Parashah – SHEMOT

Bênçãos para a Leitura na Torah.

25 de Dezembro de 2010 – 18 de “Tevet” de 5771.

1° – Benção inicial:

O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.

O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.

O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.

Os presentes: Amem VeAmen!

Benção final:

O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.

Os presentes: Amem VeAmen

2° – Estudo Semanal

13.SHEMÓT – Shemot (Ex.) 1:1 – 6 :1

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1. Ora, estes são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito (Mitzraim); entraram com Yakov, cada um com a sua família: 2. Rúben, Simeão, Levi, e Judá; 3. Issacar, Zebulom e Benjamim; 4. Dã e Naftali, Gade e Aser. 5. Todas as almas, pois, que procederam da coxa de Yakov, foram setenta; Iossef, porém, já estava no Egito (Mitzraim). 6. Morreu, pois, Iossef, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração. 7. Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito, multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se encheu deles. 8. Entrementes se levantou sobre o Egito (Mitzraim) um novo rei, que não conhecera a Iossef. 9. Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. 10. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós e se retire da terra. 11. Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas. Assim os israelitas edificaram para Faraó cidades armazéns, Pitom e Ramessés. 12. Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se enfadavam por causa dos filhos de Israel. 13. Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza; 14. assim lhes amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza. 15. Falou o rei do Egito (Mitzraim) às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra Puá, 16. dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá. 17. As parteiras, porém, temeram a D-us e não fizeram como o rei do Egito (Mitzraim) lhes ordenara, antes conservavam os meninos com vida. (O 2° é chamado) 18. Pelo que o rei do Egito (Mitzraim) mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por que tendes feito isto e guardado os meninos com vida? 19. Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a parteira chegue a elas. 20. Portanto D-us fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito. 21. Também aconteceu que, como as parteiras temeram a D-us, ele lhes estabeleceu as casas. 22. Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.

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1.
Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi. 2. A mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses. 3. Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de juncos, e a revestiu de betume e pez; e, pondo nela o menino, colocou-a entre os juncos a margem do rio. 4. E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe aconteceria. 5. A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam à beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, mandou a sua criada buscá-la. 6. E abrindo-a, viu a criança, e eis que o menino chorava; então ela teve compaixão dele, e disse: Este é um dos filhos dos hebreus. 7. Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: Queres que eu te vá chamar uma ama dentre as hebréias, para que crie este menino para ti? 8. Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi, pois, a moça e chamou a mãe do menino. 9. Disse-lhe a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei o teu salário. E a mulher tomou o menino e o criou. 10. Quando, pois, o menino era já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e lhe chamou Mosheh, dizendo: Porque das águas o tirei. (O 3° é chamado) 11. Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Mosheh já homem, saiu a ter com seus irmãos e atentou para as suas cargas; e viu um egípcio que feria a um hebreu dentre, seus irmãos. 12. Olhou para um lado e para outro, e vendo que não havia ninguém ali, matou o egípcio e escondeu-o na areia. 13. Tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois hebreus contendiam; e perguntou ao que fazia a injustiça: Por que feres a teu próximo? 14. Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Mosheh e disse: Certamente o negócio já foi descoberto. 15. E quando Faraó soube disso, procurou matar a Mosheh. Este, porém, fugiu da presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço. 16. O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e encheram os tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai. 17. Então vieram os pastores, e as expulsaram dali; Mosheh, porém, levantou-se e as defendeu, e deu de beber ao rebanho delas. 18. Quando elas voltaram a Reuel, seu pai, este lhes perguntou: como é que hoje voltastes tão cedo? 19. Responderam elas: um egípcio nos livrou da mão dos pastores; e ainda tirou água para nós e deu de beber ao rebanho. 20. E ele perguntou a suas filhas: Onde está ele; por que deixastes lá o homem? chamai-o para que coma pão. 21. Então Mosheh concordou em morar com aquele homem, o qual lhe deu sua filha Zípora. 22. E ela deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse: Peregrino sou em terra estrangeira. 23. No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel gemiam debaixo da servidão; pelo que clamaram, e subiu a D-us o seu clamor por causa dessa servidão. 24. Então D-us, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do seu pacto com Avraham, com Izaque e com Yakov. 25. E atentou D-us para os filhos de Israel; e D-us os levou em conta. (O 4° é chamado)

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1. Ora, Mosheh estava apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e levou o rebanho para trás do deserto, e chegou a Horebe, o monte de D-us. 2. E apareceu-lhe o anjo do Eterno em uma chama de fogo do meio duma sarça. Mosheh olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia; 3. pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a sarça não se queima. 4. E vendo o Eterno que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse: Mosheh, Mosheh! Respondeu ele: Eis-me aqui. 5. Prosseguiu D-us: Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. 6. Disse mais: Eu sou o D-us de teu pai, o D-us de Avraham, o D-us de Izaque, e o D-us de Yakov. E Mosheh  escondeu o rosto, porque temeu olhar para D-us. 7. Então disse o Eterno: Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito (Mitzraim), e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos; 8. e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu. 9. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. 10. Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito (Mitzraim) o meu povo, os filhos de Israel. 11. Então Mosheh disse a D-us: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? 12. Respondeu-lhe D-us: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito (Mitzraim) o meu povo, servireis a D-us neste monte. 13. Então disse Mosheh a D-us: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O D-us de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? 14. Respondeu D-us a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. 15. E D-us disse mais a Mosheh: Assim dirás aos filhos de Israel: O Eterno, o D-us de vossos pais, o D-us de Avraham, o D-us de Izaque, e o D-us de Yakov, me enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração em geração. (O 5° é chamado) 16. Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Eterno, o D-us de vossos pais, o D-us de Avraham, de Izaque e de Yakov, apareceu-me, dizendo: certamente vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito; 17. e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel. 18. E ouvirão a tua voz; e ireis, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Eterno, o D-us dos hebreus, encontrou-nos. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto para que ofereçamos sacrifícios ao Eterno nosso D-us. 19. Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma forte mão. 20. Portanto estenderei a minha mão, e ferirei o Egito (Mitzraim) com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixará ir. 21. E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios. 22. Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata e jóias de ouro, bem como vestidos, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; assim despojareis os egípcios.

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1. Então respondeu Mosheh: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Eterno não te apareceu. 2. Ao que lhe perguntou o Eterno: Que é isso na tua mão. Disse Mosheh: uma vara. 3. Ordenou-lhe o Eterno: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão, e ela se tornou em cobra; e Mosheh fugiu dela. 4. Então disse o Eterno a Mosheh: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua mão); 5. para que eles creiam que te apareceu o Eterno, o D-us de seus pais, o D-us de Avraham, o D-us de Izaque e o D-us de Yakov. 6. Disse-lhe mais o Eterno: Mete agora a mão no seio. E meteu a mão no seio. E quando a tirou,  eis que a mão estava leprosa, branca como a neve. 7. Disse-lhe ainda: Torna a meter a mão no seio. (E tornou a meter a mão no seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o restante da sua carne.) 8. E sucederá que, se eles não te crerem, nem atentarem para o primeiro sinal, crerão ao segundo sinal. 9. E se ainda não crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, então tomarás da água do rio, e a derramarás sobre a terra seca; e a água que tomares do rio tornar-se-á em sangue sobre a terra seca. 10. Então disse Mosheh ao Eterno: Ah, Eterno! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. 11. Ao que lhe replicou o Eterno: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Eterno? 12. Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. 13. Ele, porém, respondeu: Ah, Eterno! envia, peço-te, por mão daquele a quem tu hás de enviar. 14. Então se acendeu contra Mosheh a ira do Eterno, e disse ele: Não é Arão, o levita, teu irmão? eu sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao encontro, e vendo-te, se alegrará em seu coração. 15. Tu, pois, lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca e com a dele, e vos ensinarei o que haveis de fazer. 16. E ele falará por ti ao povo; assim ele te será por boca, e tu lhe serás por D-us. 17. Tomarás, pois, na tua mão esta vara, com que hás de fazer os sinais. (O 6° é chamado) 18. Então partiu Mosheh, e voltando para Jetro, seu sogro, disse-lhe: Deixa-me, peço-te, voltar a meus irmãos, que estão no Egito (Mitzraim), para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Mosheh: Vai-te em paz. 19. Disse também o Eterno a Mosheh em Midiã: Vai, volta para o Egito (Mitzraim); porque morreram todos os que procuravam tirar-te a vida. 20. Tomou, pois, Mosheh sua mulher e seus filhos, e os fez montar num jumento e tornou à terra do Egito (Mitzraim); e Mosheh levou a vara de D-usna sua mão. 21. Disse ainda o Eterno a Mosheh: Quando voltares ao Egito (Mitzraim), vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo. 22. Então dirás a Faraó: Assim diz o Eterno: Israel é meu filho, meu primogênito; 23. e eu te tenho dito: Deixa ir: meu filho, para que me sirva. mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei o teu filho, o teu primogênito. 24. Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Eterno o encontrou, e quis matá-lo. 25. Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e, lançando-o aos pés de Mosheh, disse: Com efeito, és para mim um esposo sanguinário. 26. O Eterno, pois, o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão. 27. Disse o Eterno a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Mosheh. E ele foi e, encontrando-o no monte de D-us, o beijou: 28. E relatou Mosheh a Arão todas as palavras com que o Eterno o enviara e todos os sinais que lhe mandara. 29. Então foram Mosheh e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel; 30. e Arão falou todas as palavras que o Eterno havia dito a Mosheh e fez os sinais perante os olhos do povo. 31. E o povo creu; e quando ouviram que o Eterno havia visitado os filhos de Israel e que tinha visto a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram. (O 7° é chamado)

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1. Depois foram Mosheh e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Eterno, o D-us de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. 2. Mas Faraó respondeu: Quem é o Eterno, para que eu ouça a sua voz para deixar ir Israel? Não conheço o Eterno, nem tampouco deixarei ir Israel. 3. Então eles ainda falaram: O D-us dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de três dias ao deserto, e oferecer sacrifícios ao Eterno nosso D-us, para que ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada. 4. Respondeu-lhes de novo o rei do Egito (Mitzraim): Mosheh e Arão, por que fazeis o povo cessar das suas obras? Ide às vossas cargas. 5. Disse mais Faraó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós os fazeis abandonar as suas cargas. 6. Naquele mesmo dia Faraó deu ordem aos exatores do povo e aos seus oficiais, dizendo: 7. Não tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para fazer tijolos; vão eles mesmos, e colham palha para si. 8. Também lhes imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada diminuireis dela; porque eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso D-us. 9. Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que se ocupem nele e não dêem ouvidos a palavras mentirosas. 10. Então saíram os exatores do povo e seus oficiais, e disseram ao povo: Assim diz Faraó: Eu não vos darei palha; 11. ide vós mesmos, e tomai palha de onde puderdes achá-la; porque nada se diminuirá de vosso serviço. 12. Então o povo se espalhou por toda parte do Egito (Mitzraim) a colher restolho em lugar de palha. 13. E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai a vossa obra, a tarefa do dia no seu dia, como quando havia palha. 14. E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, postos sobre eles pelos exatores de Faraó, que reclamavam: Por que não acabastes nem ontem nem hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como dantes? 15. Pelo que os oficiais dos filhos de Israel foram e clamaram a Faraó, dizendo: Porque tratas assim a teus servos? 16. Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo é que tem a culpa. 17. Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso dizeis: vamos, sacrifiquemos ao Eterno. 18. Portanto, ide, trabalhai; palha, porém, não se vos dará; todavia, dareis a conta dos tijolos. 19. Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, porquanto se lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia. 20. Ao saírem da presença de Faraó depararam com Mosheh e Arão que vinham ao encontro deles, 21. e disseram-lhes: Olhe o Eterno para vós, e julgue isso, porquanto fizestes o nosso caso repelente diante de Faraó e diante de seus servos, metendo-lhes nas mãos uma espada para nos matar. (Maftir) 22. Então, tornando-se Mosheh ao Eterno, disse: Eterno! Por que trataste mal a este povo? Por que me enviaste? 23. Pois desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem maltratado a este povo; e de nenhum modo tens livrado o teu povo.

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1. Então disse o Eterno a Mosheh: Agora verás o que hei de fazer a Faraó; pois por uma poderosa mão os deixará ir, sim, por uma poderosa mão os lançará de sua terra.
3° Reflexão

 

D-us levanta um líder.

A escravidão no Egito: Acompanhando a exposição do texto, observamos que já se passaram quase três séculos desde a morte de Yossef e que os setenta hebreus que chegaram ao Egito (Mitzraim) agora são centenas de milhares o que representa um perigo a segurança do governo egípcio e como forma de contornar a questão, Faraó os transforma em escravos.

O Egito (Mitzraim) vivia uma nova forma política, pois os hicsos que por quase duzentos anos tinham dominado o Egito (Mitzraim), finalmente haviam sido expulsos e com isto, o Egito (Mitzraim) todo estava novamente unido. Uma vez unificado, o governo traçou novos rumos, especialmente nas áreas da segurança – fortificando seu exército – e na economia – construindo cidades silos. Não mais era a mesma dinastia do tempo de Yossef, o tempo havia passado e o novo Faraó não conhecia a história de Yossef. Agora o governo se preocupa com o crescimento populacional dos hebreus. Se por um lado tendo um grande número de mão de obra gratuito, por outro a segurança do Egito (Mitzraim) estava sendo posta em cheque.

Creio que todos se perguntam qual a razão do povo hebreu estar nesta aflição? Teria D-us esquecido as promessas feitas a Avraham? Qual a lição que o povo tiraria deste trecho de experiência? Será que D-us teria que calcá-los, para que todos sentissem necessidade de partirem para a sua terra? Ou seria a idolatria praticada por alguns hebreus?

A questão da opressão do Faraó sobre os hebreus e a força dos hebreus frente aos esforços exigidos, lembra-me uma estória infantil quando “Joãozinho e Mariazinha colocavam azeite numa fornalha e a velha malvada gritava água meus netinhos!”. Acredito que o Faraó estaria perplexo, mas certamente era a mão de D-us sobre os hebreus. Ainda havia a certeza do cumprimento da promessa de fazer de Israel a grande nação, a nação do povo escolhido.

Faraó vendo que não conseguia deter o crescimento do povo hebreu através do excesso de trabalho partiu então para o infanticídio masculino, ou seja, matar todo o menino recém nascido, isto a longo prazo, exterminaria os homens hebreus e as mulheres então seriam facilmente miscigenadas. Creio que o povo hebreu estava muito preocupado com a situação, alguém teria que tomar uma atitude, mas a grande pergunta certamente seria, mas quem?

D-us prepara um líder: Se observarmos as Escrituras, veremos com freqüência três personagens de destaques que são Avraham, Mosheh e Davi. Com relação a Mosheh o vemos como um profeta, mediador, homem de espírito manso, libertador, legislador, intercessor e em especial um homem de D-us.

Atentando à leitura, vemos o peque Mosheh como uma criança indefesa naquele cesto, inconscientemente lutando para sobreviver, Mosheh praticamente foi disputado entre a vida e a morte, pois caso a princesa não o aceitasse certamente seria morto, mas vemos ai a mão do Eterno a dirigir sua vida. Desde o momento que ele foi entregue à princesa para ser criado dentro do governo, certamente muito valeu a formação recebida no lar para sua nova fase no palácio, frente as novas experiências a viver. D-us estava forjando um novo homem.

Com certeza podemos traçar um perfil da vida de Mosheh:

1. Desde o momento que não foi mais possível continuar no “anonimato”, D-us propiciou uma forma de continuar vivendo e de maneira ímpar;

2. Mesmo Mosheh tendo sido adotado pela princesa, a infância foi junto à sua família. Vemos ai a importância, pois na área da psicopedagogia temos que a melhor idade para fixar raízes em uma pessoa é do nascimento até aos oito anos de idade aproximadamente. Este fato é Divino, pois vejamos Provérbios 22:6 – Ensina ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.

3. A partir desta idade, passou a fase de ir para a “escola” e que escola! Foi estudar no palácio do Faraó, e ainda mais sendo o Egito (Mitzraim) um país que era um dos mais desenvolvidos na época.

4. Posteriormente, por questões de justiça Mosheh acaba matando um egípcio, então vai viver no deserto, que sem dúvida alguma foi uma nova escola, pois muito aprendeu para algum tempo depois saber conduzir uma multidão de escravos na busca da Eretz.

Resumindo, Mosheh era o líder perfeito para tratar de temas da vida hebraica, de administrar multidão, de transpor deserto, de legislar, praticar justiça e em especial de temer a D-us e somente a Ele prestar culto.

Uma chamada para uma missão impossível: Olhando o quadro da época, podemos dizer que era impossível um único homem, sem nenhuma arma, sem nenhum soldado, com um “bando” de escravos subjugados conseguirem não só a liberdade, mas em especial se organizarem como uma nação, mas uma coisa que temos que entender, não era Mosheh que ia a frente, mas sim o Eterno. Foi para apenas ser o chefe do grupo, pois o Comandante era D-us, foi para isto que Mosheh foi chamado. Lemos que ele não estava disposto a aceitar a missão, pois como homem, entendia que era impossível. Esta atitude qualquer convidado sensato, sempre irá rejeitar, pois é um suicídio em massa, todos certamente morrerão, certamente foi a interpretação que Mosheh deu ao fato da sarça queimar é que traçou uma semelhança, ou seja, se D-us tem poder de por fogo na sarça e ela não se consumir, certamente o povo hebreu passará de fogo da libertação e não será consumido.

Antes de Mosheh entender os fatos e concordar em ser o libertador de seu povo, ele questionou a D-us.

a- Com que autoridade chegarei ao Faraó?

b- Como representarei um “bando” de escravos?

c- Mesmo escravos, certamente não tinham perdido por total a lucidez, então não creriam na possibilidade de Mosheh ser um enviado de D-us.

d- Uma questão mais difícil ainda, Mosheh tinha dificuldade de expressão verbal.

Todas as questões D-us deu respostas convincentes. Com exceção de uma, D-us propiciou solução para que Mosheh mesmo tivesse como resolver cada uma. Num só ponto D-us teve que recorrer a uma terceira pessoa, ou seja, ao irmão de Mosheh, Arão.

Um fato nos chama a atenção, Mosheh seria o líder, mas havia algo “incompleto” na sua vida de hebreu, seu filho Gerson não era circuncidado, então foi circundado. Isto nos mostra algo importante, um líder deve ser justo e íntegro. Creio que cabe aqui uma questão: Como um líder poderá desenvolver sua tarefa na base do – façam o que eu mando, mas não façam o que eu faço?

Superado a série das dúvidas de Mosheh, ele aceitou a missão dada por D-us e de pronto volta ao Egito (Mitzraim), procura seu povo, apresenta-se aos anciãos, expõe a missão que D-us lhe incumbira e como conseqüência a fé foi renovada entre os hebreus que voltaram a temer a D-us, louvá-Lo e adorá-Lo.

Fica uma lição: A fé nas promessas Divina nos conduz a presença do nosso Eterno D-us.

Shabat Shalom!

Moshe ben Mazal


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