Parashah – KI TAVO
Por Moshe Ben Mazal em 16/set/2011 em Parashah
17 de Setembro de 2011 – 18 de “Elul” de 5771.
1° – Bênçãos para a Leitura da Torah.
Bênção inicial:
O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.
O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.
O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.
Os presentes: Amem VeAmen!
Benção final:
O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.
Os presentes: Amem VeAmen!
2° – Texto da Torah:
50.KI TAVO – Devarim (Dt.) 26:1 – 29:8
26
1. Também, quando tiveres entrado na terra que o Eterno teu D-us te dá por herança, e a possuíres, e nela habitares, 2. tomarás das primícias de todos os frutos do solo que trouxeres da terra que o Eterno teu D-us te dá, e as porás num cesto, e irás ao lugar que o Eterno teu D-us escolher para ali fazer habitar o seu nome. 3. E irás ao sacerdote que naqueles dias estiver de serviço, e lhe dirás: Hoje declaro ao Eterno teu D-us que entrei na terra que o Eterno com juramento prometeu a nossos pais que nos daria. 4. O sacerdote, pois, tomará o cesto da tua mão, e o porá diante do altar do Eterno teu D-us. 5. E perante o Eterno teu D-us dirás: Arameu prestes a perecer era meu pai; e desceu ao Mitzraim (Egito) com pouca gente, para ali morar; e veio a ser ali uma nação grande, forte e numerosa. 6. Mas os egípcios nos maltrataram e nos afligiram, e nos impuseram uma dura servidão. 7. Então clamamos ao Eterno D-us de nossos pais, e o Eterno ouviu a nossa voz, e atentou para a nossa aflição, o nosso trabalho, e a nossa opressão; 8. e o Eterno nos tirou do Mitzraim (Egito) com mão forte e braço estendido, com grande espanto, e com sinais e maravilhas; 9. e nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10. E eis que agora Te trago as primícias dos frutos da terra que Tu, ó Eterno, me deste. Então as porás perante o Eterno teu D-us, e o adorarás; 11. e te alegrarás por todo o bem que o Eterno teu D-us te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti. (O 2° é chamado) 12. Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, dá-los-ás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem. 13. E dirás perante o Eterno teu D-us: Tirei da minha casa as coisas consagradas, e as dei ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, conforme todos os teus mandamentos que me tens ordenado; não transgredi nenhum dos teus mandamentos, nem deles me esqueci. 14. Delas não comi no meu luto, nem delas tirei coisa alguma estando eu imundo, nem delas dei para algum morto; ouvi a voz do Eterno meu D-us; conforme tudo o que me ordenaste, tenho feito. 15. Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo de Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que mana leite e mel. (O 3° é chamado) 16. Neste dia o Eterno teu D-us te manda observar estes estatutos e preceitos; portanto os guardarás e os observarás com todo o teu coração e com toda a tua alma. 17. Hoje declaraste ao Eterno que Ele te será por D-us, e que andarás nos Seus caminhos, e guardarás os Seus estatutos, os seus mandamentos e os Seus preceitos, e darás ouvidos à Sua voz. 18. Outrossim, o Eterno hoje te declarou que lhe serás por seu próprio povo, como te tem dito, e que deverás guardar todos os seus mandamentos; 19. para assim te exaltar em honra, em fama e em glória sobre todas as nações que criou; e para que sejas um povo santo ao Eterno teu D-us, como ele disse. (O 4° é chamado)
27
1. Mosheh, com os anciãos de Israel, deu ordem ao povo, dizendo: Guardai todos estes mandamentos que eu hoje vos ordeno. 2. E no dia em que passares o Jordão para a terra que o Eterno teu D-us te dá, levantarás umas pedras grandes e as caiarás. 3. E escreverás nelas todas as palavras desta lei, quando tiveres passado para entrar na terra que o Eterno teu D-us te dá, terra que mana leite e mel, como o Eterno, o D-us de teus pais, te prometeu. 4. Quando, pois, houverdes passado o Jordão, levantareis no monte Ebal estas pedras, como eu hoje vos ordeno, e as caiareis. 5. Também ali edificarás um altar ao Eterno teu D-us, um altar de pedras; não alçarás ferramenta sobre elas. 6. De pedras brutas edificarás o altar do Eterno teu D-us, e sobre ele oferecerás holocaustos ao Eterno teu D-us. 7. Também sacrificarás ofertas pacíficas, e ali comerás, e te alegrarás perante o Eterno teu D-us. 8. Naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, gravando-as bem nitidamente. 9. Falou mais Mosheh, e os levitas sacerdotes, a todo o Israel, dizendo: Guarda silêncio, e ouve, ó Israel! hoje vieste a ser o povo do Eterno teu D-us. 10. Portanto obedecerás à voz do Eterno teu D-us, e cumprirás os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno. (O 5° é chamado) 11. Nesse mesmo dia Mosheh deu ordem ao povo, dizendo: 12. Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, Levi, Judá, Issacar, Iossef e Benjamim; 13. e estes estarão sobre o monte Ebal para pronunciarem a maldição: Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali. 14. E os levitas dirão em alta voz a todos os homens de Israel: 15. Maldito o homem que fizer imagem esculpida, ou fundida, abominação ao Eterno, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. 16. Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. 17. Maldito aquele que remover os marcos do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém. 18. Maldito aquele que fizer que o cego erre do caminho. E todo o povo dirá: Amém. 19. Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém, 20. Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto levantou a cobertura de seu pai. E todo o povo dirá: Amém. 21. Maldito aquele que se deitar com algum animal. E todo o povo dirá: Amem. 22. Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. 23. Maldito aquele que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá: Amém. 24. Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto. E todo o povo dirá: Amém. 25. Maldito aquele que receber peita para matar uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém. 26. Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, para as cumprir. E todo o povo dirá: Amém.
28
1. Se ouvires atentamente a voz do Eterno teu D-us, tendo cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Eterno teu D-us te exaltará sobre todas as nações da terra; 2. e todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, se ouvires a voz do Eterno teu D-us: 3. Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo. 4. Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 5. Bendito o teu cesto, e a tua amassadeira. 6. Bendito serás quando entrares, e bendito serás quando saíres. (O 6° é chamado) 7. O Eterno entregará, feridos diante de ti, os teus inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos rugirão da tua presença. 8. O Eterno mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros e em tudo a que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que o Eterno teu D-us te dá. 9. O Eterno te confirmará para si por povo santo, como te jurou, se guardares os mandamentos do Eterno teu D-us e andares nos seus caminhos. 10. Assim todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Eterno, e terão temor de ti. 11. E o Eterno te fará prosperar grandemente no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Eterno, com juramento, prometeu a teus pais te dar. 12. O Eterno te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar à tua terra a chuva no seu tempo, e para abençoar todas as obras das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado. 13. E o Eterno te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás por cima, e não por baixo; se obedeceres aos mandamentos do Eterno teu D-us, que eu hoje te ordeno, para os guardar e cumprir, 14. não te desviando de nenhuma das palavras que eu hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, e não andando após outros deuses, para os servires. 15. Se, porém, não ouvires a voz do Eterno teu D-us, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão: 16. Maldito serás na cidade, e maldito serás no campo. 17. Maldito o teu cesto, e a tua amassadeira. 18. Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. 19. Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres. 20. O Eterno mandará sobre ti a maldição, a derrota e o desapontamento, em tudo a que puseres a mão para fazer, até que sejas destruído, e até que repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, pelas quais me deixaste. 21. O Eterno fará pegar em ti a peste, até que te consuma da terra na qual estás entrando para a possuíres. 22. O Eterno te ferirá com a tísica e com a febre, com a inflamação, com o calor forte, com a seca, com crestamento e com ferrugem, que te perseguirão até que pereças 23. O céu que está sobre a tua cabeça será de bronze, e a terra que está debaixo de ti será de ferro. 24. O Eterno dará por chuva à tua terra pó; do céu descerá sobre ti a poeira, até que sejas destruído. 25. O Eterno fará que sejas ferido diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás deles; e serás espetáculo horrendo a todos os reinos da terra. 26. Os teus cadáveres servirão de pasto a todas as aves do céu, e aos animais da terra, e não haverá quem os enxote. 27. O Eterno te ferirá com as úlceras do Mitzraim (Egito), com tumores, com sarna e com coceira, de que não possas curar-te; 28. o Eterno te ferirá com loucura, com cegueira, e com pasmo de coração. 29. Apalparás ao meio-dia como o cego apalpa nas trevas, e não prosperarás nos teus caminhos; serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve. 30. Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela; edificarás uma casa, porém não morarás nela; plantarás uma vinha, porém não a desfrutarás. 31. O teu boi será morto na tua presença, porém dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não te será restituído a ti; as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve. 32. Teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo, os teus olhos o verão, e desfalecerão de saudades deles todo o dia; porém não haverá poder na tua mão. 33. O fruto da tua terra e todo o teu trabalho comê-los-á um povo que nunca conheceste; e serás oprimido e esmagado todos os dias. 34. E enlouquecerás pelo que hás de ver com os teus olhos. 35. Com úlceras malignas, de que não possas sarar, o Eterno te ferirá nos joelhos e nas pernas, sim, desde a planta do pé até o alto da cabeça. 36. O Eterno te levará a ti e a teu rei, que tiveres posto sobre ti, a uma nação que não conheceste, nem tu nem teus pais; e ali servirás a outros deuses, ao pau e à pedra. 37. E virás a ser por pasmo, provérbio e ludíbrio entre todos os povos a que o Eterno te levar. 38. Levarás muita semente para o teu campo, porém colherás pouco; porque o gafanhoto a consumirá. 39. Plantarás vinhas, e as cultivarás, porém não lhes beberás o vinho, nem colherás as uvas; porque o bicho as devorará. 40. Terás oliveiras em todos os teus termos, porém não te ungirás com azeite; porque a azeitona te cairá da oliveira. 41. Filhos e filhas gerarás, porém não te pertencerão; porque irão em cativeiro. 42. Todo o teu arvoredo e o fruto do teu solo consumi-los-á o gafanhoto. 43. O estrangeiro que está no meio de ti se elevará cada vez mais sobre ti, e tu cada vez mais descerás; 44. ele emprestará a ti, porém tu não emprestarás a ele; ele será a cabeça, e tu serás a cauda. 45. Todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído, por não haveres dado ouvidos à voz do Eterno teu D-us, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te ordenou. 46. Estarão sobre ti por sinal e por maravilha, como também sobre a tua descendência para sempre. 47. Por não haveres servido ao Eterno teu D-us com gosto e alegria de coração, por causa da abundância de tudo, 48. servirás aos teus inimigos, que o Eterno enviará contra ti, em fome e sede, e em nudez, e em falta de tudo; e ele porá sobre o teu pescoço um jugo de ferro, até que te haja destruído. 49. O Eterno levantará contra ti de longe, da extremidade da terra, uma nação que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; 50. nação de rosto feroz, que não respeitará ao velho, nem se compadecerá do moço; 51. e comerá o fruto dos teus animais e o fruto do teu solo, até que sejas destruído; e não te deixará grão, nem mosto, nem azeite, nem as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, até que te faça perecer; 52. e te sitiará em todas as tuas portas, até que em toda a tua terra venham a cair os teus altos e fortes muros, em que confiavas; sim, te sitiará em todas as tuas portas, em toda a tua terra que o Eterno teu D-us te deu. 53. E, no cerco e no aperto com que os teus inimigos te apertarão, comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que o Eterno teu D-us te houver dado. 54. Quanto ao homem mais mimoso e delicado no meio de ti, o seu olho será mesquinho para com o seu irmão, para com a mulher de seu regaço, e para com os filhos que ainda lhe ficarem de resto; 55. de sorte que não dará a nenhum deles da carne de seus filhos que ele comer, porquanto nada lhe terá ficado de resto no cerco e no aperto com que o teu inimigo te apertará em todas as tuas portas. 56. Igualmente, quanto à mulher mais mimosa e delicada no meio de ti, que de mimo e delicadeza nunca tentou pôr a planta de seu pé sobre a terra, será mesquinho o seu olho para com o homem de seu regaço, para com seu filho, e para com sua filha; 57. também ela será mesquinha para com as suas páreas, que saírem dentre os seus pés, e para com os seus filhos que tiver; porque os comerá às escondidas pela falta de tudo, no cerco e no aperto com que o teu inimigo te apertará nas tuas portas. 58. Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas neste livro, para temeres este nome glorioso e temível, o Eterno teu D-us; 59. então o Eterno fará espantosas as tuas pragas, e as pragas da tua descendência, grandes e duradouras pragas, e enfermidades malignas e duradouras; 60. e fará tornar sobre ti todos os males do Mitzraim (Egito), de que tiveste temor; e eles se apegarão a ti. 61. Também o Eterno fará vir a ti toda enfermidade, e toda praga que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído. 62. Assim ficareis poucos em número, depois de haverdes sido em multidão como as estrelas do céu; porquanto não deste ouvidos à voz do Eterno teu D-us. 63. E será que, assim como o Eterno se deleitava em vós, para fazer-vos o bem e multiplicar-vos, assim o Eterno se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e sereis desarraigados da terra na qual estais entrando para a possuirdes. 64. E o Eterno vos espalhará entre todos os povos desde uma extremidade da terra até a outra; e ali servireis a outros deuses que não conhecestes, nem vós nem vossos pais, deuses de pau e de pedra. 65. E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; mas o Eterno ali te dará coração tremente, e desfalecimento de olhos, e desmaio de alma. 66. E a tua vida estará como em suspenso diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não terás segurança da tua própria vida. 67. Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a tarde; E à tarde dirás: Ah! quem me dera ver a manhã! pelo pasmo que terás em teu coração, e pelo que verás com os teus olhos. 68. E o Eterno te fará voltar ao Mitzraim (Egito) em navios, pelo caminho de que te disse: Nunca mais o verás. Ali vos poreis a venda como escravos e escravas aos vossos inimigos, mas não haverá quem vos compre. 69. Estas são as palavras do pacto que o Eterno ordenou a Mosheh que fizesse com os filhos de Israel na terra de Moabe, além do pacto que fizera com eles em Horebe. (O 7° é chamado)
29
Chamou, pois, Mosheh a todo o Israel, e disse-lhes: Vistes tudo quanto o Eterno fez perante vossos olhos, na terra do Mitzraim (Egito), a Faraó, a todos os seus servos e a toda a sua terra; 2. as grandes provas que os teus olhos viram, os sinais e aquelas grandes maravilhas. 3. Mas até hoje o Eterno não vos tem dado um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir. 4. Quarenta anos vos fiz andar pelo deserto; não se envelheceu sobre vós a vossa roupa, nem o sapato no vosso pé. 5. Pão não comestes, vinho e bebida forte não bebestes; para que soubésseis que eu sou o Eterno vosso D-us. (Maftir) 6. Quando, pois, viemos a este lugar, Siom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã, nos saíram ao encontro, à peleja, e nós os ferimos; 7. e lhes tomamos a terra, e a demos por herança aos rubenitas, aos gaditas e à meia tribo dos manassitas. 8. Guardai, pois, as palavras deste pacto e cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes.
3° – Reflexão:
Iniciamos o presente estudo verificando a questão do dízimo, ele é para o Sacerdote, o Levita, ao estrangeiro, ao órfão e a viúva para que comam e se fartem.
Neste contexto temos um outro tema de interessante a colocação de Dt. 26:14 “Delas não comi . . . nem delas dei para algum morto , , ,”. Creio então que fica muito claro que não devemos fazer invocações a espíritos de mortos, basta atentarmos para o texto do pasuk 31 do pereq 19 de Levítico – Não voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis . . .
Avançando um pasuk, Dt. 28:15 Temos: Olha desde a Tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo de Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que mana leite e mel. Este texto nos ensina uma coisa muito importante, o nosso desprendimento para pedirmos bênçãos não só sobre nós, mas estendermos sobre nossa família, os irmãos da galut, os da Eretz e sobre o território de Israel. Esta prática é fruto de uma promessa que D-us fez a Avraham, Gn 12:3 – E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. – Amem VeAmem!
No pereq (capítulo) 27, do pasuk (versículo) 11 até ao 26, indicações que atos que nos levam para maldições. É bom lermos atentamente, pois certamente podemos inadvertidamente cair nos laços de satã.
Depois de todo temporal vem a bonança, agora temos as Bênçãos prometida por nosso Eterno duas, Bendito Seja Ele.
Se ouvires atentamente a voz do Eterno teu D-us, tendo cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que eu hoje ordeno, o Eterno teu D-us te exaltará sobre todas as nações da terra – Dt. 28:1- 14 . É, não para o orgulho da carne, mas sim para mostrarmos que o nosso D-us, o D-us de Abraham, de Itzak, Yakov é o Senhor dos senhores, o Rei dos Reis, o Sol da Justiça que traz a cura (tanto para nossa alma como para nosso corpo) em suas asas. Ml.
Como D-us sabe que o homem é de dura cerviz, então Ele volta a mostrar o caminho que se envereda e os frutos negativos que colhe, aquele que deixa de fazer os preceitos que produzem bênçãos. Basta continuar nossa leitura do pasuk 15 até seu final (69).
O final de nossa leitura (Dt. 29:8) temos um texto áureo, qual seja: Guardai, pois, as palavras deste pacto e cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes.
Amem VeAmem!
Shabat Shalom
Moshe ben Mazal







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