Parashah – TETZE
Por Moshe Ben Mazal em 20/ago/2010 em Parashah
49.TETZE – Dt. 21:10 - 25:19
21 de agosto de 2010
Na presente parashah trata de várias leis de conduta, é uma seqüência da parashah anterior, pois aborda questões como escravidão, divórcio, das proibições de relações sexuais entre determinadas pessoas com laços de parentesco, dos eunucos, dos que derramam sêmen de forma deficiente, a higiene com relação ao lugar em que habitam especialmente com relação ao lugar em que defecam (Dt.23:13) pois é questão meio ambiente, assim como o não misturar tipos de sementes – não seria uma orientação sobre transgênico? – também trata a questão de cobrar juros, o pagamento do salário justo.
Com relação à escravidão, podemos afirmar que em Israel não existia em grande escala como em outras nações, pois as leis mosaicas quanto a esta infelicidade, eram humanitárias. D-us permitiu estes abusos porque os hebreus ainda não estavam preparados para a elevada moral.
Quanto ao divórcio, era tolerado, mas muito restrito (Dt.21:10-17; 23:15,16; 24:1-4; Ex.21:2-11). Moisés não instituiu o divórcio, mas tolerava um costume arraigado já em Israel. A lei mosaica aliviava um pouco sua injustiça, pois obrigava o homem a ter uma causa justificável para repudiar sua mulher, obrigando-lhe a dar um certificado legal de repúdio. O repúdio da mulher limitava-se a uma única causa: haver o marido descoberto nela alguma “coisa indecente” (24.1). Embora não seja explícito o que é uma coisa indecente, fica claro que era prostituição. Se o homem repudiava sua mulher, ela tinha a possibilidade de casar-se com outro homem, porém nunca mais com seu primeiro marido. Era uma advertência contra o divórcio precipitado. À semelhança de outros males, o divórcio era permitido “por causa da dureza dos vossos corações”.
Podemos entender que o texto de estudo desta semana tem como foco principal é justiça e como conseqüência a responsabilidade. Ele aborda questões do dia-a-dia, seja no lar, na sociedade e todos os enlaces da vida.
Acredito que todos que lerem o texto da presente parashah, tem condições plenas de entender e tomar consciência das determinações expostas, pois certamente se constam na Torah, devemos ter em mente a sua prática, embora em alguns pontos estejamos limitados por circunstâncias legais regional, que convenhamos, foram criadas por pura obra satânica (me desculpem o termo, pois sei que muitos não acreditam neste tipo de atuação).
Shabat Shalom!
Moshe ben Mazal







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