Parashah – BÓ

8 de Janeiro de 2011 – 3 de “Shevat” de 5771.

Bênçãos para a Leitura na Torah.

1° – Benção inicial:

O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.

O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.

O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.

Os presentes: Amem VeAmen!

Benção final:

O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.

Os presentes: Amem VeAmen

2° – Estudo Semanal

15.BÓ – (Ex.) 10:1 – 15:16.

10
1. Depois disse o Eterno a Mosheh: vai a Faraó; porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para manifestar estes meus sinais no meio deles, 2. e para que contes aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito (Mitzraim), e os meus sinais que operei entre eles; para que vós saibais que eu sou o Eterno. 3. Foram, pois, Mosheh e Arão (Haron) a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Eterno, o D-us dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo, para que me sirva; 4. mas se tu recusares deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos aos teus termos; 5. e eles cobrirão a face da terra, de sorte que não se poderá ver a terra e comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda árvore que vos cresce no campo; 6. e encherão as tuas casas, as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, como nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde o dia em que apareceram na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó. 7. Então os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem nos há de ser por laço? deixa ir os homens, para que sirvam ao Eterno seu D-us; porventura não sabes ainda que o Egito (Mitzraim) está destruído? 8. Pelo que Mosheh e Arão (Haron) foram levados outra vez a Faraó, e ele lhes disse: Ide, servi ao Eterno vosso D-us. Mas quais são os que hão de ir? 9. Respondeu-lhe Mosheh: Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Eterno. 10. Replicou-lhes Faraó: Seja o Eterno convosco, se eu vos deixar ir a vós e a vossos pequeninos! Olhai, porque há mal diante de vós. 11. Não será assim; agora, ide vós, os homens, e servi ao Eterno, pois isso é o que pedistes: E foram expulsos da presença de Faraó. (O 2° é chamado) 12. Então disse o Eterno a Mosheh: Quanto aos gafanhotos, estende a tua mão sobre a terra do Egito (Mitzraim), para que venham eles sobre a terra do Egito (Mitzraim) e comam toda erva da terra, tudo o que deixou a saraiva. 13. Então estendeu Mosheh sua vara sobre a terra do Egito (Mitzraim), e o Eterno trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos. 14. Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito (Mitzraim) e pousaram sobre todos os seus termos; tão numerosos foram, que antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá. 15. Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a terra do Egito (Mitzraim). 16. Então Faraó mandou apressadamente chamar Mosheh e Arão (Haron), e lhes disse: Pequei contra o Eterno vosso D-us, e contra vós. 17. Agora: pois, perdoai-me peço-vos somente esta vez o meu pecado, e orai ao Eterno vosso D-us que tire de mim mais esta morte. 18. Saiu, pois, Mosheh da presença de Faraó, e orou ao Eterno. 19. Então o Eterno trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito (Mitzraim). 20. O Eterno, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel. 21. Então disse o Eterno a Mosheh: Estende a mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito (Mitzraim), trevas que se possam apalpar. 22. Estendeu, pois, Mosheh a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito (Mitzraim) por três dias. 23. Não se viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz nas suas habitações. (O 3° é chamado) 24. Então mandou Faraó chamar Mosheh, e disse: Ide, servi ao Eterno; somente fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vão juntamente convosco os vossos pequeninos. 25. Moisés, porém, disse: Tu também nos tens de dar nas mãos sacrifícios e holocaustos, para que possamos oferecer sacrifícios ao Eterno nosso D-us. 26. E também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará; porque dele havemos de tomar para servir ao Eterno nosso D-us; porque não sabemos com que havemos de servir ao Eterno, até que cheguemos lá. 27. O Eterno, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir: 28. Disse, pois, Faraó a Mosheh: Retira-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que me vires o rosto morrerás. 29. Respondeu Mosheh: Disseste bem; eu nunca mais verei o teu rosto.

11
1. Disse o Eterno a Mosheh: Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito (Mitzraim); depois ele vos deixará ir daqui; e, deixando vos ir a todos, com efeito vos expulsará daqui. 2. Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro. 3. E o Eterno deu ao povo graça aos olhos dos egípcios. Além disso o varão Mosheh era mui grande na terra do Egito (Mitzraim), aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo. (O 4° é chamado) 4. Depois disse Mosheh a Faraó: Assim diz o Eterno: À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; 5. e todos os primogênitos na terra do Egito (Mitzraim) morrerão, desde o primogênito de Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está detrás da mó, e todos os primogênitos dos animais. 6. Pelo que haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve nem haverá jamais. 7. Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, nem contra homem nem contra animal; para que saibais que o Eterno faz distinção entre os egípcios e os filhos de Israel. 8. Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas. Depois disso eu sairei. E Mosheh saiu da presença de Faraó ardendo em ira. 9. Pois o Eterno dissera a Mosheh: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito (Mitzraim). 10. E Mosheh e Arão (Haron) fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Eterno endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da sua terra os filhos de Israel.

12
1. Ora, o Eterno falou a Mosheh e a Arão (Haron) na terra do Egito (Mitzraim), dizendo: 2. Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. 3. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. 4. Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. 5. O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras, 6. e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha: 7. Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem. 8. E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. 9. Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura. 10. Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo. 11. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa (Pessach) do Eterno. 12. Porque naquela noite passarei pela terra do Egito (Mitzraim), e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito (Mitzraim), tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito (Mitzraim) executarei juízos; eu sou o Eterno. 13. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito (Mitzraim). 14. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Eterno; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. 15. Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel. 16. E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao sétimo dia tereis uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão o que diz respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito por vós. 17. Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito (Mitzraim); pelo que guardareis este dia através das vossas gerações por estatuto perpétuo. 18. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. 19. Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, esse será cortado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. 20. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos. (O 5° é chamado) 21. Chamou, pois, Mosheh todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Ide e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a páscoa (Pessach). 22. Então tomareis um molho de hissopo, embebê-lo-eis no sangue que estiver na bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois umbrais; mas nenhum de vós sairá da porta da sua casa até pela manhã. 23. Porque o Eterno passará para ferir aos egípcios; e, ao ver o sangue na verga da porta e em ambos os umbrais, o Eterno passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir. 24. Portanto guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre. 25. Quando, pois, tiverdes entrado na terra (Eretz) que o Eterno vos dará, como tem prometido, guardareis este culto. 26. E quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este culto? 27. Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa (Pessach) do Eterno, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito (Mitzraim), quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou. 28. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso; como o Eterno ordenara a Mosheh e a Arão (Haron), assim fizeram. (O 6° é chamado) 29. E aconteceu que à meia-noite o Eterno feriu todos os primogênitos na terra do Egito (Mitzraim), desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. 30. E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito (Mitzraim), porque não havia casa em que não houvesse um morto. 31. Então Faraó chamou Mosheh e Arão (Haron) de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide servir ao Eterno, como tendes dito. 32. Levai também convosco os vossos rebanhos e o vosso gado, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim. 33. E os egípcios apertavam ao povo, e apressando-se por lançá-los da terra; porque diziam: Estamos todos mortos. 34. Ao que o povo tomou a massa, antes que ela levedasse, e as amassadeiras atadas e em seus vestidos, sobre os ombros. 35. Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Mosheh, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos. 36. E o Eterno deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egípcios. 37. Assim viajaram os filhos de Israel de a Ramessés a Sucote, cerca de seiscentos mil homens de pé, sem contar as crianças. 38. Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas, uma grande quantidade de gado. 39. E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito (Mitzraim); e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida. 40. Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito (Mitzraim) foi de quatrocentos e trinta anos. 41. E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Eterno saíram da terra do Egito (Mitzraim). 42. Esta é uma noite que se deve guardar ao Eterno, porque os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Eterno, que deve ser guardada por todos os filhos de Israel através das suas gerações. 43. Disse mais o Eterno a Mosheh e a Arão (Haron): Esta é a ordenança da páscoa (Pessach); nenhum, estrangeiro comerá dela; 44. mas todo escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres circuncidado, comerá dela. 45. O forasteiro e o assalariado não comerão dela. 46. Numa só casa se comerá o cordeiro; não levareis daquela carne fora da casa nem lhe quebrareis osso algum. 47. Toda a congregação de Israel a observará. 48. Quando, porém, algum estrangeiro peregrinar entre vós e quiser celebrar a páscoa (Pessach) ao Eterno, circuncidem-se todos os seus varões; então se chegará e a celebrará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. 49. Haverá uma mesma lei para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós. 50. Assim, pois, fizeram todos os filhos de Israel; como o Eterno ordenara a Mosheh e a Arão (Haron), assim fizeram. 51. E naquele mesmo dia o Eterno tirou os filhos de Israel da terra do Egito (Mitzraim), segundo os seus exércitos. (O 7° é chamado)

13
1. Então falou o Eterno a Mosheh, dizendo: 2. Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é. 3. E Mosheh disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito (Mitzraim), da casa da servidão; pois com mão forte o Eterno vos tirou daqui; portanto não se comerá pão levedado.
4. Hoje, no mês de Abibe, vós saís. 5. Quando o Eterno te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto neste mês. 6. Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá uma festa ao Eterno. 7. Sete dias se comerão pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos. 8. Naquele dia contarás a teu filho, dizendo: Isto é por causa do que o Eterno me fez, quando eu saí do Egito; 9. e te será por sinal sobre tua mão e por memorial entre teus olhos, para que a lei do Eterno esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Eterno te tirou do Egito (Mitzraim). 10. Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano. 11. Também quando o Eterno te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando te houver dado, 12. separarás para o Eterno tudo o que abrir a madre, até mesmo todo primogênito dos teus animais; os machos serão do Eterno. 13. Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz: e todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás. (Maftir) 14. E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Responder-lhe-ás: O Eterno, com mão forte, nos tirou do Egito (Mitzraim), da casa da servidão. 15. Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Eterno matou todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens como os primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Eterno todos os primogênitos, sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu resgato. 16. E isto será por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos, porque o Eterno, com mão forte, nos tirou do Egito (Mi

3° Reflexão:

A dureza do coração de Faraó: Após os primeiros milagres de Mosheh e Haron, estes foram imitados pelos magos e como conseqüência Faraó colocou em xeque o poder de D-us. Mas a “alegria” do Faraó durou pouco, pois quando a vara Haron a sobrepôs ao poder das dos magos, foi um fato memorável pelo fato de desbancar o poder dos magos.

D-us conhece o nosso íntimo, e com Faraó não foi diferente. Ele era duro de coração e não reconhecia D-us como o Ser Supremo. Podemos ver pela leitura que os momentos de concordância eram meros lapso, mas logo se recompunha e voltava a afrontar D-us. Uma coisa nós vemos que está acontecendo, pois mesmo ele concordando e algum tempos após dando uma contra ordem, em cada investida de Mosheh, ele cedia um pouco mais, ou seja, a negociação estava progredindo.

Pelo conteúdo da parashah vemos que em cada encontro entre Mosheh e Faraó, D-us endurecia mais e mais o coração de Faraó o que de certa forma o Faraó sentia-se cada vez mais senhor da situação, ledo engano. Notamos em especial que da primeira a sexta praga, D-us cada vez mais, como um torniquete, apertava o coração do Faraó. Este endurecimento dava um status a Faraó, ou seja, “eu posso” enfrentar D-us de igual para igual. Neste “jogo” notamos que D-us está a mostrar ao mundo o que é um coração empedernido e qual o resultado final.

Já ouvi, não sei onde, a expressão: Coisa horrenda é cair na mão do D-us vivo! Sem dúvida, pois o final deste “jogo” D-us exerce o Seu Poder, que num primeiro momento, certamente os “direitos humanos” entenderia como cruel, mas D-us não se deixa zombar. Vemos que o zombar de Faraó, desemboca em algo nunca visto que marcou de tal maneira, que até aos dias atuais serve de exemplo ao mundo.

D-us liberta Israel do Egito

Para o judeu temente a D-us, a comemoração do Pessach é o nascimento da nação ISRAEL, antes era um grupamento familiar de pessoas.

A última praga Divina enviada contra o Egito (Mitzraim) somada aos preparativos do povo hebreu, certamente colaboraram para a pronta marcha em direção a tão sonhada Eretz. Pela Torah, vemos a importância da libertação do povo hebreu, pois D-us instituiu como sendo o primeiro dia do primeiro mês, denominando-O de Abibe (atualmente “nissan”), Ex. 12:2; 13:4; Dt. 16:1. Creio ser importante atentarmos para o texto de Deuteronômio pereq 16, pasuk 1 – GUARDA o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao Eterno teu D-us; porque no mês de Abibe o Eterno teu D-us te tirou do Egito (Mitzraim), de noite. –. Creio que tenho obrigação de informar que s.m.j., o substituto do mês de Abibe, que é nissan, faz referência ao deus babilônico “anu” (Qual causa? Autoria de quem?). Observem que grafei a palavra GUARDA, pronunciada por D-us, Baruch HaShem!

Pessach significa salto, pulo, passar sem parar, e foi isto que aconteceu com o anjo da morte, ele não parou para atacar os lares que tinham obedecido a ordem de por um marco no umbral e verga das portas. Isto nos ensina quanto vale obedecermos as Leis de D-us.

Na leitura da Torah, temos as descrições de como deveriam ser os preparos para aquela noite que marcou a vida dos hebreus. Encenamos desde aquele tempo até nossos dias e ainda continuaremos até que o Messias venha reinar neste mundo.

Rememorando, o povo hebreu teria que sacrificar um cordeiro macho, sem defeito, de um ano (adulto), sem mancha e ainda ficar em observação por quatro dias. O sacrifício do cordeiro era em substituição ao primogênito daquele lar. O fato de passarem o sangue na entrada da casa era uma declaração de fé, pois é pela fé que alcançamos graça junto ao Eterno.

Outro ponto que chama a atenção é que ninguém deveria sair de dentro de suas casas, pois sob a fé, estamos protegidos nas bênçãos de D-us.

Podemos notar quantos arranjos significativos nós temos por ocasião do Pessach, pois em tudo há símbolos representativos que de forma pedagógica nos ensina o viver no dia-a-dia.

Na leitura atenta do trecho da presente parashah, certamente tiramos lições de vida para que assim possamos alcançar nosso alvo, ou seja, obtermos a vida Eterno com nosso Único D-us.

Desejamos um

Shabat Shalom !

Moshe ben Mazal


Envie um comentário

  • Categorias

  • Arquivos

    • Leitura