Parashah – LECH LECHÁ
Por Moshe Ben Mazal em 14/out/2010 em Parashah
Parashah da semana: LECH LECHÁ
16 de Outubro de 2010 / 8 de “Cheshvan” de 5771.
1 - Bênção:
Bênçãos para a Leitura na Torah.
Benção inicial:
O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.
O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.
O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.
Os presentes: Amem VeAmen
Benção final:
O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.
Os presentes: Amem VeAmen
2 – Texto da Torah:
03. LECH LECHÁ – Bereshit (Gn.) 12:1 – 17 :27
12
1. Ora, o Eterno disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 2. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. 3. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4. Partiu, pois Abrão, como o Eterno lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5. Abrão levou consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram a fim de irem à terra de Canaã; e à terra de Canaã chegaram. 6. Passou Abrão pela terra até o lugar de Siquém, até o carvalho de Moré. Nesse tempo estavam os cananeus na terra. 7. Apareceu, porém, o Eterno a Abrão, e disse: À tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Eterno, que lhe aparecera. 8. Então passou dali para o monte ao oriente de Betel, e armou a sua tenda, ficando-lhe Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; também ali edificou um altar ao Eterno, e invocou o nome do Eterno. 9. Depois continuou Abrão o seu caminho, seguindo ainda para o sul. 10. Ora, havia fome naquela terra; Abrão, pois, desceu ao Egito, para peregrinar ali, porquanto era grande a fome na terra. 11. Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; 12. e acontecerá que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é mulher dele. E me matarão a mim, mas a ti te guardarão em vida. 13. Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma em atenção a ti. (O 2° é chamado) 14. E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios que a mulher era mui formosa. 15. Até os príncipes de Faraó a viram e gabaram-na diante dele; e foi levada a mulher para a casa de Faraó. 16. E ele tratou bem a Abrão por causa dela; e este veio a ter ovelhas, bois e jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. 17. Feriu, porém, o Eterno a Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão. 18. Então chamou Faraó a Abrão, e disse: Que é isto que me fizeste? por que não me disseste que ela era tua mulher? 19. Por que disseste: É minha irmã? de maneira que a tomei para ser minha mulher. Agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te. 20. E Faraó deu ordens aos seus guardas a respeito dele, os quais o despediram a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.
13
1. Subiu, pois, Abrão do Egito para o Negebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava. 2. Abrão era muito rico em gado, em prata e em ouro. 3. Nas suas jornadas subiu do Negebe para Betel, até o lugar onde outrora estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, 4. até o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do Eterno. (O 3° é chamado) 5. E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas. 6. Ora, a terra não podia sustentá-los, para eles habitarem juntos; porque os seus bens eram muitos; de modo que não podiam habitar juntos. 7. Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra. 8. Disse, pois, Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. 9. Porventura não está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, irei eu para a esquerda. 10. Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era toda bem regada, antes de haver o Eterno destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do Eterno, como a terra do Egito, até chegar a Zoar. 11. E Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e partiu para o oriente; assim se apartaram um do outro. 12. Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma. 13. Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Eterno. 14. E disse o Eterno a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o oriente; 15. porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. 16. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se puder ser contado o pó da terra, então também poderá ser contada a tua descendência. 17. Levanta-te, percorre esta terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a darei a ti. 18. Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Eterno. (O 4° é chamado)
14
1. Aconteceu nos dias de Amrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goiim, 2. que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar). 3. Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado). 4. Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se. 5. Por isso, ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains (gigantes) em Asterote-Carnaim, aos zuzins em Hão, aos emins em Savé-Quiriataim, 6. e aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao deserto. 7. Depois voltaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e também dos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar. 8. Então saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim, 9. contra Quedorlaomer, rei de Elão, Tidal, rei de Goiim, Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco. 10. Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para o monte. 11. Tomaram, então, todos os bens de Sodoma e de Gomorra com todo o seu mantimento, e se foram. 12. Tomaram também a Ló, filho do irmão de Abrão, que habitava em Sodoma, e os bens dele, e partiram. 13. Então veio um que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu. Ora, este habitava junto dos carvalhos de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; estes eram aliados de Abrão. 14. Ouvindo, pois, Abrão que seu irmão estava preso, levou os seus homens treinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu os reis até Dã. 15. Dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos, e os feriu, perseguindo-os até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. 16. Assim tornou a trazer todos os bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os bens dele, e também as mulheres e o povo. 17. Depois que Abrão voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do rei). 18. Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do D-us Altíssimo; 19. e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo D-us Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! 20. E Bendito seja o D-us Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. (O 5° é chamado) 21. Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti. 22. Abrão, porém, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Eterno, o D-us Altíssimo, o Criador dos céus e da terra, 23. jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; 24. salvo tão somente o que os mancebos comeram, e a parte que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; que estes tomem a sua parte.
15
1. Depois destas coisas veio a palavra do Eterno a Abrão numa visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou o teu escudo, o teu galardão será grandíssimo. 2. Então disse Abrão: Ó Eterno D-us, que me darás, visto que morro sem filhos, e o herdeiro de minha casa é o damasceno Eliézer? 3. Disse mais Abrão: A mim não me tens dado filhos; eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4. Ao que lhe veio a palavra do Eterno, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que sair das tuas entranhas, esse será o teu herdeiro. 5. Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência. 6. E creu Abrão no Eterno, e o Eterno imputou-lhe isto como justiça. (O 6° é chamado) 7. Disse-lhe mais: Eu sou o Eterno, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra em herança. 8. Ao que lhe perguntou Abrão: Ó Eterno D-us, como saberei que hei de herdá-la? 9. Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. 10. Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. 11. E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. 12. Ora, ao pôr do sol, caiu um profundo sono sobre Abrão; e eis que lhe sobrevieram grande pavor e densas trevas. 13. Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; 14. sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens. 15. Tu, porém, irás em paz para teus pais; em boa velhice serás sepultado. 16. Na quarta geração, porém, voltarão para cá; porque a medida da iniqüidade dos amorreus não está ainda cheia. 17. Quando o sol já estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre aquelas metades. 18. Naquele mesmo dia fez o Eterno um pacto com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates; 19. e o queneu, o quenizeu, o cadmoneu, 20. o heteu, o perizeu, os refains, 21. o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.
16
1. Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos. Tinha ela uma serva egípcia, que se chamava Agar. 2. Disse Sarai a Abrão: Eis que o Eterno me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos por meio dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. 3. Assim Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar a egípcia, sua serva, e a deu por mulher a Abrão seu marido, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de Canaã. 4. E ele conheceu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos. 5. Então disse Sarai a Abrão: Sobre ti seja a afronta que me é dirigida a mim; pus a minha serva em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou desprezada aos seus olhos; o Eterno julgue entre mim e ti. 6. Ao que disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está nas tuas mãos; faze-lhe como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu de sua face. 7. Então o anjo do Eterno, achando-a junto a uma fonte no deserto, a fonte que está no caminho de Sur, 8. perguntou-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vieste, e para onde vais? Respondeu ela: Da presença de Sarai, minha senhora, vou fugindo. 9. Disse-lhe o anjo do Eterno: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo das suas mãos. 10. Disse-lhe mais o anjo do Eterno: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, de modo que não será contada, por numerosa que será. 11. Disse-lhe ainda o anjo do Eterno: Eis que concebeste, e terás um filho, a quem chamarás Ismael; porquanto o Eterno ouviu a tua aflição. 12. Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos. 13. E ela chamou, o nome do Eterno, que com ela falava, El-Rói; pois disse: Não tenho eu também olhado neste lugar para aquele que me vê? 14. Pelo que se chamou aquele poço Beer-Laai-Rói; ele está entre Cades e Berede. 15. E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão pôs o nome de Ismael no seu filho que tivera de Agar. 16. Ora, tinha Abrão oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu Ismael.
17
1. Quando Abrão tinha noventa e nove anos, apareceu-lhe o Eterno e lhe disse: Eu sou o D-us Todo-Poderoso; anda em minha presença, e sê perfeito; 2. e firmarei o meu pacto contigo, e sobremaneira te multiplicarei. 3. Ao que Abrão se prostrou com o rosto em terra, e D-us falou-lhe, dizendo: 4. Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás pai de muitas nações; 5. não mais serás chamado Abrão, mas Abraão será o teu nome; pois por pai de muitas nações te hei posto; 6. far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; (O 7° é chamado) 7. estabelecerei o meu pacto contigo e com a tua descendência depois de ti em suas gerações, como pacto perpétuo, para te ser por D-us a ti e à tua descendência depois de ti. 8. Dar-te-ei a ti e à tua descendência depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão; e serei o seu D-us. 9. Disse mais D-us a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. 10. Este é o meu pacto, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: todo varão dentre vós será circuncidado. 11. Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será por sinal de pacto entre mim e vós. 12. À idade de oito dias, todo varão dentre vós será circuncidado, por todas as vossas gerações, tanto o nascido em casa como o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua linhagem. 13. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; assim estará o meu pacto na vossa carne como pacto perpétuo. 14. Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do prepúcio, essa alma será extirpada do seu povo; violou o meu pacto. 15. Disse D-us a Abraão: Quanto a Sarai, tua, mulher, não lhe chamarás mais Sarai, porem Sara será o seu nome. 16. Abençoá-la-ei, e também dela te darei um filho; sim, abençoá-la-ei, e ela será mãe de nações; reis de povos sairão dela. 17. Ao que se prostrou Abraão com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa anos? 18. Depois disse Abraão a D-us: Oxalá que viva Ismael diante de ti! 19. E D-us lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás Isaque; com ele estabelecerei o Meu pacto como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele. 20. E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis que o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e multiplicá-lo-ei grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. 21. O Meu pacto, porém, estabelecerei com Isaque, que Sara te dará à luz neste tempo determinado, no ano vindouro. 22. Ao acabar de falar com Abraão, subiu D-us diante dele. 23. Logo tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa e a todos os comprados por seu dinheiro, todo varão entre os da casa de Abraão, e lhes circuncidou a carne do prepúcio, naquele mesmo dia, como D-us lhe ordenara. (Maftir) 24. Abraão tinha noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio; 25. E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio. 26. No mesmo dia foram circuncidados Abraão e seu filho Ismael. 27. E todos os homens da sua casa, assim os nascidos em casa, como os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele.
3° Reflexão:
Toda ação tem uma reação. 12:1 – Falou o Eterno a Abrão Lech lechá – ou seja, D-us deu uma ordem a Abrão, SAI! VAI! Num linguajar gaudério teria sido: – Te arranca daqui / Te some –. Não que D-us fale assim conosco, mas quando Ele fala a um de nós, por mais difícil que seja a ordem, ela sempre terá uma razão, cujo fim será uma grande bênção, mas quantas vezes D-us nos ordena endireitar nossas veredas! Infelizmente nem sempre ouvimos ou pior, não obedecemos a voz de D-us..
Na parashah Bereshit temos que Adão pecou por desobediência, D-us deu uma ordem e não foi cumprida. Voltando nosso olhar para a presente parashah, certamente cabe uma pergunta. Qual teria sido o fim de Abrão se não tivesse cumprido a ordem de D-us?
As ordens humanas nem sempre devemos cumprir de pronto. Temos que ponderar, pois muitas vezes há uma segunda intenção, pois o Tanach nos informa, “maldito o homem que confia no homem” (Jr. 17:15), mas com D-us é diferente, Ele quer o melhor para cada um dos seus filhos e servos.
Aquele que confia no Eterno a misericórdia o cercará. Tehilim (Sl.) 32:10b, assim fez Abrão! D-us não apenas mandou Abrão sair da sua terra e da parentela. Ele prometeu a Abrão que dele descenderia uma grande nação, que o abençoaria e que Abrão seria uma bênção. Ainda mais, a grande promessa “em ti serão benditas todos os povos.
Temos nos primeiros pasukim uma demonstração que vale apena confiarmos em D-us, vale a pena depositar nossa confiança no Eterno! Bendito Seja Ele!
Nos pasukim seguintes vamos encontrar Abrão erigindo altares ali e acolá. Um altar é um marco, é um sinal, é algo questionado entre os homens – Para quem é este monumento? Logo vem a explicação, é para o D-us de Abrão. Sempre o homem marcou personagem através de monumentos, de altares, só que o homem que resolve construir altares, digamos dez altares, irá construir um para cada vulto. No caso de altares religiosos, certamente será um altar para cada deus, enquanto que Abrão construía altares para o mesmo D-us. Ai está a diferença, Abrão era monoteísta, os demais pagãos. Abrão construía altar para o D-us Vivo, os outros constroem para deuses que não falam, não ouvem, não andam, em suma para deuses mortos, materialmente e espiritualmente. Tem mais, quem constrói altar, certamente testifica de seu D-us, é um missionário. Abrão era um missionário de um Único, Supremo e Excelso D-us.
Focando o pasuk 10 em diante (até ao 20°), os menos avisados poderão dizer: – Abrão mentiu, Como? Pode isto? Não! Abrão não mentiu, apenas e omitiu informações, pois antes de Abrão ser casado com Sarah, segundo a história eles eram meio irmãos, isto é, o pai era o mesmo, as mães não. Como? Houve incesto? Antes de mais nada temos que voltar mais ou menos uns 4.020 anos no tempo e veremos que a prática de casamento entre meio-irmãos era comum entre os povos pagão.
Continuando a leitura da Parashah Lech Lechá, no pereq (capítulo) 14, pasukim: 21. Então o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas; e os bens toma-os para ti. 22. Abrão, porém, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra, 23. jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão. S.m.j., temos ai uma lição de que não devemos folgar com a injustiça e muito menos buscar proveito ilícito. Foi uma verdadeira lição de moral que por inspiração Divina Abrão deu ao rei de Sodoma.
Já no pereq 15:5. “Então (D-us) o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência“. Qual homem na sua maior glória ou poder terreno teve uma prole registrada como a de Abrão? Qual? Nenhum!
D-us é justo, misericordioso, magnânimo, fiel. D-us é o único ser CONFIÁVEL! Reflita bem isto, faça conforme aprendemos ontem. RUMINE! Isto mesmo. Ruminemos sem importar quanto tempo. Necessário se faz que ruminemos até que entendamos o querer do Eterno de nós. Será que também D-us não está ordenando LECH LECHÁ para nós?
Finalizando nossa reflexão, chegamos ao pereq 17 os últimos quatro pasukim: 24. Abraão tinha noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio; 25. E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio. 26. No mesmo dia foram circuncidados Abraão e seu filho Ismael. 27. E todos os homens da sua casa, assim os nascidos em casa, como os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele.
Sem dúvidas temos algumas lições a tirar destes pasukim, quais sejam: Não há idade para o concerto com D-us cuja marca é o brit milah. Quanto mais cedo melhor, pois não sabemos o dia de amanhã. Pasuk 27: “Todos da casa . . . “, logo, a conversão está aberta para todo aquele que vive sob o “teto” da Torah, em especial “Os nascido em casa” nossos filhos. Nada por imposição, mas pelo nosso exemplo dentro do foco “Santos sereis, porque Eu, o Eterno vosso D-us, Sou Santo” Vayikrah (Lv.) 19.2, logo, sejamos Santos todos os dias, todo dia.
Shabat Shalom!
Moshe ben Mazal







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