Parashah – BERESHIT
Por Moshe Ben Mazal em 7/out/2010 em Parashah
Bênçãos para a Leitura na Torah.
1° – Benção inicial:
O chamado: Barechú et Adonay hamevorach.
O oficiante: Baruch Adonay hamevorach.
O chamado: Baruch Adonay hamevorach leolám vaéd. Baruch leolám vaéd. Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolam, Ashér bachar bánu mikol haamim, venatan lánu et Torató; Baruch Atá Adonay, notén haTorah.
Os presentes: Amem VeAmen!
Benção final:
O chamado: Baruch Atá Adonay, Elohénu Mélech haolám, Ashér natan lánu Torató, Torát emét; vechayé olam natá betochénu; Baruch Atá Adonay, notén há-Torah.
Os presentes: Amem VeAmen!
2° – Estudo Semanal
2 de Outubro de 2010 – 24 de “Cheschvan” de 5771.
1.BERESHIT – Bereshit (Gn.) 1:1 – 6:8
1.
1. No princípio criou D-us os céus e a terra. 2. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de D-us pairava sobre a face das águas. 3. Disse D-us: haja luz. E houve luz. 4. Viu D-us que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5. E D-us chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro. 6. E disse D-us: haja um firmamento no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7. Fez, pois, D-us o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi. 8. Chamou D-us ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo. 9. E disse D-us: Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça o elemento seco. E assim foi. 10. Chamou D-us ao elemento seco terra, e ao ajuntamento das águas mares. E viu D-us que isso era bom. 11. E disse D-us: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi. 12. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu D-us que isso era bom. 13. E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro. 14. E disse D-us: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; 15. e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. 16. D-us, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. 17. E D-us os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, 18. para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu D-us que isso era bom.
19. E foi a tarde e a manhã, o dia quarto. 20. E disse D-us: Produzam as águas cardumes de seres viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu. 21. Criou, pois, D-us os monstros marinhos, e todos os seres viventes que se arrastavam, os quais as águas produziram abundantemente segundo as suas espécies; e toda ave que voa, segundo a sua espécie. E viu D-us que isso era bom. 22. Então D-us os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas dos mares; e multipliquem-se as aves sobre a terra. 23. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto. 24. E disse D-us: Produza a terra seres viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis, e animais selvagens segundo as suas espécies. E assim foi. 25. D-us, pois, fez os animais selvagens segundo as suas espécies, e os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. E viu D-us que isso era bom. 26. E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. 27. Criou, pois, D-us o homem à sua imagem; à imagem de D-us o criou; homem e mulher os criou. 28. Então D-us os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. 29. Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. 30. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todo ser vivente que se arrasta sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento. E assim foi. 31. E viu D-us tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
2
1. Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército. 2. Ora, havendo D-us completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. 3. Abençoou D-us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera. 4. Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Eterno D-us fez a terra e os céus 5. não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Eterno D-us não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. 6. Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. 7. E formou o Eterno D-us o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. 8. Então plantou o Eterno D-us um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado. 9. E o Eterno D-us fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 10. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. 11. O nome do primeiro é Pisom: este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro; 12. e o ouro dessa terra é bom: ali há o bdélio, e a pedra de berilo. 13. O nome do segundo rio é Giom: este é o que rodeia toda a terra de Cuche. 14. O nome do terceiro rio é Tigre: este é o que corre pelo oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates. 15. Tomou, pois, o Eterno D-us o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar. 16. Ordenou o Eterno D-us ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; 17. mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. 18. Disse mais o Eterno D-us: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. 19. Da terra formou, pois, o Eterno D-us todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome. 20. Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. 21. Então o Eterno D-us fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; 22. e da costela que o Eterno D-us lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. 23. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. 24. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. 25. E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.
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1. Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Eterno D-us tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que D-us disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2. Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3. mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse D-us: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. 4. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. 5. Porque D-us sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como D-us, conhecendo o bem e o mal. 6. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. 7. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. 8. E, ouvindo a voz do Eterno D-us, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Eterno D-us, entre as árvores do jardim. 9. Mas chamou o Eterno D-us ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás? 10. Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. 11. D-us perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? 12. Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi. 13. Perguntou o Eterno D-us à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi. 14. Então o Eterno D-us disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. 15. Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 16. E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. 17. E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. 18. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. 19. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás. 20. Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes. 21. E o Eterno D-us fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu. 22. Então disse o Eterno D-us: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente. 23. O Eterno D-us, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado. 24. E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida.
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1. Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão. 2. Tornou a dar à luz a um filho-a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. 3. Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Eterno. 4. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Eterno para Abel e para a sua oferta, 5. mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. 6. Então o Eterno perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? 7. Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. 8. Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou. 9. Perguntou, pois, o Eterno a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão? 10. E disse D-us: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra. 11. Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. 12. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. 13. Então disse Caim ao Eterno: É maior a minha punição do que a que eu possa suportar. 14. Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á. 15. O Eterno, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Eterno um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse. 16. Então saiu Caim da presença do Eterno, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden. 17. Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque. 18. A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque. 19. Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila. 20. E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado. 21. O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. 22. A Zila também nasceu um filho, Tubal-Caim, fabricante de todo instrumento cortante de cobre e de ferro; e a irmã de Tubal-Caim foi Naamá. 23. Disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zila, ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um homem por me ferir, e um mancebo por me pisar. 24. Se Caim há de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e sete vezes. 25. Tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Sete; porque, disse ela, D-us me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. 26. A Sete também nasceu um filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo, que os homens começaram a invocar o nome do Eterno.
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1. Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que D-us criou o homem, à semelhança de D-us o fez. 2. Homem e mulher os criou; e os abençoou, e os chamou pelo nome de homem, no dia em que foram criados. 3. Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. 4. E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas. 5. Todos os dias que Adão viveu foram novecentos e trinta anos; e morreu. 6. Sete viveu cento e cinco anos, e gerou a Enos. 7. Viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos; e gerou filhos e filhas. 8. Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e morreu. 9. Enos viveu noventa anos, e gerou a Quenã. 10. viveu Enos, depois que gerou a Quenã, oitocentos e quinze anos; e gerou filhos e filhas. 11. Todos os dias de Enos foram novecentos e cinco anos; e morreu. 12. Quenã viveu setenta anos, e gerou a Maalalel. 13. Viveu Quenã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas. 14. Todos os dias de Quenã foram novecentos e dez anos; e morreu. 15. Maalalel viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Jarede. 16. Viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas. 17. Todos os dias de Maalalel foram oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu.
18. Jarede viveu cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque. 19. Viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas. 20. Todos os dias de Jarede foram novecentos e sessenta e dois anos; e morreu. 21. Enoque viveu sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. 22. Andou Enoque com D-us, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos; e gerou filhos e filhas. 23. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos; 24. Enoque andou com D-us; e não apareceu mais, porquanto D-us o tomou. 25. Matusalém viveu cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque. 26. Viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos; e gerou filhos e filhas. 27. Todos os dias de Matusalém foram novecentos e sessenta e nove anos; e morreu. 28. Lameque viveu cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho, 29. a quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, os quais provêm da terra que o Eterno amaldiçoou. 30. Viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos; e gerou filhos e filhas. 31. Todos os dias de Lameque foram setecentos e setenta e sete anos; e morreu. 32. E era Noé da idade de quinhentos anos; e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.
6
1. Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, 2. viram os filhos de D-us que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. 3. Então disse o Eterno: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos. 4. Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de D-us conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade. 5. Viu o Eterno que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. 6. Então arrependeu-se o Eterno de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração 7. E disse o Eterno: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito. 8. Noé, porém, achou graça aos olhos do Eterno.
3° – Reflexão
Estamos reiniciando o estudo da Torah e como seria óbvio, iniciamos pela primeira parashah da Torah – Bereshit –.
Vamos nos fixar sobre três pontos básicos, A Criação do Mundo, A Formação da Família e O Pecado da Desobediência.
A Criação do Mundo, com certeza enquadra-se no grupo criacionista e não evolucionista. Acredito em primeira mão, que aceitamos o criacionismo, pois caso contrário, é negar o Poder de D-us.
Há uma série de fatos que nos mostram que não é possível haver uma evolução da espécie no sentido de chegar-se a seres mais complexos que o sistema matriz. Se fizermos buscas em estudos sérios, assinados por mestres e doutores renomados e que trabalham em universidades acima de qualquer suspeita, sem sombra de dúvidas tal resultado sempre chegará um mesmo ponto, qual seja, impossível a evolução de um ser biológico.
Como reforço de tal questão – impossibilidade de haver qualificação genética por evolução –, observa-se no dia-a-dia de nossas vidas, um exemplo explícito é o cruzamento de eqüino com asno, temos como resultando um animal hibrido – muar –.
Buscas mais apurada na natureza, encontramos na geologia e paleontologia. Outro ponto singular á a mais perfeita consonância do Universo, pois este é relógio ou tecnicamente falando, o trem de engrenagens, mais perfeito, complexo e preciso que já existiu, existe e existirá até o fim dos tempos. Observemos a nossa galáxia quanto há de planetas, miríades de miríades de estrelas, etc. etc. e andam a velocidades incríveis cruzando os céus e não se chocam. Quem controla tudo isto? Tudo neste mundo está ligado como os elos de uma corrente, assim sendo os próprios evolucionistas ao explicarem suas hipóteses, muitas vezes recorrem as “leis” do criacionismo, pois em dados momentos não existem os elos necessários para dar continuidade às teorias evolucionista. Um ponto básico inexplicável do evolucionismo é o fato de não existir uma plausívidade para explicar a origem da vida. Finalizando este primeiro ponto, se atentarmos para Newton, Copérnico, Galileu entre outros cientistas por excelência, veremos que em nenhum momento encontraram uma disparidade entre a Bíblia (Teologia) e a ciência experimental.
Focando o segundo ponto, A Formação da Família, temos lá no início D-us preocupando-se com a formação do homem e da mulher, esta formada da costela de Adão. Podemos notar a simbologia que há, pois se fosse de um osso do pé, ela seria pisada pelo homem enquanto que se fosse de um osso da cabeça, seria a soberana. Por este enfoque entende-se a igualdade participativa do casal, não exatamente nas ações, mas na forma de conjunto. Uma coisa deve-se ter em mente, a Sociologia define a família como sendo a célula mater da sociedade, porém se analisarmos atentamente o estado comportamental associativo da família-lar, veremos que na grande maioria a família-lar já passou pelo “estágio” de pensão, virou hotel e hoje infelizmente motel. É uma mudança que nos chama muito a atenção, pois a família praticamente começou a ruir a questão de cinqüenta anos, ou seja, foi uma queda muito brusca e infelizmente fatal, pois a sociedade ruiu.
Finalizando nossa reflexão vemos a forma sutil como entrou o pecado no mundo. Muitas vezes em minhas palestras quando cito a palavra pecado, muitas pessoas se mechem nos assentos, e pela quantidade de movimentadores, produzem um momento de barulho típico de tal movimento. Então eu foco que o termo pecado não é um palavrão, mas sim uma palavras para dizer claramente que se errou o alvo, é, isto mesmo que a palavra pecado quer dizer. O mexer-se é uma questão de consciência pesada, pois nos sentimos ofendidos e inconscientemente nos alinhamos para uma posição de ataque, nem que seja levantar-se e sair porta fora. Acredito que é muito mais a acusação do nosso inconsciente do que nosso princípio ético-moral em ouvir o termo pecado.
Se atentarmos para as parashot a serem estudas ao longo do ano, acredito que iremos naturalmente amadurecendo e conseqüentemente crescendo espiritualmente, pois a Torah deixa muito claro que a desobediência tem sido a chave mestra que tem levado o mundo para uma derrocada a qual assistimos e ficamos como que engessados, inertes, sem ação. Simplesmente horrorizados, mas que temos feito para reverter tal?
Acredito que este ponto de reflexão nos chama muita a atenção para buscarmos a santidade, tão salutar para nossa vida, quer material e/ou espiritual, pois muitos males que nos acontecem em muito tem a ver com o caminho que estamos a trilhar.
Que iniciemos mais este ano que D-us nos tem dado com mais atenção na prática da Torah do que dos ditames da sociedade.
D-us nos abençoe.
Shabat Shalom
Moshe ben Mazal







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