A história dos nossos primeiros imigrantes judeus
Por Moshe Ben Mazal em 15/out/1999 em Kehilah Brasil
É verão na Bessarábia, região ao sudeste da Rússia, clima ameno. Judeus bessarabienses recebem autorização para emigrar pela ICA, e embarcam para o Brasil. É agosto de 1904.
É primavera no hemisfério sul, 18 de outubro de 1904, aproximadamente 9 horas da manhã, a “Maria-Fumaça” para na estação de Pinhal, Distrito de Santa Maria, pequena cidade no centro do Rio Grande do Sul. Aí desembarcam umas 300 pessoas, integrantes de 38 famílias que meses antes saíram da opressão russa para a liberdade. A região onde se estabeleceram passou a se chamar Philippson.
O futuro parece vago, tudo é hipótese, só uma coisa é real: “Ouvi a palavra do Eterno, ó nações, e anunciai-a nas ilhas de longe, e dizei: aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará (Jer 31,10)”. Para cumprir-se tal profecia, necessário é que se espalhem judeus por todo o mundo. Em 1892 uma grande leva já emigrara para a Argentina. Agora, em 1904, inicia-se o primeiro ciclo imigratório de judeus no Brasil, de forma ordenada e oficializada pelo governo.
Estes pioneiros dão expressão dão expressão real do tema da poesia de Nathan Altermann (1910), “A Bandeja de Prata”, que todos conhecem. Não foi fácil apoderar-se da liberdade, muita lágrima, suor, dor, humilhação… Tudo a seu tempo foi sendo vencido, pois a esperança, a milenar esperança está tal qual as nascentes do Jordão: fervilha eternamente na alma de cada judeu, não importa como e nem onde ele viva, basta apenas confiar no Eterno, pois “serão como o Monte de Sião que não se abala, mas permanece para sempre (Sal 125,1)”.
Depois desta data, mais 55 famílias somaram-se aos pioneiros. A todos, nosso mais profundo respeito, pois com certeza, tiraram-nos das garras anti-semitas, tanto dos temíveis czares como do insano nazismo.
Em 18 de outubro de 1999 vão-se 95 anos. As raízes judaicas aqui fundadas, deram frutos, e que frutos! Hoje no Brasil, em todas as principais esferas, existem filhos, netos, bisnetos e, até, alguns tataranetos destes pioneiros trabalhando em prol do bem comum da sociedade. Há, também, os que passaram fronteiras e, em outros países, de igual forma levam os valores culturais de seus antepassados, através do trabalho, a todas as “gentes, povos, tribos e nações”.
Sobre estes 95 anos de lutas em novas paragens, uma coisa não poder ser esquecida:somos frutos daqueles que D-us espalhou e um dia congregará e guardará a todos, pois Ele assim prometeu.
| Estas foram as primeiras 38 familias que se estabeleceram em Philippson |
| Abraão Russowsky Abraão Steinbruch Arão Kopstein Arão Waisman Berel Satkovitch Bernado Kwitko Boris Wladimirsky Boris Wolff Davi Groisman Davi Schneider Davi Treiguer Efraim Chaiut ou Saute Geraldo Aronis Hersch Slipak Idel Meir Steinbruch Idine Druck Isaac Goldman Isaac Stifelman Jacó Brechman Jacó Schneider Jaime Nudelman Leão Soibelman Leão Zelmanovitz M. Salomão Akselrud Marcos Burd Menache Sibenberg Mendel Aronis Moisés L. Averbuch Mordechai Teitelroit Noé Schneider Obe Schaie Lifchitz Pinhe Seligman Salomão Averbuch Shalom Nicolaiewsky Tobias Schwetsky Velvel Akselrud Zanvel Akselrud |
| Estas 55 familias vieram posteriormente para Philippson |
| Abraão Averbuch Abraão Budin Abraão Soltz Adolfo Rosenberg Adolfo Verba Alfredo Grinspum Arão Knijnik Arão Waisman II Bender Carnos Boris Russowsky Chaim Ber Verba Davi Schostak Davi Sikinowsky Diniz Sibenberg Felipe Procianoy Isaac Nudelman Israel Akcelrus Jacó Verba Jaime Bochernitzan Jaime Brilman Jaime Budiansky Jaime Filchtiner Jaime Leão Gitz José Frankental José Scherman José Schneider José Seligman José Waldemar ou Wladiminsky José Wolff Kiva Neiros Leão Knijinik Leão Kwitko León Cutin Maurício Nisselovitch Maurício Rosemberg Meier Chassavoi Maister Meir Druck Mendel Chaiut ou Saute Miguel Galanternik Moisés Gamarnick Moisés Goldenberg Moisés Ricachinewsky Moisés Sibenberg Morris Silberstein ou Silverstone Natan Goferman Natan Schostak Riven Aguinsky Salomão Kruchin Salomão Schwartz Samuel Akcelrud Samuel Wolff Simão Raicher Uchen Colman Steinbruch Velvel Chazan Zulmino Rachewsky |







Descobri quando o meu avo chegou no Brasil. Tinha a impressão mesmo que era em 1904. E o vo Israel nasceu em 1911.
Sonia Wolff | 21/abr/2009 | Responder
Vou continuar a minha pesquisa.
Sonia Wolff | 21/abr/2009 | Responder
pelo que sei está invertido os nomes Abrãao Russowsky veio na segunda leva e seu filho mais velho( Boris) , meu avô e filho mais velho de Abraao veio primeiro ao Brasil.
gerson russowsky | 13/dez/2009 | Responder
FIQUEI FELIZ POR VER O NOME DO MEU AVÔ QUE EU SÓ CONHECI POR GRANDE RETRATO QUE SEMPRE ESTEVE NA SALA DA NOSSA CASA: BARBA LONGA E BRANCA,OLHOS AZUIS pRA MIM SEMPRE PARECEU UM RABINO.
MEU PAI E SEUS IRMÃO TB VIVERAM EM PHILLIPSON
NO INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL
BEATRIZ KAMERGORODSKI 29/12/2009
BEATRIZ KAMERGORODSKI | 27/dez/2009 | Responder
Shalom Gerson Russowsky
As informações que por mim foram postadas sobre colonização de Filipson, estão baseadas em literatura elaborada por filha de pessoas que vieram junto na primeira leva, isto é, 1904.
Saliento ainda que no rol dos pioneiros, conforme mapa de distribuição das colônias, consta na colônia 45 como pertencente a Abraão Russowsky.
Quanto ao Sr. Boris Russowsky, ele consta na lista em ordem alfabética da segunda leva.
Não estou constestando sua colocação, apenas trabalhei sobre dados que creio consistentes.
Visto seu pronunciamento, estarei revendo outras obras e dentro do possível consultando um filho de imigrante que vive aqui em Santa Maria-RS, e posteriormente estarei lhe retornando.
Moshe Ben Mazal | 6/jan/2010 | Responder
Tudo bem, Sobre meus sobrenomes quias deles ha indicação de ser judeu.
marcos krein pacheco de campos | 1/fev/2010 | Responder
Sou bisneta do Abraão Russowsky, e conforme o seu neto Boris,O bisa veio em 1904.E junto trouxe seus 6 filhos menores e só mais tarde veio o filho mais velho casado,que era Boris tbém.O Gerson esta enganado e tenho os documentos da terra que o primeiro Boris recebeu.(Sou irmã do Gerson)
É muito bom ter essa ponte de comunicação.E tenho muitas informações que o meu pai deixou, ele tbém era Boris Russowsky,pois seu pai morreu antes de ele nascer.(Morreu da gripe espanhola)
Manoelita Russowsky Raad | 27/mar/2010 | Responder
Sou neta de Leon Soltz , gostaria de saber o grau de parentesco dele com Abraõ Soltz , pois só tenho conhecimento de minha familia à partir de meu avô Leon . Desde já agradeço .
Rosemary Soltz | 24/abr/2010 | Responder
Por tudo que ouvi de meus familiares ao longo de décadas, Abraão Russowsky chegou a estas paragens em 1904, na primeira leva.
Saudações.
Ciro.
Ciro Russowsky | 3/mai/2010 | Responder
Descobri que o irmão de meu bisavô Arão Waisman foi um dos pioneiros.
Ricardo Wowczyk | 30/mai/2010 | Responder
EStou contente de saber sobre a familia Russowsky.Sou filha de Mauricio Russowsky e irmao de Boris Russowsky. Uma perguntinha… porque se meu pai nasceu tambem em Santa Maria na mesma casa inclusive que tio Boris nasceu porque o nome dele esta esquecido completamente? Verifiquem por favor porque e um pouco decepcionante que esteja na lista dos Russowsky
Clarice Rusowsky | 13/jun/2010 | Responder
E tio Miguel que tambem faz parte dessa familia e tambem irmao de Boris Russowsky??? Porque ele tambem nao esta na lista?
Seria bom fazerem uma nova recisao de pesquesa sobre o nome das familias por aqui, ok?
Um abraco e Shavuh Tov!
Clarice Russowsky
Clarice Rusowsky | 13/jun/2010 | Responder
manden literatura para minha residencia na rua antonio benedito do amaral n 279,Osasco muito bom tudo que leio ao nosso respeito em nossa comunidade.vamos permanecer sempre unidos,espero que me respondam com urgencia pois es pero colocar um pingo no Ocenao de nossas vidas que D ús nos abençoe..CHALOM.
julio francisco do nascimento | 25/jun/2010 | Responder
soy de buenos aires.hijo de leon soltz,e nelli zelmanovicz descendiente del baron hirsch.
me gustaria saber parentesco con soltz de bra
sil .
saludos
marcelo soltz
marcelo | 29/jul/2010 | Responder