Parashah – VAERÁ
Por Moshe Ben Mazal em 30/dez/2010 em Parashah
Bênçãos para a Leitura na Torah.
1° de Janeiro de 2011 – 25 de “Tevet” de 5771.
1° – Benção inicial:
O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.
O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.
O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.
Os presentes: Amem VeAmen!
Benção final:
O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.
Os presentes: Amem VeAmen
2° – Estudo Semanal
14.VAERÁ – (Ex.) 6:2 – 9:35
6.
2. Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou D-us. 3. Apareci a Avraham, a Izaque e a Yakov, como o D-us Todo-Poderoso; mas pelo meu nome D-us, não lhes fui conhecido. 4. Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos. 5. Ademais, tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios vêm escravizando; e lembrei-me do meu pacto. 6. Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou D-us; eu vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. 7. Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso D-us; e vós sabereis que eu sou o Eterno vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios. 8. Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Avraham a Izaque a Yakov e vo-la darei por herança. Eu sou o Eterno. Assim falou Mosheh aos filhos de Israel, mas eles não lhe deram ouvidos, por causa da angústia de espírito e da dura servidão. 10. Falou mais o Eterno a Mosheh, dizendo: 11. Vai, fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua terra. 12. Mosheh, porém, respondeu perante o Eterno, dizendo: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido: como, pois, me ouvirá Faraó a mim, que sou incircunciso de lábios? 13. Todavia o Eterno falou a Mosheh e a Arão (Haron), e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem os filhos de Israel da terra do Egito. (O 2° é chamado) 14. Estes são os cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben o primogênito de Israel: Hanoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben. 15. E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananéia; estas são as famílias de Simeão. 16. E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merári; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos. 17. Os filhos de Gérson: Líbni e Simei, segundo as suas famílias. 18. Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos. 19. Os filhos de Merari: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo as suas gerações. 20. Ora, Amram tomou por mulher a Iochebed, sua tia; e ela lhe deu Arão (Haron) e Mosheh; e os anos da vida de Amram foram cento e trinta e sete anos. 21. Os filhos de Izar: Corá, Nofegue e Zicri. 22. Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri. 23. Arão (Haron) tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Nasom; e ela lhe deu Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 24. Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas. 25. Eleazar, filho de Arão (Haron), tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela lhe deu Finéias; estes são os chefes das casas, paternas dos levitas, segundo as suas famílias. 26. Estes são Arão (Haron) e Mosheh, aos quais o Eterno disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos. 27. Foram eles os que falaram a Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito os filhos de Israel; este Mosheh e este Arão (Haron). 28. No dia em que o Eterno falou a Mosheh na terra do Egito, (O 3° é chamado) 29. disse o Eterno a Mosheh: Eu sou o Eterno; dize a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo. 30. Respondeu Mosheh perante o Eterno: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, me ouvirá Faraó;
7
1. Então disse o Eterno a Mosheh: Eis que te tenho posto como D-us a Faraó, e Arão (Haron), teu irmão, será o teu profeta. 2. Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão (Haron), teu irmão, falará a Faraó, que deixe ir os filhos de Israel da sua terra. 3. Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. 4. Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito (Mitzraim), e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito (Mitzraim), com grandes juízos. 5. E os egípcios saberão que eu sou o Eterno, quando estender a minha mão sobre o Egito (Mitzraim), e tirar os filhos de Israel do meio deles. 6. Assim fizeram Mosheh e Arão (Haron); como o Eterno lhes ordenara, assim fizeram. 7. Tinha Mosheh oitenta anos, e Arão (Haron) oitenta e três, quando falaram a Faraó. (O 4° é chamado) 8. Falou, pois, o Eterno a Mosheh e Arão (Haron): 9. Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; dirás a Arão (Haron): Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em serpente. 10. Então Mosheh e Arão (Haron) foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Eterno ordenara. Arão (Haron) lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou em serpente. 11. Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do Egito (Mitzraim), também fizeram o mesmo com os seus encantamentos. 12. Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão (Haron) tragou as varas deles. 13. Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Eterno tinha dito. 14. Então disse o Eterno a Mosheh: Obstinou-se o coração de Faraó; ele recusa deixar ir o povo. 15. Vai ter com Faraó pela manhã; eis que ele sairá às águas; por-te-ás à beira do rio para o encontrar, e tomarás na mão a vara que se tomou em serpente. 16. E lhe dirás: O Eterno, o D-us dos hebreus, enviou-me a ti para dizer-te: Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não o tens ouvido. 17. Assim diz o Eterno: Nisto saberás que eu sou o Eterno: Eis que eu, com esta vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue. 18. E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber da água do rio. 19. Disse mais o Eterno a Mosheh: Dize a Arão (Haron): Toma a tua vara, e estende a mão sobre as águas do Egito (Mitzraim), sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre as suas lagoas e sobre todas as suas águas empoçadas, para que se tornem em sangue; e haverá sangue por toda a terra do Egito (Mitzraim), assim nos vasos de madeira como nos de pedra. 20. Fizeram Mosheh e Arão (Haron) como lhes ordenara o Eterno; Arão (Haron), levantando a vara, feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue. 21. De modo que os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito (Mitzraim). 22. Mas o mesmo fizeram também os magos do Egito (Mitzraim) com os seus encantamentos; de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Eterno tinha dito. 23. Virou-se Faraó e entrou em sua casa, e nem ainda a isto tomou a sério. 24. Todos os egípcios, pois, cavaram junto ao rio, para achar água que beber; porquanto não podiam beber da água do rio. 25. Assim se passaram sete dias, depois que o Eterno ferira o rio. 26. Então disse o Eterno a Mosheh: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Eterno: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. 27. Mas se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos. 28. O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras. 29. Sim, as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.
8
1. Disse mais o Eterno a Mosheh: Dize a Arão (Haron): Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito (Mitzraim). 2. Arão (Haron), pois, estendeu a mão sobre as águas do Egito (Mitzraim), e subiram rãs, que cobriram a terra do Egito (Mitzraim). 3. Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito (Mitzraim). 4. Chamou, pois, Faraó a Mosheh e a Arão (Haron), e disse: Rogai ao Eterno que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que ofereça sacrifícios ao Eterno. 5. Respondeu Mosheh a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas casas, de sorte que fiquem somente no rio? 6. Disse Faraó: Amanhã. E Mosheh disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que ninguém há como o Eterno nosso D-us. (O 5° é chamado) 7. As rãs, pois, se apartarão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo; ficarão somente no rio. 8. Então saíram Mosheh e Arão (Haron) da presença de Faraó; e Mosheh clamou ao Eterno por causa das rãs que tinha trazido sobre Faraó. 9. O Eterno, pois, fez conforme a palavra de Mosheh; e as rãs morreram nas casas, nos pátios, e nos campos. 10. E ajuntaram-nas em montes, e a terra, cheirou mal. 11. Mas vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o Eterno tinha dito. 12. Disse mais o Eterno a Mosheh: Dize a Arão (Haron): Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito (Mitzraim). 13. E assim fizeram. Arão (Haron) estendeu a sua mão com a vara, e feriu o pó da terra, e houve piolhos nos homens e nos animais; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito (Mitzraim). 14. Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas não puderam. E havia piolhos, nos homens e nos animais. 15. Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de D-us. No entanto o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Eterno tinha dito. 16. Disse mais o Eterno a Mosheh: levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante de Faraó: eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o Eterno: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. 17. Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, bem como a terra em que eles estiverem. 18. Mas naquele dia separarei a terra de Gósem em que o meu povo habita, a fim de que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Eterno no meio desta terra. (O 6° é chamado) 19. Assim farei uma salvação para o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este milagre. 20. O Eterno, pois, assim fez. Entraram grandes enxames de moscas na casa de Faraó e nas casas dos seus servos; e em toda parte do Egito (Mitzraim) a terra foi assolada pelos enxames de moscas. 21. Então chamou Faraó a Mosheh e a Arão (Haron), e disse: Ide, e oferecei sacrifícios ao vosso D-us nesta terra. 22. Respondeu Mosheh: Não convém que assim se faça, porque é abominação aos egípcios o que havemos de oferecer ao Eterno nosso D-us. Sacrificando nós a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles? 23. Havemos de ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao Eterno nosso D-us, como ele nos ordenar. 24. Então disse Faraó: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios ao Eterno vosso D-us no deserto; somente não ireis muito longe; e orai por mim. 25. Respondeu Mosheh: Eis que saio da tua presença e orarei ao Eterno, que estes enxames de moscas se apartem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; somente não torne mais Faraó a proceder dolosamente, não deixando ir o povo para oferecer sacrifícios ao Eterno. 26. Então saiu Mosheh da presença de Faraó, e orou ao Eterno. 27. E fez o Eterno conforme a palavra de Mosheh, e apartou os enxames de moscas de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma sequer. 28. Mas endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o povo.
9
1. Depois o Eterno disse a Mosheh: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o Eterno, o D-us dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. 2. Porque, se recusares deixá-los ir, e ainda os retiveres, 3. eis que a mão do Eterno será sobre teu gado, que está no campo: sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave. 4. Mas o Eterno fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito (Mitzraim); e não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel. 5. E o Eterno assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Eterno isto na terra. 6. Fez, pois, o Eterno isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum. 7. E Faraó mandou ver, e eis que do gado dos israelitas não morrera sequer um. Mas o coração de Faraó se obstinou, e não deixou ir o povo. 8. Então disse o Eterno a Mosheh e a Arão (Haron): Tomai as mãos cheias de cinza do forno, e Mosheh a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó; 9. e ela se tornará em pó fino sobre toda a terra do Egito (Mitzraim), e haverá tumores que arrebentarão em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito (Mitzraim). 10. E eles tomaram cinza do forno, e apresentaram-se diante de Faraó; e Mosheh a espalhou para o céu, e ela se tomou em tumores que arrebentavam em úlceras nos homens e no gado. 11. Os magos não podiam manter-se diante de Mosheh, por causa dos tumores; porque havia tumores nos magos, e em todos os egípcios. 12. Mas o Eterno endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o Eterno tinha dito a Mosheh. 13. Então disse o Eterno a Mosheh: Levanta-te pela manhã cedo, põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Eterno, o D-us dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva; 14. porque desta vez enviarei todas as a minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu em toda a terra. 15. Agora, por pouco, teria eu estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com pestilência, e tu terias sido destruído da terra; 16. mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. (O 7° é chamado) 17. Tu ainda te exaltas contra o meu povo, não o deixando ir? 18. Eis que amanhã, por este tempo, s farei chover saraiva tão grave qual nunca houve no Egito (Mitzraim), desde o dia em que foi fundado até agora. 19. Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e morrerão. 20. Quem dos servos de Faraó temia a palavra do Eterno, fez Fugir os seus servos e o seu gado para as casas; 21. mas aquele que não se importava com a palavra do Eterno, deixou os seus servos e o seu gado no campo. 22. Então disse o Eterno a Mosheh: Estende a tua mão para o céu, para que caia saraiva em toda a terra do Egito (Mitzraim), sobre os homens e sobre os animais, e sobre toda a erva do campo na terra do Egito (Mitzraim). 23. E Mosheh estendeu a sua vara para o céu, e o Eterno enviou trovões e saraiva, e fogo desceu a terra; e o Eterno fez chover saraiva sobre a terra do Egito (Mitzraim). 24. Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave qual nunca houvera em toda a terra do Egito (Mitzraim), desde que veio a ser uma nação. 25. E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. 26. Somente na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva. 27. Então Faraó mandou chamar Mosheh e Arão (Haron), e disse-lhes: Esta vez pequei; o Eterno é justo, mas eu e o meu povo somos a ímpios. 28. Orai ao Eterno; pois já bastam estes trovões da parte de D-us e esta saraiva; eu vos deixarei ir, e não permanecereis mais, aqui. 29. Respondeu-lhe Mosheh: Logo que eu tiver saído da cidade estenderei minhas mãos ao Eterno; os trovões cessarão, e não haverá, mais saraiva, para que saibas que a terra é do Eterno. 30. Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis diante do Eterno D-us. 31. Ora, o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada já estava na espiga, e o linho em flor; 32. mas não foram danificados o trigo e o centeio, porque não estavam crescidos. (Maftir) 33. Saiu, pois, Mosheh da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos ao Eterno; e cessaram os trovões, a saraiva e a chuva não caiu mais sobre a terra. 34. Vendo Faraó que a chuva, a saraiva e os trovões tinham cessado, continuou a pecar, e endureceu o seu coração, ele e os seus servos. 35. Assim, o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o Eterno tinha dito por Mosheh.
3° Reflexão:
A incredulidade Faraó: Notamos a firmeza nas palavras de Mosheh e Arão (Haron) frente ao Faraó, quando da entrega da exigência do Eterno.
Certamente ao lermos o texto da Torah, notamos que D-us exigira de Faraó apenas a autorização do povo hebreu de ir por três dias ao deserto para adorarem ao Eterno, quando na realidade a intenção era de saírem definitivamente da vida escrava no Egito (Mitzraim)? A resposta é óbvia, D-us queria desta forma, provar quão duro era o coração de Faraó.
Continuando com a leitura, podemos notar a arrogância de Faraó quando pergunta: Quem é este D-us que deverei dar ouvidos? Convém lembra que os faraós intitulavam-se filhos de “rá” deus sol para os egípcios e como tais auto se denominavam um deus. Frente a esta situação, entendeu Faraó que os hebreus não estavam produzindo tijolos na quantidade suficiente da disponibilidade, visto estarem pedindo um tempo para adorarem a D-us. Como resposta, foi exigir mais trabalho dos hebreus, só que com esta medida, o povo hebreu foi “mexido” na fé e ficaram mais convictos da necessidade de abandonarem o domínio egípcio. Fazendo um gancho, entendemos plenamente a razão das dificuldades imposta por Faraó, pois no nosso dia-a-dia, quando nos propomos a fazer tudo certo, dentro da vontade do Eterno, as coisas a nosso derredor começam a se complicar. A única razão disto certamente é que o inimigo de nossas almas sente-se incomodado, pois certamente quanto mais buscarmos a D-us, mais difícil fica para ele de conseguir seus intentos sobre nós.
Na continuação da leitura do texto da presente parashah, vemos que o povo hebreu, pelas dificuldades imposta por Faraó, de certa forma culparam Mosheh, que por sua vez buscou explicações ao Eterno. A esta altura não era apenas Faraó que precisava sentir o poder de D-us. Como resposta às cobranças de Mosheh, D-us o animou, lembrando-o das promessas feitas desde Avraham inclusive com a promessa mais recente, ou seja, a libertação da escravatura egípcia e o retorno a Eretz (Terra Prometida).
O desânimo entre o povo passou a aumentar em função direta as respostas negativas do Faraó, e como conseqüência, a fé começou a esfriar a ponto de não quererem mais ouvir a Mosheh.
Como forma de reavivar a fé, D-us passou a operar na natureza via Mosheh, enviando pragas sobre o povo egípcio e deixando os hebreus livres das mesmas. Com certeza as pragas de uma maneira ou outra atingiram os deuses egípcios, assim ficando desmoralizados.
O envio das pragas:
- Ao toque do cajado na água, todas as águas converteram-se em sangue, a começar pelo rio Nilo. Considerando que o deus das inundações do Nilo era “hapi” ele ficou “sujo” de sangue.
- As rãs cobriram toda terra sob os pés dos egípcios, só que as rãs eram equiparadas aos deuses “hapi” e “ecte”.
- As piolhos cobriram a terra, e o pó da terra por ser considerado sagrado, tornou-se imundo.
- As moscas em enxames se tornaram em tormento aos egípcios.
- A morte do gado, foi outro ataque a fé dos egípcios, pois tanto touro como carneiro e bode eram animais sagrados.
- As cinzas que eram “aspergidas” pelos sacerdotes egípcios eram como bênçãos, agora provocavam feridas horríveis.
- A violenta tempestade exterminou toda a vegetação, foi um abalo à economia primária do Egito (Mitzraim).
- Os gafanhotos foram à gota d’água que “faltava” para exterminar a pouca vegetação que sobrara da tempestade. Nesta praga vemos que foram vencidos os deuses “isis” e “seráfis”, os defensores dos egípcio contra gafanhotos.
- As trevas que cobriram o Egito (Mitzraim) foi um ataque vitorioso sobre todos os deuses, a começar contra “rá” o deus sol que, por conseguinte também atingiu o Faraó, pois ele era considerado o filho do sol.
- A derradeira praga sem dúvida foi a da morte dos primogênitos. Como sempre ouvimos que a Justiça Divina tarda, mas não falha, certamente D-us fez justiça aos egípcios sobre as mortes dos primogênitos hebreus que foram mortos a mando do Faraó, cuja intenção era exterminar com o povo eleito do Eterno.
Concluindo: As pragas alcançaram as seguintes metas:
- Provaram que o Eterno é D-us sobre todas as coisas e sobre todos os reis e súditos.
- Mostrou ao mundo que as divindades do Egito (Mitzraim) não prevalecem sobre o Eterno. Baruch HaShem!
- Os egípcios receberam a mesma medida do castigo Divino como resultado de terem castigados os hebreus injustamente, um ódio vão.
- Foi a “maior vitamina de fé” possível que os hebreus receberam como preparação ao retorno à Terra que emana leite e mel.
Shabat Shalom.
Moshe ben Mazal







Envie um comentário