Parashah – B’SHALAR

16.B’SHALACH – (Ex.) 13: 17 – 17:16

Reflexão:
A parashah Beshalach apresenta quatro tópicos distintos, quais sejam:
a. Marchando em direção ao Mar Vermelho: No texto vemos que D-us foi o estrategista da rota na marcha do povo hebreu. Sua presença foi constante durante os quarenta anos no deserto, pois Ele estava presente na nuvem durante o dia e na coluna de fogo durante a noite. O percurso mais prático, em função da distância, era margearem o Mar Mediterrâneo. Temos que entender que nem sempre o menor caminho é o mais seguro. Num primeiro momento, podemos ver que havia dois obstáculos, teriam que passar por fortes guarnições militares do Egito (Mitzraim) e mais na frente, encontrariam os filisteus. Haviam também outras questões que teriam de ser resolvidas durante o percurso, não que D-us não tivesse pressa, mas sim porque tudo tem seu momento certo nos planos de D-us.
A primeira questão envolve dois pontos: 1° Havia um “acerto de contas” entre D-us e Faraó; 2° O povo teria que ser preparado tanto na área espiritual como na material, pois era agora uma Nação.
A rota escolhida por D-us era que saíssem em direção ao Mar Vermelho, pois D-us tinha um plano espetacular para mostrar a Faraó que com Ele não se brinca e ao mesmo tempo para que o povo hebreu reconhecesse o poder Divino. Na ótica de um estrategista militar, a rota escolhida por D-us era humanamente uma rota suicida.
Passada as primeiras horas da saída do Egito (Mitzraim), os judeus são tomados de pânico, ou seja, na sua frente tinha o Mar Vermelho, à direita e a esquerda as montanhas e na retaguarda o exército egípcio. E agora?
Como é natural a todo humano que não tem fé, logo procura um terceiro para colocar toda culpa pelo insucesso no líder, aqui não foi diferente, o alvo foi Mosheh.
D-us mostra o plano a Mosheh, e sem contestar Mosheh diz ao povo que Marchem! A mão estendida em direção ao mar é a de Mosheh, mas a Ordem e o Poder da ação, partiu do Eterno, Baruch HaShem!
Neste momento o mar se abre, a coluna de D-us foi posta como escudo entre o povo hebreu e o exército egípcio.
O povo atravessa o mar a seco enquanto que o exército de Faraó ao seguí-los é tragado pelas águas.
Neste instante temos duas soluções definitivas dadas por D-us: 1ª – Liberta de vez o povo hebreu do jugo egípcio, e 2ª – Julga os zombadores de D-us, exterminando os egípcios de forma definitiva, pois segundo a história o Egito (Mitzraim) era uma potência e nunca mais consegui se reerguer.
A euforia dos hebreus é tanto que improvisam um canto de louvor ao Rei dos reis, Senhor dos senhores, o Sol da justiça que trás a Cura (para o corpo) e Salvação (para a alma)!
Entendo que este cântico não foi de felicidade por verem todo exército egípcio submergir e nem pelo simples livramento, mas sim como uma simples forma de Honrar, Exaltar e Glorificar o Único D-us.
b. O Êxodo: Considerando que a saída do povo hebreu ocorreu aproximadamente entre 1.440 a 1.430 a.E.C. então podemos dizer que aproximadamente nestes últimos 3.458 anos, o povo judeu esteja onde estiver, tem relembrado e partilhado com os demais irmãos este momento único, a saída triunfal do cativeiro egípcios sob os auspícios do nosso Eterno e Glorioso D-us.
Entendo que Pessach é um momento para cada um de nós fazermos uma profunda reflexão e levarmos nossos familiares a partilhar deste momento, pois há na instituição do Pessach a importância do lar, pois naquele dia, o dia da Libertação, todos estavam reunidos e unidos num só pensamento, obedecer a D-us. A lição que Pessach nos proporciona, deixa claro que só é possível vencer de forma miraculosa aqueles que se submetem às ordens de D-us. Ele é o Único que realmente detém o Poder sobre todas as coisas deste mundo.
Pensemos nisto!
c. Rumo ao Sinai: Dentro da estratégia de D-us, a nação de Israel foi direcionada ao deserto, e creio que todos nós sabemos exatamente que deserto é sinônimo de calor, terreno inóspito, sem vegetação e sem muitas possibilidades de água. Por conseguinte praticamente a vida é nula e no presente caso não era diferente. Certamente a sede e a fome naquele local era um prenúncio de morte. Teria D-us tirado os hebreu do Egito (Mitzraim) para matá-los no deserto? Além destes dois pontos básicos, havia um terceiro, o risco de serem atacados por guerreiros saqueadores. Certamente a pergunta entre o povo era: Por que pelo deserto? Analisando todo o texto e contexto, hoje podemos ver as razões, vejamos:
1°. A vida é uma escola, toda caminhada necessita de preparo e disciplina. Como um “bando” sem preparo iria formar e administrar uma Nação? Estavam ali como simples humanos? Não! Estava ali como Nação Eleita, Povo Santo! 2°. Teriam que se prepararem e muito no campo espiritual. A multidão precisava aprender a terem fé, pois seriam sustentados por D-us tanto material como em especial espiritualmente. O tempo era curto para formarem um povo coeso. Era necessário antes de tudo serem submissos somente a D-us.
D-us queria se revelar ao povo, pois certamente eles não o conheciam. A razão dos milagres que se fazia presente a cada instante, certamente iria fazer os hebreus passarem a entender realmente quem era D-us. A questão mais intrigante era o povo abrir seus corações para crerem no poder de D-us e deixarem que Ele operasse em cada um, pois a união faz a força. A coesão é para um povo como o vento (motor) que move o moinho, que mói o trigo, que alimenta e dá a vida!
d. Os contra tempos no deserto:
Podemos enumerar de forma seqüencial os inúmeros obstáculos surgidos durante a travessia do deserto:
- Água é vida e isto foi um problema constante. Vemos o caso nas aguadas em Mara. O povo com sede e as águas amargas, que desilusão! Logo surge o murmúrio, mas D-us providencia da natureza uma árvore que transforma em água potável. Quimicamente falando, não vejo a razão de uma árvore ser capaz por uma simples imersão eliminar os sais existentes em excesso na água, certamente foi o Poder de D-us mais uma vez em ação. Podemos ver como uma lição, pois as experiências amargas que muitas vezes vivemos, nos ensinam coisas que em muito servirão no futuro de forma a evitar experiências ainda piores e que muitas vezes nos fazem sucumbir definitivamente, pois acredito que nada acontece por acaso.
- Em contra partida as águas de Mara, vemos que o povo ao chegar em Elim encontraram verdadeiro manancial de água potável.
- Não foi só a sede que os atacou, mas a fome. O povo hebreu sentiu fome e com fome se perde o estímulo e logo começa novamente a reclamação. Acredito que as constantes reclamações é pura falta de fé, pois logo que surgia uma dificuldade, logo se lembravam da vida no Egito (Mitzraim) de forma saudosa. Podemos fazer uma analogia, o homem sem D-us sempre se apegou ao passado, especialmente aquilo que de certa forma lhe prejudicou, o pecado. O homem sem D-us é tal qual um porco, sempre volta ao lamaçal. Voltando ao foco, vemos que D-us dá a solução, envia bandos de codornizes e também o maná. Este tipo de alimento fez a diferença entre o povo, não só no aspecto físico, mas na “magia” de que nos dias normais da semana se sobrassem para o dia seguinte, tornavam-se impróprio para o consumo. Mas aquele recolhido na sexta-feira (Yom Shishí) podia ficar de um dia para o outro e não se estragava, assim foi durante os quarenta anos no deserto. Era mais uma lição de que D-us estava dando ao povo, Sábado é dia de descanso!
- Lemos a questão de Horebe, e notamos que quanto mais D-us providenciava nas soluções aos problemas, mais o povo reclamava. Podemos dizer que não estavam aprendendo, então D-us “dava uns puxões de orelhas” – o Tanach nos deixa claro que a educação é pelo amor ou pela dor, fala-se uma ou duas vezes, se não adianta, então se usa a pressão –. Ao alcançarem Refidim que era referencial de águas, eis a dificuldade, faltava água. Em vez de confiarem em D-us, novamente foram a Mosheh, inclusive estando dispostos a apedrejarem. Novamente coube a Moisés interceder junto ao Eterno.
- O confronto bélico com amalequitas foi outra prova, pois sempre era apenas D-us quem lutava em defesa da nação Israel. Havia chegado o momento de Israel, começar a engatinhar em defesa das buscas das necessidades. Josué (Yhoshúa) foi o general da primeira de uma série de inúmeras batalhas contra inimigos seus. É de se estranhar a ausência do comando direto de Mosheh, mas cada um tem sua parte no todo, Mosheh era o líder espiritual. Vemos que Mosheh ficou no monte orando. A lição de orar no monte é algo ainda válido para nossos dias. Quando orarmos sem cessar, buscando a face de D-us para sermos vencedores. Nesta batalha temos um fato curioso, quando Mosheh deixava os braços cair, Israel começava a perder e ao levantar vencia. Pelo cansaço os braços de Mosheh caiam, então sugiram duas “colunas” de sustentação, Arão (Haron) e Hur, eles sustentavam os braços de Mosheh. Vemos ai uma lição, um não faz tudo, e nem sempre o que ajuda muito não necessariamente precisa fazer algo complexo, basta estar disponível a ajudar a levantar a carga.
Que ao ler a presente parashah, possamos cada um comentar com nosso irmão (ach) e partir em busca de outros pontos importantes no sentido de encontrar respostas a muitas questões que porventura ainda sejam obscuros e que estão a atrapalhar a nossa vida espiritual.
Shabat Shalom!
Mosheh ben Mazal


Parashah – BÓ

15.BÓ – (Ex.) 10: 1– 15: 16. Reflexão: A dureza do coração de Faraó: Após os primeiros milagres de Mosheh e Haron, estes foram imitados pelos magos e como conseqüência Faraó colocou em xeque o poder de D-us. Mas a “alegria” do Faraó durou pouco, pois quando a vara Haron a sobrepôs ao poder das [...]


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Parashah – SHEMOT

13.SHEMÓT – Shemot (Ex.) 1:1 – 6 :1 Uma Reflexão: D-us levanta um líder. A escravidão no Egito: Acompanhando a exposição do texto, observamos que já se passaram quase três séculos desde a morte de Yossef e que os setenta hebreus que chegaram ao Egito (Mitzraim) agora são centenas de milhares o que representa um [...]


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Parashah – VAIERAH

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PARASHAH – NITZAVIM

51. NITZAVIM Devarim (Dt)29:9 – 30: 20 Nitzavim – começa com uma grande reunião, todos, pequenos e grandes, simples lenhadores a oficiais, homens e mulheres, até o estrangeiro, todos sem exceção! Entendo que a ênfase descrita nos pasukim 9 e 10 serve para nos alertar ainda hoje, da necessidade de que todos caminhem para um [...]


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MENSAGEM DO EMBAIXADOR DE ISRAEL

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HOJE, 15 ANOS DO KEHILAH.NET

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A Garota da Maçã

O que é o destino… A garota da maçã Agosto de 1942 – Piotrkow, Polônia.   Naquela manhã, o céu estava sombrio, enquanto esperávamos ansiosamente. Todos os homens, mulheres e crianças do gueto judeu de Piotrkow tinham sido levados até uma praça. Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos. Meu pai havia falecido recentemente [...]


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José de Abreu não perde tempo. O ator já faz planos para depois de Amazônia: de Galvez a Chico Mendes, minissérie de Glória Perez que estréia no início do ano que vem. Ele vai produzir o filme Uma carta para o Futuro – A Gênese da Imigração Judaica no Brasil. O longa, em tom de [...]


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A 27ª edição da Bienal de São Paulo conta com a participação de três artistas israelenses: Miki Kratsman, Yael Bartana e Aya Ben Ron. Através de fotografias e vídeos, os três apresentam seu olhar sobre Israel e as peculiaridades que cercam o país, em sintonia com o tema da mostra, “Como Viver Junto”. Nascido em [...]


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Conferência das Comunidades Judaicas da América Latina

De 16 a 19 de novembro de 2006. Realização: Masorti Olami e World Union for Progressive Judaism Mais detalhes, como programa, agenda, inscrições e como chegar lá, você encontra clicando aqui.


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