Parashah – NOACH

Parashah da semana: NOACH

9 de Outubro de 2010 / 1° de “Cheshvan” de 5771.

1 - Bênção:

Bênçãos para a Leitura na Torah.

Benção inicial:

O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.

O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.

O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.

Os presentes: Amem VeAmen

Benção final:

O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.

Os presentes: Amem VeAmen

2 – Texto da Torah:

02. NOACH – Bereshit (Gn) 6: 9 – 11: 32

9. Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e andava com D-us. 10. Gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé. 11. A terra, porém, estava corrompida diante de D-us, e cheia de violência. 12. Viu D-us a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. 13. Então disse D-us a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra. 14. Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás compartimentos na arca, e a revestirás de betume por dentro e por fora. 15. Desta maneira a farás: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a sua largura de cinqüenta e a sua altura de trinta. 16. Farás na arca uma janela e lhe darás um côvado de altura; e a porta da arca porás no seu lado; fá-la-ás com andares, baixo, segundo e terceiro. 17. Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir, de debaixo do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que há na terra expirará. 18. Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrarás na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos. 19. De tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão. 20. Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida. 21. Leva contigo de tudo o que se come, e ajunta-o para ti; e te será para alimento, a ti e a eles. 22. Assim fez Noé; segundo tudo o que D-us lhe mandou, assim o fez.(O 2° é chamado)

7
1. Depois disse o Eterno a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração. 2. De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea; 3. também das aves do céu sete e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra. 4. Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da face da terra todas as criaturas que fiz. 5. E Noé fez segundo tudo o que o Eterno lhe ordenara. 6. Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando o dilúvio veio sobre a terra. 7. Noé entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio. 8. Dos animais limpos e dos que não são limpos, das aves, e de todo réptil sobre a terra, 9. entraram dois a dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como D-us ordenara a Noé. 10. Passados os sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio. 11. No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram, 12. e caiu chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. 13. Nesse mesmo dia entrou Noé na arca, e juntamente com ele seus filhos Sem, Cão e Jafé, como também sua mulher e as três mulheres de seus filhos, 14. e com eles todo animal segundo a sua espécie, todo o gado segundo a sua espécie, todo réptil que se arrasta sobre a terra segundo a sua espécie e toda ave segundo a sua espécie, pássaros de toda qualidade. 15. Entraram para junto de Noé na arca, dois a dois de toda a carne em que havia espírito de vida. (O 3° é chamado)

16. E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como D-us lhe tinha ordenado; e o Eterno o fechou dentro. 17. Veio o dilúvio sobre a terra durante quarenta dias; e as águas cresceram e levantaram a arca, e ela se elevou por cima da terra. 18. Prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca vagava sobre as águas. 19. As águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo do céu foram cobertos. 20. Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e assim foram cobertos. 21. Pereceu toda a carne que se movia sobre a terra, tanto ave como gado, animais selvagens, todo réptil que se arrasta sobre a terra, e todo homem. 22. Tudo o que tinha fôlego do espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia na terra seca, morreu. 23. Assim foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a face da terra, tanto o homem como o gado, o réptil, e as aves do céu; todos foram exterminados da terra; ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca. 24. E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.

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1. D-us lembrou-se de Noé, de todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca; e D-us fez passar um vento sobre a terra, e as águas começaram a diminuir. 2. Cerraram-se as fontes do abismo e as janelas do céu, e a chuva do céu se deteve; 3. as águas se foram retirando de sobre a terra; no fim de cento e cinqüenta dias começaram a minguar. 4. No sétimo mês, no dia dezessete do mês, repousou a arca sobre os montes de Arará. 5. E as águas foram minguando até o décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes. 6. Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que havia feito na arca; 7. soltou um corvo que, saindo, ia e voltava até que as águas se secaram de sobre a terra. 8. Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra; 9. mas a pomba não achou onde pousar a planta do pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas ainda estavam sobre a face de toda a terra; e Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca. 10. Esperou ainda outros sete dias, e tornou a soltar a pomba fora da arca. 11. À tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. 12. Então esperou ainda outros sete dias, e soltou a pomba; e esta não tornou mais a ele. 13. No ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se as águas de sobre a terra. Então Noé tirou a cobertura da arca: e olhou, e eis que a face a terra estava enxuta. 14. No segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca. (O 4° é chamado)

15. Então falou D-us a Noé, dizendo: 16. Sai da arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos. 17. Todos os animais que estão contigo, de toda a carne, tanto aves como gado e todo réptil que se arrasta sobre a terra, traze-os para fora contigo; para que se reproduzam abundantemente na terra, frutifiquem e se multipliquem sobre a terra. 18. Então saiu Noé, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos; 19. todo animal, todo réptil e toda ave, tudo o que se move sobre a terra, segundo as suas famílias, saiu da arca. 20. Edificou Noé um altar ao Eterno; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar. 21. Sentiu o Eterno o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer. 22. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.

9
1. Abençoou D-us a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra. 2. Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues. 3. Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado. 4. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. 5. Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem. 6. Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque D-us fez o homem à sua imagem. 7. Mas vós frutificai, e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela. (O 5° é chamado)

8. Disse também D-us a Noé, e a seus filhos com ele: 9. Eis que eu estabeleço o meu pacto convosco e com a vossa descendência depois de vós, 10. e com todo ser vivente que convosco está: com as aves, com o gado e com todo animal da terra; com todos os que saíram da arca, sim, com todo animal da terra. 11. Sim, estabeleço o meu pacto convosco; não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio; e não haverá mais dilúvio, para destruir a terra. 12. E disse D-us: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está convosco, por gerações perpétuas: 13. O Meu Arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra. 14. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o Arco nas nuvens, 15. então me lembrarei do meu pacto, que está entre Mim e vós e todo ser vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne. 16. O Arco estará nas nuvens, e olharei para ele a fim de me lembrar do pacto perpétuo entre D-us e todo ser vivente de toda a carne que está sobre a terra. 17. Disse D-us a Noé ainda: Esse é o sinal do pacto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra. (O 6° é chamado)

18. Ora, os filhos de Noé, que saíram da arca, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã. 19. Estes três foram os filhos de Noé; e destes foi povoada toda a terra. 20. E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha. 21. Bebeu do vinho, e embriagou-se; e achava-se nu dentro da sua tenda. 22. E Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e o contou a seus dois irmãos que estavam fora. 23. Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre os seus ombros, e andando virados para trás, cobriram a nudez de seu pai, tendo os rostos virados, de maneira que não viram a nudez de seu pai. 24. Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe fizera; 25. e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos. 26. Disse mais: Bendito seja o Eterno, o D-us de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. 27. Alargue D-us a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. 28. Viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos. 29. E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos; e morreu.

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1. Estas, pois, são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé, aos quais nasceram filhos depois do dilúvio. 2. Os filhos de Jafé: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. 3. Os filhos de Gomer: Asquenaz, Rifate e Togarma. 4. Os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim. 5. Por estes foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações. 6. Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e Canaã. 7. Os filhos de Cuche: Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá são Sebá e Dedã. 8. Cuche também gerou a Ninrode, o qual foi o primeiro a ser poderoso na terra. 9. Ele era poderoso caçador diante do Eterno; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. 10. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. 11. Desta mesma terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir, Calá, 12. e Résem entre Nínive e Calá esta é a grande cidade. 13. Mizraim gerou a Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim, 14. Patrusim, Casluim (donde saíram os filisteus) e Caftorim. 15. Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e Hete, 16. e ao jebuseu, o amorreu, o girgaseu, 17. o heveu, o arqueu, o sineu, 18. o arvadeu, o zemareu e o hamateu. Depois se espalharam as famílias dos cananeus. 19. Foi o termo dos cananeus desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; e daí em direção a Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa. 20. São esses os filhos de Cão segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações. 21. A Sem, que foi o pai de todos os filhos de Eber e irmão mais velho de Jafé, a ele também nasceram filhos. 22. Os filhos de Sem foram: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arão. 23. Os filhos de Arão: Uz, Hul, Geter e Más. 24. Arfaxade gerou a Selá; e Selá gerou a Eber. 25. A Eber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, porque nos seus dias foi dividida a terra; e o nome de seu irmão foi Joctã. 26. Joctã gerou a Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá, 27. Hadorão, Usal, Dicla, 28. Obal, Abimael, Sebá, 29. Ofir, Havilá e Jobabe: todos esses foram filhos de Joctã. 30. E foi a sua habitação desde Messa até Sefar, montanha do oriente. 31. Esses são os filhos de Sem segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, segundo as suas nações. 32. Essas são as famílias dos filhos de Noé segundo as suas gerações, em suas nações; e delas foram disseminadas as nações na terra depois do dilúvio. (O 7° é chamado)

11
1. Ora, toda a terra tinha uma só língua e um só idioma. 2. E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e ali habitaram. 3. Disseram uns aos outros: Eia pois, façamos tijolos, e queimemo-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedras e o betume de argamassa. 4. Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. 5. Então desceu o Eterno para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; 6. e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. 7. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. 8. Assim o Eterno os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. 9. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Eterno a linguagem de toda a terra, e dali o Eterno os espalhou sobre a face de toda a terra. 10. Estas são as gerações de Sem. Tinha ele cem anos, quando gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio. 11. E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos; e gerou filhos e filhas. 12. Arfaxade viveu trinta e cinco anos, e gerou a Selá. 13. Viveu Arfaxade, depois que gerou a Selá, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas. 14. Selá viveu trinta anos, e gerou a Eber. 15. Viveu Selá, depois que gerou a Eber, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas. 16. Eber viveu trinta e quatro anos, e gerou a Pelegue. 17. Viveu Eber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas. 18. Pelegue viveu trinta anos, e gerou a Reú. 19. Viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas. 20. Reú viveu trinta e dois anos, e gerou a Serugue. 21. Viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas. 22. Serugue viveu trinta anos, e gerou a Naor. 23. Viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e gerou filhos e filhas. 24. Naor viveu vinte e nove anos, e gerou a Tera. 25. Viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas. 26. Tera viveu setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor e a Harã. 27. Estas são as gerações de Tera: Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. 28. Harã morreu antes de seu pai Tera, na terra do seu nascimento, em Ur dos Caldeus. (Maftir) 29. Abrão e Naor tomaram mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher do Naor era Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de Iscá. 30. Sarai era estéril; não tinha filhos. 31. Tomou Tera a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram. 32. Foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã.

3° Reflexão:

Ao iniciarmos nosso estudo sobre Noach (Noé), vamos buscar na parashah anterior, o último pasuk que diz: Noé, porém, achou graça aos olhos do Eterno (Bereshit 6:8).

Creio que todos entendem perfeitamente o que acharmos graça aos olhos do Eterno (Bendito Seja Ele). É buscarmos uma vida reta, íntegra, justa, obediente frente ao Eterno nosso D-us.

Ao lermos os primeiros pasukim, entendemos que os dias de Noé não eram muito diferente aos dias que hoje vivemos, Acredito que D-us tem virado o rosto ao mundo, pois é impossível um Santo assistir o que se passa e ficar ainda aplaudindo. Quem de nós está tranqüilo ao que hoje vemos e ouvimos? Pensem, meditem e troquem idéia com seus pares no sentido de como não caírem nas ciladas que o mundo prepara a toda carne.

A saída para Noé foi obedecer ao mandado de D-us, pois lhe foi indicado a construção da arca, como forma de salvação. Podemos fazer uma analogia, ao povo no deserto também foi ordenado fazer uma arca, pois dentro dela ficaram objetos que simbolizavam a salvação, pelo conteúdo de palavras – o decálogo –, os demais objetos, como prova da presença de D-us na vida não só dos “retirantes” em busca da Eretz, mas muito mais como testemunho a todos, até aos dias de hoje, mesmo estando a arca em lugar incerto e não sabido ao homem.

O fim estava próximo, mas a cegueira do pecado não deixava aos homens ver para que veredas se encaminhavam. A construção da arca era loucura para eles, Noé foi trabalhando paulatinamente dia-a-dia, todos viam a arca tomar corpo e assistiam o trabalho duro que Noé passava, talvez até alguns ajudaram de alguma forma neste empreendimento, não por crerem na palavras de Noé, possivelmente colaboravam como uma forma de receber uma paga, ou até talvez no sentido de “colaborarem no escárnio” que Noé iria passar quando do final da arca e o não cumprimento da humanidade.

O mais incrível que eu entendo, é quando certo dia quando a arca ficara pronta surge no horizonte animais, de dois em dois, de forma pacífica e buscam abrigo no interior da arca. Quão cego fica o homem quando está envolto pelo pecado!

Acontece o dilúvio, as águas voltam a seu termo, Noé e todos saem da arca, então lemos: 12. E disse D-us: Este é o sinal do pacto que firmo entre mim e vós e todo ser vivente que está convosco, por gerações perpétuas: 13. O Meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver um pacto entre mim e a terra. 14. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens. Bereshit (Gn) 9:12- 14. Por que dei ênfase aos textos supra? Simples, é no desejo de mostra como o homem trabalha no sentido de apagar o que é de D-us e dar destaque aos deuses. Faço tal colocação pelo simples fato de ser comum em inúmeras traduções em vez de relatar “Meu Arco” (de D-us), expressam “arco ….” ou seja, citam o nome de uma deusa, a deusa …. é a mensageira dos deuses para os seres humanos. Quanta idolatria!

Voltando a parashah Noach, Noé toma a rotina da vida assim como toda a terra.

Focando a leitura em Bereshit (Gn) 9: 21- 23, entendemos uma atitude errada de seu filho mais novo, Cão e como conseqüência, temos uma repreensão de seu pai, conforme 9: 24- 27. 24. Despertado que foi Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe fizera; 25. e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos será de seus irmãos. 26. Disse mais: Bendito seja o Eterno, o D-us de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. 27. Alargue D-us a Jafé, e habite Jafé nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.

No pereq (capítulo) 11 temos um enfoque sobre uma nova artimanha dos homens, ou seja, a construção da torre cujo fim era de chegar ao céu. D-us vendo a intenção humana que era má, resolveu de pronto, deu a cada um uma língua que o outro não entendia, gerando assim uma confusão com a conseqüente paralisação da construção, cujo nome foi Babel, confusão! E no final do pereq surgem a descendência daquele que seria identificado como o Pai da Fé, Avraham!

Creio que a presente reflexão tem como foco central a necessidade de nos afastar do pecado, pois ele nos cega e assim perdemos nosso rumo à santidade e conseqüentemente a busca do Eterno D-us – Baruch HaShem! –.

Shabat Shalom!

Moshe ben Mazal


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