Parashah – REÉ

7 de agosto de 2010

 Como é mesmo que inicia o texto de estudo desta semana?

26. Vede que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: 27. A bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Eterno vosso D-us que eu hoje vos ordeno; 28. porém a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Eterno vosso D-us, mas vos desviardes do caminho que eu hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que nunca conhecestes.

Se atentarmos ainda para o texto que encontramos em Dt.30:19, O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, logo, fica muito clara a nossa liberdade de escolha, ou seja, o livre arbítrio individual. Lembramos, entretanto da responsabilidade individual da escolha.

Sendo Torah a bússola indicadora do Norte Divino, seu ponteiro aponta de forma misericordiosa ao povo dois pontos distintos, o caminho do bem e o do mal. Não é fácil a escolha de qual caminho correto tomar, pois um destes caminhos é confortável, largo, há multidões andando junto, tudo é fácil para o viajor. Na medida em que o tempo passa, que se avança, inicia-se uma tênue sensação de desconforto, com uma sinuosidade aqui, outra acolá, os obstáculos, diminuindo a luminosidade, diminuindo o vozerio dos andantes, ficando por fim tudo lúgubre, triste. Escolhendo o outro caminho, íngreme, traçado entre vales e rochas, é com certeza um caminho mais difícil, mas sem dúvida sempre encontraremos um cajado para melhor nos apoiarmos. Com certeza este é o melhor caminho, pois ele nos conduz ao encontro do nosso Pastor, para a coroação da missão individualmente cumprida.

Sempre o primeiro contato, é a primeira impressão que fica! Este é um dito popular, mas como nos enganamos com a famosa primeira aparência. As aparências enganam muito mais vezes do que acertam. Por tal razão é que a Torah nos admoesta, ensina-nos a escolher o caminho verdadeiro, o que nos trás vida e vida em abundância.

E ali comereis perante o Eterno vosso D-us e vos alegrareis, vós e as vossas casas, em tudo em que puserdes a vossa mão, no que o Eterno vosso D-us vos tiver abençoado. Dt.12:7

A Torah ensina-nos que para tudo deve ser feito no lugar. O oferecer sacrifícios também tem lugar certo, no caso, D-us definiu para todo o povo de Israel que o lugar escolhido por Ele era em Shiló, junto à tribo de Benjamim, posteriormente D-us redefiniu por questões óbvias ser em Jerusalém.

Tão somente não comerás do sangue; sobre a terra o derramarás como água.  Dt.12:16

Encontramos na Torah repetidas vezes o não comer ou beber sangue. Só o fato de o povo judeu observar os mandamentos da Torah, é suficiente para contrapor as calúnias atribuídas ao povo de Israel, sobre os infames comentários de sacrifícios de criancinhas no ritual da Páscoa.

Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao Senhor teu Deus; porque no mês de Abibe, de noite, o Eterno teu D-us tirou-te do Egito. Então, das ovelhas e das vacas, sacrificarás a páscoa ao Eterno teu D-us, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. Dt.16:1,2

Pelo texto podemos ver que não somente cordeiro, mas também de vacas que eram sacrificadas.

E na tua festa te regozijarás, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, e o levita, o peregrino, o órfão e a viúva que estão dentro das tuas portas. Dt.16:14]

Com este texto podemos afirmar que a Torah nos ensina nossa atitude de estender a mão ao necessitado. Baseado neste pensamento é que o sábio e rei Salomão disse: Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário, para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Eterno? Ou que, empobrecido, não venha a furtar e profane o nome de D-us. Pr. 30:8,9.

Que façamos a melhor escolha!

 Shabat Shalom

 Moshe ben Mazal


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