Autoridade Palestina está persuadindo crianças a arriscarem suas vidas

A Autoridade Palestina paga uma compensação para as famílias dos mortos ou feridos nos confrontos, US$ 2,000 para os mortos e US$ 300 para os feridos.

Como aumentou o número dos mortos, a imprensa palestina não só exalta somente aqueles que morreram, mas também os que têm vontade de morrer como mártires de Alá, enfatizando que o martírio seria a realização de suas esperanças.

No dia 9 de novembro, a Autoridade Palestina em seu diário oficial Al-Hayat Al-Jadida publicou as observações feitas por Wajdi Hatab, 14 anos, para seus amigos dias antes de ser morto, afirmando que iria se tornar um mártir. Reagindo à sua morte, seus colegas juraram que continuariam buscando o martírio.

Em 1º de novembro, Al-Ayyam citou uma mãe que encorajou seus filhos a se sacrificarem para a causa palestina.

Ramahan Sahadi Rabbah, de 13 anos, quando perguntado sobre sua participação nos conflitos junto com os soldados, foi citado em Al-Hayat, no dia 8 de novembro dizendo que, “Meu propósito é não ficar ferido, mas algo mais sublime – o martírio.”

No dia 6 de novembro, o mesmo jornal citou um ferido de 11 anos de idade, refugiadono acampamento de Jabalya: “Somos todos mártires potenciais para Jerusalém e para a pátria.”

No canal de televisão da Autoridade Palestina, no dia 2 de novembro, um professor próximo aos alunos disse, “Nosso sangue é um sinal de nossa luta pela Palestina.”

Desde que começou a intifada, sites palestinos são inundados com “testemunhos ao vivo” dos feridos e daqueles que testemunham a morte de seus amigos. Os mortos são listados como mártires, embora analistas israelitas digam que nem todos foram mortos em conflitos.

Janine Zacharia, comenta, de Washington:

Aproximadamente 200 pediatras dos Estados Unidos, ficam transtornados com as periódicas demonstrações violentas envolvendo crianças no Oriente Médio, e formaram uma associação para condenar aqueles que, de propósito, expõem crianças ao perigo para obter algum ganho político. Eles dizem que serão uma voz para a segurança e o bem-estar das crianças em todo o mundo, objetivando pôr fim à prática de usar crianças como objetivos e armas em atividades políticas violentas.

Eles assinaram uma declaração que pede a todos os pais e governos para daram um fim na participação das suas crianças em demonstrações não pacíficas. Eles colocam a Autoridade Palestina como um ofensor principal e pede a comunidade internacional para fazer uma forte declaração contra este abuso.


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