18 de Maio de 2013 – 9 de “Sivan” de 5773.
Estudo Semanal
32.BEHAR – (Lv.) 25: 1 – 26: 2
Reflexão:
Todo o sétimo ano desde o ano da criação do mundo é um ano sabático (Shemitah), durante o qual a terra devia estar em repouso. Os produtos que cresciam espontaneamente no campo eram socializados e pertenciam a todos: ao servo, empregado, estrangeiro e mesmo ao gado e aos animais selvagens da terra.
A palavra Shemitah expressa a ação de largar e soltar. No ano da Shemitah o credor renunciava de cobrar o que lhe deviam (Dt. 9: 21). Por outra parte, todos eram obrigados a emprestar ao necessitado, dinheiro e alimentos sem juros (Lv. 25: 37), assim se mantinha o equilíbrio da fortuna.
Após a conquista da Transjordânia e da Terra Prometida pelos israelitas o território foi repartido entre o povo de Israel. A divisão teve lugar primeiramente em proporção ao número de pessoas das tribos, e depois entre as famílias por meio dos Urim e Tumim. Esta repartição era feita para nunca mais variar; porém, no decorrer dos anos, como é natural, não podiam deixar de haverem altas e baixas entre as diversas famílias, pelas diferenças de inteligência, trabalho, saúde, número de crianças, ou pelas enfermidades ou calamidades. Mas a Lei de Moisés remediou as causas do desequilíbrio de fortuna com estas duas leis: o dinheiro de resgate das terras alienadas e o jubileu. Se o resgate das terras vendidas não podia se efetuar, no fim de quarenta e nove anos a terra voltava ao seu primeiro proprietário. Nas vendas dos terrenos, levava-se em conta o número de anos que faltava para o próximo jubileu, a fim de fixar o preço. Assim, a venda da terra não era outra coisa senão um tipo de arrendamento.
Antes de socorrer o pobre, a Lei nos obriga a assistir aquele que está ameaçado de cair na pobreza. “Se teu irmão se tornar pobre e suas posses se enfraquecerem junto a ti, sustenta-o. Ele viverá contigo, seja estrangeiro ou peregrino” (Lv. 25: 35). De que maneira se deve ajudar aqueles que declinam e estão a cair? Com uma prestação sem juros, pois emprestar é melhor que dar. Não foi dito ‘ feliz é aquele que dá ao pobre ‘, mas sim “feliz (bem-aventurado) é aquele que se conduz inteligentemente com o pobre” (Salmo 41: 2). A caridade deve-se fazer com inteligência e delicadeza, usando-se respeito e consideração com o humilde, e estudando-se a maneira de dar.
A Torah não proibiu completamente aos israelitas terem escravos. Podemos atribuir a causa ao estado social dos povos da antiguidade, que não permitia uma abolição total e imediata. Entretanto, a Lei de Moisés quebrou os principais anéis da escravidão, com as suas imposições em favor dos escravos. O tempo de um israelita ficar como escravo tinha um limite de seis anos (Ex.21: 1- 11), além disso, ele era tão protegido pela lei, e sua situação era tão boa que nossos sábios disseram: “Quem adquirir um escravo hebreu é o mesmo que comprar um dono para si mesmo”. O escravo pagão não tinha tempo determinado para sua escravidão, mas a Torah estendia também sobre a sua proteção. A Lei decretou pena capital contra o patrão que ocasionava a morte de seu escravo, mesmo sendo pagão. O escravo pagão recobrava a liberdade quando seu patrão lhe provocava até mesmo a perda de um dente (Ex.21: 20 e 27). Por fim, os escravos pagãos eram bem tratados pela benevolência que os preceitos – Divino – recomendam aos israelitas.
Shabat Shalom






