O Judaísmo no Século 21
Por Malkhut em 31/dez/2000 em Religião
Mas, o Judaísmo enfocado apenas no passado é somente uma imitação: falta vitalidade e paixão. Se pretendemos que o Judaísmo sobreviva no presente, temos que nos permitir viver no presente.
Entendo Judaísmo como uma Filosofia de Vida. Nossa missão como judeus, é ser uma luz entre as nações, um modelo de justiça e compaixão.
O sofrimento e a perseguição nos fez perder o contato com esta missão e a substituimos por uma continuidade fetichista de formas históricas de práticas religiosas, ignorando a sua mensagem profunda. Nós tentamos mudar, mas nos sentimos culpados, medrosos, e tudo parece sem sentido. O resultado é a estagnação.
| Mas o que significa ser santo? O que quer D-us?. Faça justiça, generosidade, e caminhe ao lado de D-us. |
Se realmente queremos que o Judaísmo sobreviva, nós temos que reunir a coragem, não para voltar à prática antiga, mas para voltar aos princípios infinitos. Nós temos que mudar o modo de comunicar a essência do Judaísmo, de forma que ela fale com o mundo moderno. Se ousássemos falar a verdade do que é o Judaísmo, acharíamos as diretrizes da tradição para articular criativamente o Judaísmo. Não seria uma cópia do passado, mas uma expressão autêntica do presente. Não falaria a nós da memória obscura, mas da ânsia de viver todos os dias.
Não digo abandonar a tradição, mas sim fazer reviver a essência infinita do Judaísmo e permitir que esta essência molde nosso próprio veículo para a expressão no “século 21”.
O que, então, a Torah nos diz hoje? Seja santo. Todo o resto é comentário. Agora, vá e estude.
O Judaísmo é um modo de vida dedicado à santidade expressada por atos de justiça, generosidade, e intimidade espiritual. O Judaísmo descansa em certos princípios essenciais e práticas. Nossa missão como judeus neste “século 21” é viver, explorar, e compartilhar esta essência de uma maneira moral, intelectual, e espiritualmente constrangedora.
No Levitico nós lemos: “Seja santo como eu, Adonai seu Deus, é santo”. Esta é uma declaração radical. Seja santo como D-us é santo, seja divino em sua humanidade. Faça D-us real no mundo pelo seu exemplo. Esta é a missão do judeu. Isto é o que o Judaísmo vem ensinar: como ser santo.
Mas o que significa ser santo? O que quer D-us?. Faça justiça, generosidade, e caminhe ao lado de D-us.
Este é um Judaísmo que descansa firmemente em seus ombros. É você que deve fazer justiça; é você que deve amar com generosidade; é você que deve ter intimidade espiritual com D-us. Não há nenhum intermediário. Não há nenhum ritual. Não há nenhuma forma. Com o passar do tempo, pessoas que lutam para ser santas inventarão alguns rituais, mas nenhum deles é essencial. A tradição nos mostra como as pessoas foram santas no passado, e esta informação pode nos ajudar a moldar nossa santidade no presente, mas é o compromisso: “Seja Santo” e não a santidade da forma histórica que importa.
Quando visto como um ideal, o passado se torna um ídolo. Quando visto como um guia, pode ser um catalisador para nossa própria criatividade.
O caminhar deve ser aberto e livre para podermos manter o equilíbrio no terreno variável da vida. Quando transformamos a tradição como forma fixa e elevamos normas históricas para ideais eternos, na verdade, matamos o espírito do Judaísmo e reduzimos a santidade a uma resposta robotizada da vida. O significado mais profundo e de potencial transformativo do Judaísmo é sacrificado no altar da conformidade.
A ação é essencial à vida. Moldar a ação até certo ponto evoca a unidade fundamental. A perfeição é um papel essencial do povo judeu. É um das razões de por que o Judaísmo existe. O Judaísmo se ergue para fora do seu isolamento egocêntrico e se coloca no meio da história humana e da comunidade. Esta é a maneira como a missão de santidade deve ser continuada.
O Judaísmo está em crise, e, como o provérbio chinês nos ensina, crise contém perigo e oportunidade. O perigo é nos retirarmos da essência do Judaísmo e buscarmos abrigo atrás de uma forma histórica fixa. Abandonaremos a missão da santidade e buscaremos imitar um tempo em que, acreditamos erroneamente, os judeus eram naturalmente santos? Pretenderemos a devoção, pretenderemos a santidade, pretenderemos a submissão. Mas no final, desabará a fachada do compromisso, e a pretensão nos levará para o abismo de uma paixão sem vida.
A oportunidade é voltar à nossa Fonte, D-us e a Torah, que é o registro de nossa união com o Eterno. Nós temos que achar n’Ele o poder e a paixão para não renovar nossa missão de santidade imitando o passado, mas inovando para o presente e para o futuro.







BOA NOITE, VIAJEI COM ALGUEM Q ESTAVA ESTE LIVRO, E APÓS LER O PREFÁCIO ACHEI MUITO INTERESSANTE ESTÁ PREOCUPAÇÃO DESTE RABINO COM A POSSIVEL PERDA DOS PRECEITOS DO JUDAÍSMO E SUA ESSENCIA!PELO SEU POVO!
ACHO MUITO IMPORTANTE QUE SE CONSIGA PASSAR AS DEMAIS LEIGOS O Q SIGNICA A GENEROSIDADE QUE OS JUDEOS QUE PREGÃO NO SIONISMO, PORQUE NADA TEM HAVER COM COMO TRATAMENTO QUE DÃO AOS SEUS IRMÃOS PALESTINOS, E SOBRE O MURO PARA OS APARTADOS, QUE ESTÃO CONSTRUINDO A TANTO TEMPO NA CARA DO MUNDO QUE NÃO FAZ NADA, SABEM TANTO DA TORAH E DO AMOR DO CRIADOR, MAIS NÃO APRENDERAM DE NÓS GOINS A TOLERANCIA E A GENEROSIDADE DOS LATINOS COM OS AQUELES QUE MUITAS VEZES FORAM E SÃO NOSSOS ALGOZES!
PARABENS, MUITO INTERESSANTE!
ivonte ramirz | 3/jul/2009 | Responder
Shalom!
A sua pergunta exige uma explicação um pouco longa e tendo em conta que estou em preparativos de uma cirurgia de safena no fim desta semana, te solicito um pouco de paciência no sentido de esperar minha resposta para o final de Julho ou início de Agosto.
Shalom ubrachah!
Moshe ben Mazal
Moshe Ben Mazal | 8/jul/2009 | Responder