizer eu sou criatura, filho e servo do Eterno.

Agora, se não podes responder sim, certamente ainda vives uma vida nada as claras com os ditames de D-us. Acredito que terás que revisar tua vida e o caminho que vens traçando. Dá teu melhor para D-us, no mínimo sejas um Ló, foge de Sodoma e Gomorra antes que sejam destruídas.

Certamente terás dificuldade de te desatares dos laços que vens construindo ao longo do tempo, pois saiba que devemos buscar o Eterno enquanto se pode achar e invocá-lo enquanto está perto (Is.55: 6).

Pensa seriamente nestas palavras, elas são verdadeiras e certamente em muito te aliviarão nos piores momentos que possas vir passar.

Confia em D-us e declares: O Eterno proverá!

Shabat Shalom

Moshe ben Mazal


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