Parashah – SHOFTIM
Por Moshe Ben Mazal em 13/ago/2010 em Parashah
14 de agosto de 2010
O texto do presente estudo inicia mostrando a necessidade sempre fazer-se justiça e não é apenas neste texto, mas em várias passagens tanto na Torah como do Tanach, sempre justiça é o lema de qualquer atitude humana, pois o grande exemplo de justiça vem do nosso Eterno D-us, Bendito Seja Ele.
O segundo chamamento do texto é para a questão da idolatria. Infelizmente o homem necessita ver com os olhos, mãos, olfato, ou seja, com seus cinco sentidos. O homem na sua grande maioria perdeu o sentido mais sublime que D-us o deu, digamos assim, o da quinta essência, ou seja, a sensibilidade da alma. No dia-a-dia se o homem não ver, não apalpar, olfatar, palatar e ouvir, logo conclui que o alvo das atenções não está completo, só que como por encanto, quando se trata das coisas espirituais voltado ao paganismo, ele passa por sobre todos seus sentidos e se atrai tal qual um imã. Cai de joelhos na mais profunda adoração, só que na forma mais errada, adorando ídolos. Podemos confirmar tal situação, quando prestamos um pouco de atenção aos que vivem a nosso derredor, senão vejamos: Quantas vezes você ouve ao dia alguém declarando eu ADORO A D-US? Mas em contra partida ouvimos talvez uma centena de situações como: Eu adoro viajar. Adoro um prato de massa. Adoro chocolate. Adoro meu serviço, e por ai se vão adorações e mais adorações.
Nunca devemos nos esquecemos o que lemos lá em Êxodo 20:3-5 “3. Não terás outros deuses diante de mim. 4. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso”. Em última análise este texto quer dizer NÃO ADORAREMOS NADA A NÃO SER NOSSO ÚNICO D_US.
O pereq 17 inicia com uma determinação de que tudo aquilo que apresentarmos a D-us, deve ser perfeito, por analogia, nosso viver e proceder também devem ser perfeito. Com certeza para D-us não existe pecadinho e nem pecadão, apenas pecado e pecado não é uma palavra feia, apenas quer dizer que ERRAR O ALVO, mas tem um reflexo negativo muito grande em nossas vidas.
Podemos ainda ver em seqüência ao texto, os rigores para aquele que adoram deuses pagãos. O rigor da lei sobre o paganismo é pesada. Podemos ainda notar algo importante no pasuk 7 “As mãos das testemunhas será a primeira contra ele“. Este fato chama muito a atenção no sentido da responsabilidade da testemunha, Se ele faltou com a verdade, obviamente o acusado será declarado culpado e recebe a pena de morte, mas a irresponsabilidade do falso testemunho cairá sobre os declarantes, pois o ato de atirar a primeira pedra será o start para a morte de um inocente.
Passando ao texto do pereq 18, a partir do pasuk 9, vemos um alerta de como comportar-se em terra estranha. Acredito que este texto é válido para nós nos dias de hoje, não devemos participar do manjar mundano. Uma coisa que muito me chama a atenção é o sincretismo nas religiões (conciliar opiniões ou princípios heterogêneos), isto é inadmissível. Observemos a citação do pasuk 13. Perfeito serás para com o Eterno teu D-us.
No pereq 19 temos um ponto importante, as cidades de refúgio. Certamente é pelo impulso humano, pois se observarmos, logo que acontece algum tipo de crime bárbaro, logo nos comentários surge a questão da pena capital no Brasil. O homem é um ser que vive de impulsos e emoções. Voltando o foco na questão, as três cidades de refúgios serviam para evitar que alguém de forma inocente, viesse provocar acidentalmente a morte de alguém.
Ainda dentro do pereq 19, pasuk 14 aborda a questão “dilatar a propriedade”, prática esta muito comum entre os homens. Quantas histórias conhecemos que os lindeiros mudaram os marcos de divisas para aumentarem suas posses de terra. Avançando para os pasukim 15 a 21, abordam mais uma vez a questão da testemunha, e ainda recomenda que só uma testemunha não é suficiente, pelos menos duas ou três. É uma questão de fazer-se a mais correta justiça.
O conteúdo do pasuk 10 do pereq 20, e uma forma muito inteligente de agirmos – Quando te aproximares de uma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz -. Fica claro que não devemos chegar com espírito de rompante, mesmo que sejamos o dono da situação, nunca devemos chegar “virando a mesa”, atentemos para o pasuk 6 do pereq 4 de Zacarias – … não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Eterno dos Exércitos.
Que possamos via seqüência da leitura dos textos da Torah, compreendermos realmente a importância de cada vez mais buscarmos a santidade, pois em Levítico, perek 20, pasukim – 7. Portanto santificai-vos, e sedes santos, pois Eu sou o Eterno vosso D-us. 8. Guardai os Meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Eterno, que vos santifico -.
Shabat Shalom
Moshe ben Mazal







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